Greve de Fome

“Estamos em sacrifício como um protesto por milhões de brasileiros”, diz Jaime Amorim

Militantes tem recebido manifestações de solidariedade e apoio nesses primeiros dias de greve

Catarina de Angola para o Brasil de Fato
Jaime Amorim, MST-PE, é um dos seis integrantes da greve de fome - Créditos: Divulgação
Jaime Amorim, MST-PE, é um dos seis integrantes da greve de fome / Divulgação

Nesta sexta-feira (03), segue em seu quarto dia a greve de fome declarada por seis militantes de movimentos, que, em Brasília (DF), pedem a liberdade do presidente e preso político Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF). A greve é motivada pela situação de fome que tem crescido no País, como consequência dos cortes nas políticas sociais implementados pelo atual governo de Michel Temer (MDB) e também pela prisão de Lula.

Jaime Amorim, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), em Pernambuco, é um dos seis militantes que está em greve de fome. Para ele, esse sacrifício é uma opção política em defesa dos direitos dos brasileiros.

“Estamos em sacrifício, colocando a nossa vida à disposição desse projeto em um autoflagelo como opção política, como uma tarefa que as nossas organizações deram, como um protesto. Mas milhares de brasileiros estão em situação de flagelo porque no dia de hoje não tem dinheiro para mandar os filhos para as escolas, não tem dinheiro para pagar o aluguel, não tem como pagar o gás, não tem como comprar o pão e o leite pela manhã. Estão em uma situação de miséria”, pontua.

A iniciativa também tem recebido expressões de solidariedade. Evo Morales, presidente da Bolívia, saudou, na quarta-feira (01), os militantes pelo Twitter. Nesta quinta (02), a Vigília Lula Livre, concentrada em Curitiba (PR), destacou a ação dos grevistas em nota.  “Recebemos muita solidariedade, cartas de apoio e isso mostra que a população e a militância está entendendo o processo e estão solidários e empenhados a mobilizar a sociedade no mesmo objetivo. Que é denunciar a questão da fome e a necessidade da liberdade de Lula”.

No próximo domingo (05), será a vez da Caravana Semiárido Contra a Fome prestar sua solidariedade aos grevistas. A caravana está na estrada desde o último dia 27 de julho, saindo de Pernambuco, rumo à Brasília na denúncia da fome na região Semiárida. As 102 pessoas que tem cortado o país denunciando a situação de fome no Semiárido se encontrarão com os militantes em greve em apoio à iniciativa.

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