política

Porque escolhi o Partido dos Trabalhadores (por João Goulart Neto)

No SUL 21

Antes, me permitam um breve resumo de minha formação. Como publicitário que sou, essa é minha formação, me especializei na análise de discursos ideológicos e seus impactos na sociedade. Minha tese de fim de curso foi justamente a análise feita para derrubar o governo do meu avô, João Goulart, o Jango, por meio da propaganda a serviço “golpe militar de 64”.

Isto vai desde a manipulação dos meios de comunicação tradicionais TV, rádio e jornal, até mesmo filmetes contra o governo produzidos pelo Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPÊS). Além destas ações, tivemos também a compra de parlamentares por meio de dinheiro norte-americano que, uma vez eleitos, fariam oposição a Jango no Congresso para enfraquecer seu governo e consumar um golpe civil militar. Quem comandava esse esquema era o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD).

Tínhamos tudo para ser uma potência naquela época, se as reformas de base propostas por Jango fossem concretizadas e levadas adiante.

Conheço bem essa história pois a estudei em detalhes.

Passado todo esse tempo, cá estamos nós de novo vivenciando um novo golpe de classe.

A leitura que faço não é tão diferente do passado em relação à manipulação da comunicação e à compra de parlamentares para consumar mais este atentado contra a nossa democracia.

De forma amadora, “eles” usam a palavra “Democracia” como bem entendem, inventando a “Democracia deles”.

Fazem boa parte da classe média pagar o papelão de ignorante ao associar por exemplo “Comunismo” com o Partido dos Trabalhadores e por ai vai o show de horrores conceituais.

Assim como em 1964, ainda é possível presenciar dentro da comunicação estas falhas e desconstruções propositais para enfraquecer e desgastar um governo.

jango

Vou além. Existe uma palavra de termo inglês chamada “Lawfare”.

Lawfare” representa o uso indevido dos recursos jurídicos para fins de perseguição política..Ou seja, a lei é utilizada como uma espécie de “arma de guerra”, o que permite a utilização de um instrumento jurídico com feição política.

É por meio de acusações frívolas e improcedentes, sem provas, que a mídia também cumpre o papel de manipular a opinião pública, especialmente a classe média.

Hoje pensar em “golpe militar” pode “parecer” uma modalidade de assalto à democracia já antiquada para o Brasil. E é assim que a técnica de “Lawfare” então torna-se a arma mais apropriada para atentar contra a democracia com um golpe de classe.

E dessa forma é possível “justificar”, por exemplo, o impeachment. Este inventado por “eles” e conceituado como “democrático”.

Um exemplo de distorção do conceito de democracia foi em 1964, quando foi dado um golpe ao governo de meu avô que, no dia seguinte, os jornais anunciavam em suas capas como “Vitória da Democracia”.

Nós sabemos muito bem o resultado dessa aventura: 21 anos de generais passando o poder de mão em mão sob a chancela da elite, da mídia, dos integrantes de sempre da Casa Grande.

Então o conceito de “Lawfare” depende de repetidas acusações e manchetes para pintar o acusado como inimigo nº 1 do país.

Por estas e outras pergunto francamente:

Será que já não foi o suficiente para alguns amigos que tenho no campo da direita perceberem que esta “aventura” de Estado Mínimo gerou um caos e desgaste no país valendo-se de um golpe parlamentar?

E o que tem a dizer quem bateu panelas? Continuam a “papagaiar” tudo o que os telejornais dizem?

O que mais falta explicar diante do desmonte das Reformas Trabalhista e Previdenciária?

Quem aqui está realmente “quebrando o país” provocando um caos político e civil? Precisamente porque é incapaz de ganhar na urna?

Eu só posso concluir, então, que o PT é o único partido do mundo que quebrou um país fazendo passar da 13ª para a 6ª maior economia, triplicando o PIB e deixando U$ 375,8 bilhões em reservas.

 

Até quando boa parte da classe média vai seguir manipulada pela elite brasileira?

Depois dizem que é a esquerda brasileira adora fazer a população de “massa de manobra”.

Acontece que a raiva e o ódio gerada por este grupo é de interesse fundamental do mercado e do governo golpista. A ideia é muito clara! A de usar seus seguidores para “criminalizar e estigmatizar toda a esquerda”. Com isso, ela consegue transformar em “falácias” nossas lutas por liberdade e justiça social.

Eles se aproveitam das condições sócio-históricas de nossa democracia atual na qual uma massa de cidadãos indignados não sabe a quem ser leal.

Eis que surgem os personagens de “araque” mais idiotizados da direita como Bolsonaro e João Dória, por exemplo.

Finalizo: Escolho o Partido dos Trabalhadores por conhecer a história e os golpes já sofridos. Escolho este partido para me representar pois, assim como em 1964, conheço bem a manipulação feita para distorcer a realidade dentro da comunicação e influenciar a sociedade. Comunicação, esta, a serviço da elite e do mercado brasileiro.

Tomei as dores do partido, de nossa presidenta Dilma e do fato de ter o meu e de milhares de eleitores o voto anulado propositalmente para depois um traidor ganhar cena e implementar uma nova agenda de governo ao país intitulada “Ponte para o Futuro”.

Entendo que crises todos os governos podem ter e delas também se recuperam.

Mas só estamos como estamos por conta dessa aventura de enfraquecer e desgastar um governo legítimo para destitui-lo gerando uma crise civil no país que separou muitas amizades e famílias por conta de ideologia política, intolerância e ódio.

Para aqueles intolerantes que detestam os movimentos sociais, sindicatos, bem como a esquerda brasileira, saibam que somos nós os que estamos nas ruas lutando pelos seus direitos!

E é por esse motivo que escolhi o Partido dos Trabalhadores.

Com toda coesão, e pé no chão posso afirmar que conheço bem o passado, vivencio o presente e sei o Brasil que quero no futuro.

Faço aqui um agradecimento especial a algumas pessoas que me acolheram no partido e com as quais hoje mantenho uma excelente relação de amizade e respeito pelo zelo a minha pessoa.

Senador Paulo Paim e equipe, pela identificação com o trabalhismo, pelas suas lutas na defesa de nossos direitos. Paim é um grande e incansável pensador de um projeto de nação ideal para todos.

Senador Lindbergh Farias, pelos discursos em defesa de nossa democracia e soberania que tanto acompanhei. Depois que o conheci pessoalmente sempre estamos em contato trocando ideias.

Deputado estadual Adão Villaverde e toda sua equipe. Um parlamentar pró ativo e amigo do povo gaúcho. O incentivo do Villa foi muito importante na minha decisão de filiação. Adão Villaverde tornou-se hoje um amigo pessoal que fiz dentro da política.

Deputada Maria do Rosário. Não faltam elogios a esta amiga. Sempre estou em conversa direta com ela e com sua equipe participando de eventos.

Luiz Muller, outro grande amigo que fiz. Bom conselheiro, Muller é blogueiro e é um brilhante pensador de nosso partido como poucos que vi. Me sinto privilegiado por tê-lo no meu grupo seleto de amizades mais próximas. Uma pessoa “chave” nos passos que dou dentro do partido.

O presidente municipal do PT Rodrigo Dilelio pelo constante apoio e incentivo em minhas ações.

E, não menos importante, todos aqueles que pelas redes sociais têm manifestado seu carinho e respeito pela história e legado que carrego.

Obrigado a todos vocês que são meu maior incentivo na construção de um país com mais justiça social e prosperidade para todos.

Retribuirei sempre a altura!

.oOo.

João Goulart Neto é publicitário.

João Goulart PT

Luiz Müller, Villaverde, João Goulart Neto e Cássio Moreira

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