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Temer vira ‘presidente decorativo’ e Parente dita regras para agradar mercado

Em teleconferência com bancos, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, assumiu que não está na presidência da estatal a serviço dos interesses nacionais, e que o seu compromisso é com a privararia.
Por Dayane Santos no Portal Vermelho
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Num dia em que a sua demissão foi pedida por diversas lideranças política, por conta da crise desencadeada pela política de preços dos combustíveis, com aumentos sucessivos, Parente afirmou que para o governo de Michel Temer mudar a política de preços da companhia, teria que mudar toda a diretoria da estatal.

A teleconferência foi para acalmar o mercado, depois que, na véspera, anunciou uma mexida, mesmo que temporária, na sua política de preços. A mexida foi para tentar acabar com a greve dos caminhoneiros que afeta o abastecimento de diversos setores do país, incluindo o de combustíveis.

A decisão foi vista pelo mercado como uma ingerência do governo na diretoria da empresa, o que levou os especuladores a baixar as ações da estatal , fechando em queda de 13,24%.

“O governo teria que colocar um nova “management” para alinhar uma mudança na política [da Petrobras]. Mas não vejo o governo fazendo isso. O anúncio [sobre diesel] foi uma iniciativa tomada pela diretoria pensando no melhor interesse da empresa. Não estava sob consideração fazer qualquer coisa que não estivesse previsto em nossa política”, disse Parente, falando em inglês.

Parente reforçou que a decisão foi tomada de “maneira consciente” para tirar a Petrobras de uma posição defensiva com relação à sociedade. Ele sustentou que a estatal não planeja, em nenhuma hipótese, tomar medida semelhante no futuro, alterar sua política de preços ou mesmo mudar a periodicidade dos reajustes dos combustíveis. Ele assegurou ainda que não há razão para que ele deixe o cargo.

Ele ainda fez questão de afirmar que Temer – que reclamava que no governo Dilma era apenas um vice decorativo – não influenciou na decisão de congelar o preço do diesel por 15 dias, após corte de 10%, mas sim uma decisão tomada pela diretoria da estatal “pensando no melhor interesse da empresa”.

Como se vê, Pedro Parente mandou às favas o seu presidente da República, que o nomeou como Presidente da principal estatal e empresa brasileira, para atender os interesses do mercado.

O objetivo de Parente é sinalizar ao setor financeiro internacional que a Petrobras está pronta para a privatização e que o governo não tem qualquer poder de controle sobre a estatal, que detém a maior reserva de pré-sal do planeta.

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