Petróleo/política

‘NA LONA’ (Por Selvino Heck)

Eliseu-Padilha-Michel-Temer-e-Henrique-Meirelles

Eliseu Quadrilha, Meireles e Temer mantém aumento da Gasolina e gás e jogam custo do Diesel das empresas na conta a saúde, educação e agricultura familiar. Quem vai pagar o Diesel das empresas de transporte é o povo

A expressão ‘na lona’ é conhecida, em primeiro lugar no boxe, quando um lutador/boxeador recebe o último golpe, cai e não levanta mais. Depois, na vida pessoal, quando alguém é derrubado por um acontecimento muito forte tipo a morte inesperada de alguém muito querido, na separação de um casamento que ia tri bem, um completo fracasso profissional. Ou na vida social e coletiva, um acidente que mata muita gente conhecida das relações comunitárias, uma derrota eleitoral rotunda a nível coletivo, associação de moradores, sindical, partidária.

Quando se está na lona, individual ou coletivamente, é difícil levantar. Leva tempo. Às vezes, não se levanta, ou ergue-se grogue, cambaleante, quase morto.

Agora, neste momento da história brasileira, quem está na lona não é nenhum ente querido.  É um governo golpista, antinacional, antidemocrático, entreguista: o governo golpista de Michel Temer e todos os seus aliados.

Quem o diz não sou eu. Manchete de Zero Hora, 26/27 de maio/2018: “A semana que o governo foi à lona.” E parte da matéria de ZH: “A greve dos caminhoneiros evidencia um final melancólico para o já abalado mandato de Temer. A sete meses do término da sua gestão, presidente autorizou na sexta-feira o emprego das Forças Armadas para garantir o transporte de cargas no país.” E editorial da Folha de São Paulo, 30/05/2018: “Temer é um cadáver entronado. Permanência de Temer é o aviltamento da Presidência da República.”

Mais. Declarações de aliados golpistas durante a semana (aliás, vale a pena ver o filme O Processo sobre o impeachment, e ver o que disseram então e o que dizem hoje, suas ‘profecias’). Ronaldo Caiado, senador do DEM/GO: “Não é o caminhoneiro, é o brasileiro que não admite a Presidência de Temer.” Beto Mansur, deputado federal MDB/SP: “Tivemos um problema na questão da inteligência do governo, de não saber o tamanho da ‘trolha’.” Confirmando as declarações dos parlamentares golpistas, manchete no Blog da Cidadania: “Direita começa a pregar no Congresso queda de Temer.”

Com a paralisação dos caminhoneiros, ou locaute, o governo golpista não levanta mais, não governa mais. Mas ficou claro também, nestas duas semanas de turbulência, sofrimento e mobilização em todos os níveis, que, de algum modo, o Brasil não está na lona, a sociedade brasileira não está na lona. Houve intensos e acalorados debates, as pessoas procurando/debatendo/conversando/tentando entender o que estava acontecendo.

Ficou claro nos últimos dias para uma parcela maior da população brasileira que está em curso a venda das riquezas nacionais e da Petrobrás. Ficou claro que houve um locaute de empresários com apoio de setores da direita, o que explica a inação do governo golpista na primeira semana da paralisação, a falta de ação da Justiça, a não repressão aos manifestantes, o ‘diálogo’ exaltado pelo governo golpista. Ficou claro que, quando as Centrais Sindicais e os petroleiros começaram uma greve contra a política oficial dos combustíveis e a entrega da riqueza nacional, Justiça, forças repressoras e governo golpista logo agiram: repressão, criminalização de greve, polícia e Exército nas ruas. E a conta vai chegar para o povo, como até os jornalões estampam hoje!!!

A sociedade não está na lona, conforme pesquisas que demonstraram que a maioria da população é contra a privatização da Petrobrás, não acredita nas mentiras da grande mídia, e quer Lula Livre e candidato, que, em meio a tudo isso, diminuiu seus índices de rejeição e subiu seus índices de aprovação.

O que fazer agora, no que resta de 2018?

Em primeiro lugar, organizar o Congresso do Povo: Discutir e propor um Projeto de Brasil popular e democrático, com Congressos municipais, estaduais e o Congresso Nacional. Debate de baixo para cima, construindo esperança.

Em segundo lugar, exigir/garantir Eleições livres e diretas em outubro.

Em terceiro lugar, no Congresso do Povo e no processo eleitoral, propor e construir as condições para uma Constituinte exclusiva e soberana.

Por fim, exigência política e democrática, luta por Lula Livre e candidato em outubro.

Quem está na lona é um governo golpista, que precisa ser derrotado nas ruas e no voto. O povo não está na lona. Sempre levanta. Sempre ressuscita.

Selvino Heck

Deputado estadual constituinte do Rio Grande do Sul (1987-1990)

Em primeiro de junho de dois mil e dezoito

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