Congresso do Povo

Rio Grande do Sul avança na construção do Congresso do Povo Brasileiro

“O Congresso do Povo é uma semeadura e tem que casar o trabalho de base, com conscientização e pedagogia, com as mobilizações permanentes. E isso depende de nós. Precisamos ter muita maturidade nesse momento difícil, mas também ousadia para enfrentar os desafios que o tempo histórico nos coloca” (Miguel Stédile)
Frente Brasil Popular realizou sábado  a primeira etapa estadual da iniciativa

Evento foi realizado na sede do Cpers-Sindicato, em Porto Alegre. Foto Catiana de Medeiros.jpg
Evento foi realizado na sede do Cpers-Sindicato, em Porto Alegre. Foto Catiana de Medeiros

 

Por Catiana de Medeiros na  Página do MST
A Frente Brasil Popular gaúcha realizou no último sábado (7) um seminário estadual em preparação ao Congresso do Povo Brasileiro. O evento aconteceu na sede do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), na cidade de Porto Alegre. Dezenas de trabalhadores do campo e da cidade, ligados a centrais sindicais, movimentos populares e partidos políticos, de 29 municípios, participaram da iniciativa.
O evento começou ainda pela manhã, com informes sobre a atual situação política do país, principalmente no que diz respeito à prisão de Lula e ao acirramento da luta de classes. Na ocasião, o historiador Miguel Stédile, representando a Via Campesina, afirmou que deve haver um processo contínuo de lutas nas ruas, com levante das massas, e em defesa da Democracia.
“O Congresso do Povo é uma semeadura e tem que casar o trabalho de base, com conscientização e pedagogia, com as mobilizações permanentes. E isso depende de nós. Precisamos ter muita maturidade nesse momento difícil, mas também ousadia para enfrentar os desafios que o tempo histórico nos coloca”, acrescentou.
Para o presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Pepe Vargas, a tarefa é envolver setores diversos da esquerda na luta do povo. “Temos que constituir comitês que tenham a capacidade de unificar todos os trabalhadores, ir para a base e para as escolas e se inserir na luta concreta do povo”, disse.
Já Marcelo Fragozo, dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), falou sobre a construção de unidade do campo da esquerda, que evidenciou as lutas pela Reforma Agrária, pela moradia e pelos direitos das mulheres. Ainda neste sentido, destacou as bandeiras da Frente Brasil Popular, que desde a sua constituição defendeu a soberania nacional, a democracia brasileira e enfrentou a retirada de direitos.
Após as manifestações, os participantes se reuniram em grupos para definir ações regionais e municipais em defesa da construção de um projeto popular para o Brasil. Também foram socializadas as atividades que já acontecem, como o acampamento Lula Livre, em frente à Polícia Federal em Curitiba, no Paraná. Também foi pautada uma mobilização com atos públicos unitários pela democracia e por Lula, no dia 1º de maio.

Etapa estadual reuniu representantes de 29 municípios do RS. Foto Eliane Silveira (1).jpeg
Etapa estadual reuniu representantes de 29 municípios do RS. Foto Eliane Silveira

Congresso do Povo
O seminário fez parte das ações previstas pela Frente Brasil Popular para a concretização do Congresso do Povo Brasileiro, que será realizado no próximo mês de julho. Até lá, serão executadas ainda mais quatro etapas, que compreendem planejamento dos coletivos municipais, mobilização e preparação dos congressos municipais, realização dos congressos municipais e dos congressos estaduais.
A Frente Brasil Popular produziu uma cartilha, que traz dicas e orientações para auxiliar na prática formativa, na organização e na realização do Congresso do Povo. O documento define a iniciativa como “um rico momento de formação popular”, pois o intuito é contribuir na formação do povo e despertar a sua consciência política, para que ele compreenda que sem mobilização e organização social não se conseguirá conquistar, manter e ampliar direitos e que a desmobilização pode, inclusive, retroceder em conquistas.
“É uma maneira de nós o povo brasileiro convocar e instituir nosso próprio Congresso, como parte de um grande processo pedagógico das massas populares. Esse processe deve ajudar a politizar a sociedade, a entender este momento político, e que nos desafie a identificar as saídas desta crise e as formas de se organizar para construir estas saídas, derrotando os golpistas e sobre estes, construirmos um Projeto de Brasil”, diz trecho do documento.

 

*Editado por Maura Silva 

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