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Moro agiu como chefe de gangue internacional

Por JEFERSON MIOLA no seu Blog

moro agiu como chefe de gangue

Jeferson Miola                     

Os documentos do Intercept que a Folha de São Paulo revelou neste domingo 7/7/2019 sobre a interferência da Lava Jato na Venezuela [aqui], trazem conclusões estarrecedoras:

[1] a força-tarefa da Lava Jato agia mais do que como um partido continental, mas como uma gangue internacional chefiada por Sérgio Moro;

[2] Sérgio Moro, o “Russo”, Capo di tutti capi, era o chefão que cuidava meticulosamente do planejamento e do passo-a-passo da gangue: “Talvez seja o caso de tornar pública a delação dá Odebrecht sobre propinas na Venezuela”, ele ordenou em 5 de agosto de 2017;

[3] Deltan Dallagnol atuava como capacho obediente do “Russo”. Dallagnol sempre se submeteu e submeteu o MPF, enquanto instituição, à coordenação e às ordens do “Russo”. O caso do Dallagnol, aliás, merece análise psíquica exaustiva. Além da obediência cega e irrestrita, ele expressava notável adoração e idolatria ao Capo di tutti capi;

[4] a Lava Jato se associou à Transparência Internacional [TI], uma entidade global, para operar uma ação secreta e ilegal em país vizinho. A força-tarefa pediu à TI financiar a viagem clandestina de oposicionistas venezuelanos a Curitiba para vazarem pessoalmente aos colegas venezuelanos as informações da Odebrecht que estavam sob sigilo legal;

[5] FHC, aquele a quem o “Russo” não quis “melindrar”, atuou como conselheiro da Lava Jato e da TI. E foi um péssimo conselheiro, pois sabia tratar-se de conspiração em país estrangeiro com potencial de gerar guerra civil: “FHC veio conversar comigo no final e disse que é uma boa idéia” [sic], informou Bruno Brandão, diretor-executivo da TI. Como ex-presidente do Brasil, seria de se esperar o mínimo de decência e postura estadista de FHC, o que notoriamente não é crível na trajetória desse personagem deplorável.

A Lava Jato nunca conseguiu ocultar sua ambição de poder. Os agentes da força-tarefa, todos eles funcionários públicos dos mais altos níveis de remuneração do Estado brasileiro, agiam contra os interesses nacionais e se moviam em função de um projeto de poder entreguista, liquidacionista e pró-EUA.

Não foi necessário mais que alguns meses para se perceber, já em 2014 e início de 2015, que a Operação agia secretamente, à sombra da lei, como um partido político de extrema-direita, o Partido da Lava Jato.

Gilmar Mendes foi cúmplice da Lava Jato enquanto a Operação corrompia o Estado de Direito e atendia aos propósitos da conspiração do PSDB e do MDB para derrubar a Dilma e perpetrar o golpe para instalar a cleptocracia Temer-Cunha-Aécio-FHC.

O ministro do STF, apesar dessas posições do passado recente, revisou seus conceitos, e hoje equipara a força-tarefa a uma organização criminosa, o que realisticamente parece ser o caso.

O regime de exceção, de quebra da institucionalidade, foi propício para a atuação criminosa cada vez mais destemida dos agentes da Lava Jato. Num ambiente de vale-tudo, eles se sentiram em condições de expandir internacionalmente os tentáculos do projeto de poder teleguiado desde os Departamentos de Estado e de Justiça dos EUA para desestabilizar países e derrubar governos progressistas e de esquerda da região.

No vértice de comando deste movimento criminoso estava Sérgio Moro, o chefe desta verdadeira gangue internacional.

A despeito das monumentais provas de crimes, Moro ainda continua ministro, de onde comanda sua gestapo [PF] na perseguição daqueles que, como o The Intercept Brasil e meios de comunicação comprometidos com a verdade, estão trazendo à realidade a podridão do reino do Moro que a Globo faz de tudo para esconder.

Em qualquer país do mundo onde a Constituição, as Leis e a democracia funcionam, Moro estaria preso e respondendo à polícia e à justiça.

É compreensível, contudo, que no Brasil de Globo, Bolsonaro, Aerococa, Queiroz, laranjas do PSL, milícias e traficantes de cocaína e de armas, Moro ainda continue onde está.

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