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Porto Alegre, laboratório do “Estado de Exceção” ou voltamos aos tempos da ditadura militar?

choque

Contra Servidores Municipais, Polícia de Choque da Brigada Militar toma os corredores da Câmara

Depois de ver um Deputado em pleno exercício de seu mandato ser espancado, algemado e preso, coisa que nem na época da Ditadura acontecia, novamente nesta quarta-feira, dia 5 de julho, cenas que só a época da ditadura eram notórias. Contra a violência do Prefeito Municipal, que aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 14%, os servidores se insurgiram. E voltamos a ver espancamento de pessoas, desta vez dentro e fora da casa legislativa Municipal. Tudo se assemelha a 1964, mas tentam pintar a cena numa aura democrática que já não existe, mas que infelizmente ilude o senso comum. Reproduzo a seguir parte de um artigo de Jeferson Miola, que me parece descrever o que vivemos nestes dias sombrios para Porto Alegre, entregue ao caos para ser um possível laboratório de testes de fascistas modernos.

A loucura ideológica do prefeito Marchezan Júnior, que combate obsessiva e odiosamente os funcionários públicos para destruir os serviços e as políticas públicas, atingiu a estratosfera. O dramático é que este será o padrão do seu período de governo.
 
Marchezan e seus vereadores levam Porto Alegre ao mais soturno dos submundos. Nesta trajetória sinistra, contam com a atuação engajada e militante do MBL, que não é um movimento, mas uma milícia verdadeiramente neofascista, que relembra em muito os agrupamentos “camisas negras”, as forças paramilitares criadas por Benito Mussolini na Itália nos anos 1920 treinadas e preparadas para enfrentar e matar as lideranças comunistas, operárias e populares.
 
A votação na câmara de vereadores de Porto Alegre é um marco definidor do próximo período, que não será de negociação e diálogo, mas de enfrentamento e resistência a uma das principais experiências da direita neofacista e de restauração neoliberal aplicada em escala municipal.
 
Porto Alegre é o laboratório da direita fascista no Brasil. Cabe à resistência democrática qualificar e elevar a luta contra este projeto nefasto não só para Porto Alegre, mas para todo o povo brasileiro.
VIOLÊNCIA

Foto do SUL 21 – Violência e força bruta contra o Movimento dos Servidores Municipais

Um pensamento sobre “Porto Alegre, laboratório do “Estado de Exceção” ou voltamos aos tempos da ditadura militar?

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