SAÚDE

Remédios sobem mais que benefício do INSS

Aumento para medicação é de 4,43%. Aposentadorias acima do mínimo subiram 3,43%

O Programa Farmácia Popular, lançado por Lula e mantido por Dilma, começou a ser desmontado por Temer e Bolsonaro vai terminar definitivamente com ele. Muitas Farmácias Populares Públicas já fecharam e os Convênios com Redes Privadas de farmácias não estão mais sendo renovados e conforme vão vencendo, vão diminuindo cada vez mais a oferta de Remédios gratuítos ou a baixo custo. Em contrapartida os laboratórios ganham do governo Bolsonaro tudo que querem, a começar pelo preço. A tragédia da fome e da miséria que a Reforma da Previdência vai provocar entre os mais idosos será ainda mais agravada pela falta de dinheiro para comprar remédios justamente numa idade onde há mais probabilidade das pessoas terem que usar remédios. Nada é tão ruim que não possa piorar. O Brasil e os brasileiros pagam caro por ter acreditado que o nosso problema maior era a corrupção e pior, que os que combatiam a corrupção seriam os “corruptos”. Leia o artigo de MARTHA IMENES no JORNAL O DIA

Yedda Gaspar, da Faaperj, critica o reajuste dos medicamentos
Yedda Gaspar, da Faaperj, critica o reajuste dos medicamentos – Marcio Mercante / Agencia O Dia

Rio – Os preços dos remédios subiram mais que o reajuste dos aposentados do INSS que recebem acima do salário mínimo: 4,33% ante 3,43% do reajuste dos benefícios. E quase empatou com o aumento do salário mínimo, que ficou em 4,6%. A alta autorizada pelo governo federal para este ano ficou, inclusive, acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumula de março de 2018 a fevereiro deste ano, 3,89%. Ao contrário dos anos anteriores o reajuste em 2019 vai atingir todos os tipos de remédios. E isso penaliza, em particular, os aposentados que dependem dos medicamentos de uso contínuo.

Yedda Gaspar, presidente da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Estado do Rio de Janeiro (Faaperj) critica o reajuste mais alto que o aumento dos aposentados e dispara: “Daqui a pouco o aposentado não vai ter nem como comprar os remédios para se manter vivo”.

Ela conta ao DIA que utiliza dez medicações todos os dias e no sábado ao fazer uma busca pela internet já percebeu o aumento no preço e quase teve “um treco”. “O Alenia, que uso pra asma, custava R$ 79 e agora está R$ 93. Como vou comprar?”, pergunta a aposentada.

“Essa matemática do governo é nefasta. O aumento do meu benefício este ano não chegou a R$ 100 e só em um remédio vou ter que pagar R$ 93. Quando comprar os outros nove que tenho que usar todos os meses – e com o valor reajustado acima da aposentadoria – será que vai sobrar alguma coisa?”, questiona D. Yedda.

Reajuste de aposentados

Os aposentados que recebem acima de um salário mínimo tiveram seus benefícios corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de apenas 3,43% em 2018. Abaixo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o índice oficial da inflação que encerrou o ano de 2018 de 3,75%.

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