Porto Alegre

Porto Alegre:Tucano fora de seu habitat faz buracos por toda a cidade como se fossem ninhos

Porto Alegrenses acharam o tucano verde amarelo paulista bonitinho e resolveram reproduzi-lo por aqui, chocando ele em urnas eletrônicas. O estrago é grande, e tudo indica que possa piorar. Em menos de dois anos o tucano já fez centenas de buracos pelo centro histórico, sem falar nos milhares espalhados por todos os bairros da cidade. Leia a seguir matérias da grande mídia guasca sobre o estranho fenômeno que bem pode ser o efeito de transgenia animal. Bah!

 

MATÉRIA DO CORREIO DO POVO

Buracos se proliferam no Centro de Porto Alegre

Trecho entre Andradas e General Câmara apresenta concentração do problema

Trecho entre Andradas e General Câmara apresenta concentração do problema | Foto: Guilherme Almeida

Trecho entre Andradas e General Câmara apresenta concentração do problema | Foto: Guilherme Almeida

Pelo menos 15 buracos de diversos tamanhos, foram enumerados, da esquina da Rua dos Andradas com a Rua Caldas Júnior até a Esquina Democrática, na última quarta-feira. Em 30 minutos de caminhada, foi possível ver idosos, mulheres com crianças e deficientes visuais com dificuldades para se locomover devido à concentração de ambulantes. Um dos pontos críticos está entre a Andradas e a General Câmara. Segundo comerciantes locais, houve até queda de idosos no trecho.

Eles informaram, também, que não se veem obras por ali há pelo menos quatro meses. Um dos maiores buracos estava sinalizado e, conforme a Secretaria de Serviços Urbanos (SMSUrb), foi consertada a parte cloacal na própria quarta-feira, pelo Dmae. Os restantes são de responsabilidade da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim). A Seção de Fiscalização de Passeios Públicos da pasta efetua a fiscalização nos logradouros da cidade.

Conforme a administração, o Centro Histórico possui um tratamento diferenciado em locais tombados pelo patrimônio histórico e onde há tubulações subterrâneas, casos que necessitam de autorização prévia para o diagnóstico, manutenção e conservação. “Nas áreas onde há calçadões, como na Rua da Praia, José Montaury e Vigário José Inácio, a conservação é responsabilidade da Divisão de Conservação de Vias Urbanas da secretaria. Na quinta-feira, equipes realizaram manutenção na Andradas, próximo à Borges de Medeiros”, informa, por meio de nota, a Smin.

A aposentada Maria Aparecida, 71 anos, relatou como é difícil driblar os obstáculos diariamente no centro de Porto Alegre. “Tem buraco de todo o tamanho e o pior é que eles aparecem e a gente não vê, acaba caindo ou torcendo o pé. Uma vizinha precisou ser socorrida porque teve uma lesão”, enfatizou. Segundo ela, esse cenário não é ruim apenas para os idosos, mas para todos os usuários.

“As pedras soltas são outro problema. Quando chove, a água acumula e elas ficam ainda mais perigosas”, acrescentou. O problema relatado por Maria é o mesmo apontado pela estudante Mariana Cardoso, 21. “Eu e meus amigos estávamos caminhado quando pisamos mal numa dessas soltas, nos sujamos e meu amigo ficou com a roupa molhada para ir à escola”, contou.

Na altura do número 1.190 da Andradas, o percurso apresenta uma série de buracos no concreto, pedregulhos soltos e lajotas ausentes. Deficiente visual, o autônomo Vilson Antônio de Borba, 56, andava com atenção, ontem, no local. Desviando de ambulantes e de pessoas apressadas, ele se queixou dos problemas que enfrenta. “Aqui eu já sei que existem buracos com seis ou oito meses de existência. A prefeitura não conserta, felizmente nunca caí porque as pessoas são solidárias e me ajudam”, concluiu.

Prefeitura afirma notificar proprietários

A Seção de Fiscalização de Passeios Públicos da Smim fiscaliza e notifica os proprietários para manutenção das calçadas da cidade. A responsabilidade pela manutenção, segundo a Smim, é do proprietário, a qualquer título. No caso do Centro Histórico, nas áreas dos calçadões, a manutenção é feita pela prefeitura.

A Smim informa que está reestruturando o setor de passeios públicos, com a integração de novos agentes para monitorar e atender com mais eficiência e rapidez. A pasta também está finalizando novo programa, que integra o projeto de reestruturação. O canal de reclamações, demandas e sugestões é o serviço 156.

MATÉRIA DA ZERO HORA

A rua do Centro de Porto Alegre com tantos buracos que os trilhos do bonde reapareceram

Buracos e desníveis na Voluntários da Pátria deixam à mostra o passado da Capital

Omar Freitas / Agencia RBS
Asfalto danificado fica nas proximidades do CamelódromoOmar Freitas / Agencia RBS

Um trecho da Rua Voluntários da Pátria, no Centro Histórico de Porto Alegre, está revisitando o passado da cidade: os trilhos do antigo bonde, que operou na Capital até 1970, aparecem em meio ao asfalto danificado da via, nas proximidades do Camelódromo, entre a Praça Rui Barbosa e a Rua Chaves Barcelos.

O local possui grande circulação de ônibus, que têm terminal no centro popular de compras, e também de pedestres, já que a região é conhecida pelo comércio de rua.

A pista está tão deteriorada, com buracos e desníveis no trecho, que, além dos trilhos do bonde estarem à mostra em pelo menos dois locais da rua, o antigo calçamento que revestia a via também já é visível.

A Divisão de Conservação de Vias Urbanas (DCVU) da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim) irá programar a manutenção no local nos próximos dias, dependendo das condições climáticas para executar o serviço. Para isso é necessário também alteração de trânsito, que está sendo providenciada junto com a programação.

Omar Freitas / Agencia RBS
Além dos trilhos, deterioração do asfalto expõe calçamento antigoOmar Freitas / Agencia RBS
Omar Freitas / Agencia RBS
Omar Freitas / Agencia RBS

História dos bondes

Reproduções / Acervo Memória Carris/Allen Morrison
Bondes pararam de circular em Porto Alegre em 1970Reproduções / Acervo Memória Carris/Allen Morrison

Os bondes elétricos foram implantados em Porto Alegre em março de 1908, segundo a Companhia Carris. Os “anos de ouro” dos bondes na Capital foram entre as décadas de 1950 e 1960, quando a empresa possuía 229 carros à disposição.

Os bondes pararam de circular em Porto Alegre em março de 1970, e seus trilhos, escondidos pelo asfalto nas diversas vias por onde circulavam as composições elétricas. A partir daí, o ônibus passou a ser o principal meio de transporte coletivo da cidade.

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