Brasil/SAÚDE

Brasileiros tem tomado um 7X1 por dia, mas muitos nem se dão conta. “Pode isto Arnaldo”?

Por Rafael Guimaraens em seu facebook

Enquanto brasileiros responsáveis tentam dar um freio e impor regras clara na atuação dos sites de apostas e seus efeitos nefastos no endividamento das famílias, as bets entram rachando na Copa do Mundo, escalando craques da mídia como Neymar e Vini Jr, além de ex-jogadores, comentaristas e oportunistas em geral.

Sem a menor cerimônia vendem a ilusão do dinheiro fácil, na lógica do “apostou, ganhou”. Patrocinam a cobertura de todos os canais, alguns chegam perto de colocar os sites como benemerentes prestadores de serviço.

“A bet dos brasileiros”, diz Galvão Bueno sobre o site que o contratou, com aquela empáfia de credibilidade que a Globo lhe deu, como se os sites fossem patrimônio do povo e não a sua ruína.

Algumas emissoras, como a CazéTV chegam a sugerir temas de apostas durante a transmissão. As bets tiram dinheiro do comércio, do entretenimento, da cultura, ou seja, da qualidade de vida dos brasileiros.

Produz angústia, depressão, rupturas na estrutura familiar e já existem casos de suicídio por conta de dívidas que se tornam impagáveis.

Estima-se de pelo menos 11% da população esteja irremediavelmente viciada em apostas, um processo perverso no qual o cidadão aposta, por exemplo, R$ 5 mil, e, lá pelas tantas, se tiver sorte, ganha R$ 2 mil e se acha vencedor – e vai usar o prêmio para mais apostas. Todo o dia, um 7 a 1.

A frase “Pode Isto Analdo”? nasceu da parceria entre o narrador Galvão Bueno e o ex-árbitro Arnaldo Cezar Coelho. O bordão era usado para questionar se uma jogada ou situação seguia as regras do futebol. “A regra é clara” respondia Arnaldo, para depois seguir o comentário.


Descubra mais sobre Luíz Müller Blog

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário