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DE ONDE VIM, ONDE ESTOU, PARA ONDE VOU (Por Cristopher Goulart)

jango
Peco Licença. “Desculpem mas não posso ser breve”, como diria o Padre Antônio Vieira em seus intermináveis sermões.

Antes de seguir com o objetivo aqui proposto em epígrafe, seja por razões pessoais e até motivações públicas, apresento aqui minha auto-definição essencial de um humanista, na sua mais intensa concepção. Por tanto, imperfeito.

Assimilei como humanista, equivocadamente ou não, que entre tantas complexidades, virtudes, não tenho o direito como pai de duas filhas, (Martina e Valentina) com advogado, como político, como articulista, de abandonar a busca incessante pelo ajuste pessoal.

Até mesmo para exerce-lo lo em uma possível trajetória de interesse coletivo. Sei que todos nós, sem exceção, somos apenas seres errantes buscando a evolução. Aqui estou, mais um, presente!

Sou dos que apreciam a ação, e rejeitam a omissão. Dos que pedem desculpas com naturalidade quando o movimento não está no seu devido lugar.

Logo, Você que leu até aqui este texto, me desculpe se em algum momento errei contigo, ok?

Eu apenas Penso meus passos estrategicamente. Caminho sempre pra frente. Valorizo muito o silêncio.

Compreendo que não é necessário o permanente papel de protagonista. O que sim é necessário é o impactante fator surpresa eventual, no papel de coadjuvante, com inteligência, vigor, consciência pessoal e política, para logo após regressar ao “status quo” da proteção pré-estabelecida dos precavidos.

Dito isso, reafirmo dentro dessa breve pincelada inicial, a forma de como sigo pintando a minha, a nossa trajetória futura.

Filho da Uruguaia Zulma Estela Katz, do brasileiro João Vicente Goulart, nascido no exílio (Londres, Inglaterra) por razões políticas.

Sem constrangimentos, digo que sinto que minha vida é consequências direta do golpe civil-militar de 64. Meu nascimento é fruto da história do Brasil. Carrego três nacionalidades em razão da implacável perseguição que minha família sofreu.

Sou o único neto que meu avô João Goulart conheceu. Como compreensão da causa pública, bebi na água da fonte da obra de Alberto Pasqualini, de Darcy Ribeiro, da obra imortal de minha maior referencia, Presidente Vargas, da trajetória irretocável do líder Leonel Brizola.

Atualmente sou Primeiro Suplente de Senador do PDT/RS, membro da executiva Estadual do PDT-RS, do Diretório Nacional do PDT, sigo caminhando pela estrada autentica das minhas origens, sem admitir desvios de quem quer que seja nesse caminho de linha reta.

Registro aqui, a quem interessar possa, que sou ciente que a deposição de meu avô, foi arquitetada por uma direita que não aceitou, entre outras características e iniciativas, as reformas de base proposta por Jango, leal seguidor de Vargas.

O que poucos falam, é que o mesmo golpe também teve fortíssima influência dos setores da extrema esquerda, que não aceitavam um fazendeiro conciliador na presidência, um pacifista, um democrata na condução do país.

Haveriam eleições em 1965. A demagogia falava mais alto, como fala até hoje e como seguirá falando sempre.

Queriam “Reforma agrária na lei OU NA MARRA.” Lembram? Pois é. Deu no que deu, fomos submetidos a 21 anos de ditadura militar.

Jango? Voltou dentro de um caixão em dezembro de 1976, dois meses após o meu nascimento.

Portanto, conhecedor de minhas origens, responsável por um legado que não flerta com extremismos, nem de direita nem de esquerda, obviamente não serei eu o seguidor dos que hoje lançam palavras de ordens burras, que até encontram eco na população, sem de fato ter preocupação com um Brasil equilibrado. Querem apenas um espetáculo idiotizado.

Jango hoje estaria condicionado, na busca dos ideais de justiça social, do Nacional-desenvolvimentismo, de um progresso soberano, conciliando interesses legítimos oriundos das forças do capital e do trabalho.

ISSO É TRABALHISMO!

Qualquer imitação fora dessa tradição, é puro oportunismo, ou até ignorância, visando interesses pessoais e partidários.

De partidos que jamais na prática foram de fato trabalhista, e agora procuram desesperadamente uma razão para seus fracassos e suas próprias existências.

Conheço a história. Conheço também as ambições dos seres humanos, benéficas e maléficas, pois aprendi na luta. Apanhei, levei tombos, levantei, não cai e sigo de pé, muito mais forte.

E assim pretendo seguir a caminhada, hoje já com uma luz própria, sinto que venho conquistando respeito por onde ando.

Esse respeito é para mim recíproco sempre, pois sei também que sem respeito pessoal entre os seres humanos, não se constrói a democracia. Se cria tão somente um arremedo malfadado.

Por muitas razões, que a cada dia aumentam, tenho certeza de minha real condição de contribuir para uma cidade melhor, para um Estado melhor, para um país melhor.

Conheço bem minhas origens. Sei bem onde dou meus passos.

Para onde vou? Para onde vamos? Para onde meus amigos e amigas, para onde todos os que se identificam com este espírito guerreiro, para onde PDT entender que eu possa ser útil.

Apenas, saibam, sou um bom lutador. Se me chamarem para a luta, eu aceito, em nome do meu, do nosso sangue.

Obrigado.

Saudações trabalhistas.

 

 

 

Um pensamento sobre “DE ONDE VIM, ONDE ESTOU, PARA ONDE VOU (Por Cristopher Goulart)

  1. Muito boa a manifesta consciência do neto de João Goulart. Jango foi, sim, traído pelos que, fingindo apoiá-lo, o usavam como objeto para conseguirem seus objetivos extremistas. Um homem bom, crédulo, possuidor de bens de família, que acabou tornando-se falsa esfinge daqueles que queriam implantar o comunismo no País. Baderneiros oportunistas que não conseguiram seus intentos por força da atuação das Forças Armadas no cumprimento de seu múnus constitucional (CF/88, art.142), impedindo a implantação do comunismo no Brasil.

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