Luta de classes/Mundo

Trabalhadores da Coréia do Sul contra a guerra

De O TRABALHO

Depois que a Coreia do Norte lançou mísseis balísticos, em 3 e 28 de julho, o Conselho de Segurança da ONU condenou a ação, com a concordância da China, e aprovou sanções econômicas que privam o regime norte-coreano de um terço de suas receitas comerciais. O governo de Kim Jong-un protestou, e no dia 10 de agosto Kim anunciou que poderia disparar um míssil em direção à base estadunidense de Guam, no Pacífico. Isso levou o presidente dos EUA, Donald Trump, a prometer o “fogo e a fúria como o mundo nunca viu”. A tensão se elevou.

Na Coreia do Sul, o movimento operário e democrático reage a essa situação de crise crônica. O jornal “The Korea Times” (15/8) publicou: “Apesar da forte chuva, as pessoas se reuniram em regiões de Seul para fazer ouvir sua voz sobre diversas questões diplomá- ticas, militares e políticas, para marcar o 72º aniversário da libertação da Coreia da ocupação do Japão. Cerca de 10 mil militantes se reuniram na Praça Seul para reivindicar a retirada dos Thaad (baterias antimísseis estadunidenses instaladas na Coreia do Sul) e o fim dos exercícios militares entre Coreia do Sul e Estados Unidos”.

País dividido

Colônia japonesa de 1910 a 1945, a Coreia foi libertada para em seguida ser dividida em duas. O governo estadunidense escolheu o paralelo 38 para ser a linha de fronteira, como forma de evitar que todo o país fosse conquistado pela União Soviética (URSS), o que os EUA não teriam condições de evitar.

A divisão separou, em dois lados diferentes, partes de cidades, vilas, fazendas e plantações. A linha delimitou duas zonas de competências, colocadas sob a tutela da URSS e dos EUA, nos termos das decisões tomadas – sem consulta aos coreanos – na Conferência de Moscou, em 1945.

Em 1948, foram proclamados dois Estados: a República da Coreia (Coreia do Sul), aliada dos EUA, e a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte), aliada da URSS e, depois, da China. Seguiu-se a Guerra da Coreia (1950-1953), que causou 3 milhões de mortes. Um armistício foi assinado, mas as duas Coreias nunca firmaram um acordo de paz.

Na situação atual, a central sindical sul-coreana KCTU expressou-se em uma declaração divulgada no dia 14 de agosto, da qual publicamos trechos: “A península coreana é resolutamente oposta à guerra. É preciso pôr fim à crise atual por meio de um tratado de paz. O dia 15 de agosto marca o 72º aniversário da libertação. Esta foi rapidamente seguida pela divisão e por uma terrível guerra que se concluiu por um armistício. Sanções severas e a pressão sobre o Norte provêm dos Estados Unidos. Em vez de sanções e de pressão, devemos nos engajar no intercâmbio, na cooperação e nas negociações”.

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