Cultura/Fascismo/Uncategorized

Proibição do funk: mais um crime contra o povo

Do Diário da Causa Operária

A Sugestão Legislativa 17/2017 propõe proibir o funk. A proposta, cheia de erros de português, é de autoria do empresário Marcelo Alonso, que resume a lorota fascista em seu discurso: “posso entrar para política para defender nossos valores morais, que estão sendo destruídos”.

O projeto já está em discussão na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado.
No fundo, o que o empresário fascista propõe é a repressão policial a uma das músicas mais populares na atualidade. É uma proposta típica da extrema-direita.

A cantora Valesca Popuzuda se manifestou dizendo que a proposta é um retrocesso total. “[quem criou a proposta] deve achar que música é apenas o que lhe agrada, que cultura é só aquilo que ele vê e conhece”, disse a artista.

A população se organiza como pode para se divertir, mas a direita não quer que o povo se encontre e confraternize. Em Guarujá, o juiz Cândido Alexandre Munhóz Pérez já proibiu a realização de bailes funk em vias públicas a pedido do Ministério Público, uma das instituições mais reacionárias do País.

Nesse sentido, a extrema-direita vem promovendo no país um julgamento moral para criar crimes de opinião. O resultado desta política de mais censura é dar mais armas para a direita punir e prender a população pobre e os trabalhadores em geral.

Esse tipo de lei serve para tornar crime a livre expressão. É uma legislação subjetiva, contra uma coisa imaterial. Ao tornar crime uma manifestação artística, o Estado pode considerar qualquer outro tipo de arte imprópria e permitir que seja reprimida pela polícia.

Não cabe à PM e aos juízes julgarem qual manifestação artística pode ou não pode ser realizada, muito menos prender pessoas que não cometeram nenhum crime real, que estão apenas exercendo uma atividade cultural.

Estamos vendo a censura tomar conta do País, como nas monarquias, nos governos fascistas e nas ditaduras burguesas, sob o engodo de defesa dos cidadãos, como sempre.

Não existe bom motivo para censurar a população. Todos os direitos dos trabalhadores, para serem conquistados, pressupõem o direito de falar e pensar livremente.

A pequena-burguesia reacionária acredita que o judiciário seja um mediador justo do que pode ou não ser dito publicamente. Mas a ação policialesca, ainda mais sob um golpe de Estado, só pode agravar ainda mais a ditadura existente no Brasil.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s