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PIB PER CAPITA CAIU 11% DESDE O GOLPE

O Golpe começou logo após as eleições de 2014, com ataques desenfreados de Aécio e da mídia golpista para desconstituir o 2º Governo Dilma. Não deu outra. A economia “foi pro saco”. E não adianta a mídia e Temer propagandearem que o PIB teria crescido. Não é verdade. A desgraceira vai continuar. E mesmo que Temer seja apeado do poder, as coisas vão demorar a melhorar. Isto se no lugar dele tivermos um governo verdadeiramente comprometido com o desenvolvimento nacional. Senão a “nhaca” vai continuar. A matéria a seguir é do  Jornal Valor Econômico. Não é preciso nem ler nas entrelinhas. A situação esta bem óbvia:

 

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Alta do PIB refletiu pouco no bem-estar

Embora o Produto Interno Bruto (PIB) e mesmo o PIB per capita tenham crescido no primeiro trimestre deste ano, após dois anos de recuos, isso provavelmente teve poucos reflexos para a sensação de bem-estar das famílias brasileiras, sobretudo para aquelas que ainda buscam trabalho. Estimativa da consultoria LCA aponta que o PIB per capita cresceu 0,9% no primeiro trimestre, após acumular queda de 11% desde o segundo trimestre de 2014, data que marca o início da recessão atual.

Os cálculos da LCA mostram que o PIB per capita, indicador que divide a riqueza do país pelo número de habitantes, encolheu mais que o PIB total, que acumulou baixa de 9% ao longo de todo o ciclo recessivo.

(…) Thovan Tucakov, analista da LCA e autor do cálculo, destaca o efeito positivo do forte recuo da inflação e da liberação dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) sobre a renda no trimestre. “A forte queda da inflação possibilitou o aumento real de renda da população, embora o rendimento nominal não esteja crescendo em velocidade razoável”, diz. Os especialistas ponderam, no entanto, que tais estímulos ao bolso não superam os efeitos decorrentes da crise para grande parte da população. Em especial, pouca diferença fazem para o contingente de 14 milhões de pessoas que estavam desempregadas em abril, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Não foram suficientes, inclusive, para impedir a queda no consumo das famílias, que teve retração de 0,1% no primeiro trimestre sobre o trimestre anterior. “Tem um exército de desempregados que sentirá ainda muita dificuldade para voltar ao mercado de trabalho. O mercado de trabalho está apenas deixando de demitir na velocidade de antes, mas as contratações não aceleraram”, diz Tucakov.

(…) Mesmo que se concretizem as projeções mais otimistas – com desfecho rápido para a crise política – o crescimento dos próximos cinco anos não será suficiente para elevar o PIB per capita aos níveis em que estava em 2014, antes da recessão, de acordo com estimativas (…) “Estamos falando de pelo menos mais cinco anos de uma recuperação que não vai trazer, em termos de renda e bem-estar, o mesmo nível que a gente observava antes da crise. É uma recuperação bastante fraca”, diz o Tucakov, da LCA. Ele destaca que, mesmo que a crise política atual tenha solução rápida e a economia cresça 0,5% este ano e 2,4% em 2018, será só em 2021 que o PIB per capita brasileiro poderá chegar novamente a R$ 28.500 anuais – patamar em que se encontrava em 2014

(…) Se o PIB per capita voltar aos níveis pré-recessão somente em 2021, o ciclo recessivo atual terá sido semelhante ao que foi na recessão de 1989-92, período que incluiu a renúncia do então presidente Fernando Collor de Melo. Naquela recessão, foi próximo ao 11º trimestre de recessão que a economia estabilizou e parou de cair, voltando a crescer um trimestre após a renúncia de Collor. (…)

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