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Estudo do próprio Governo mostra que Sartori e Leite “batizam” a desindustrialização do Rio Grande do Sul

A partir de 2014, há uma fase acentuada de reversão conforme os dados oficiais. A perda média de vagas de empregos foi de 2,3% ao ano até o final de 2017″ .

E segue a desgraça no Governo Leite, aliado de cu e calça do Neo Liberal Guedes, Ministro da Economia de Bolsonaro. 

Desindustrialização e desemprego dos gaúchos tem nome e sobrenome. A partir de 2014 o fechamento de industrias e o desemprego tem crescido a taxas jamais vistas.

E os dados são do Departamento de Economia e Estatística (DEE) o arremedo de FEE – Fundação de Economia e Estatística fechada por Sartori. A matéria a seguir deixa óbvio por que ânsia de fechar instrumentos como a FEE. Eles querem ter o controle do números para maquiá-los. Mas nem com maquiagem os números são bons. A desgraça só faz aumentar. Leia a matéria do Correio do povo que publico a seguir.

Não há como dourar a pilula com o discurso de que o Brasil inteiro entrou em crise. O Pólo Naval de Rio Grande, usado como exemplo da tragédia do desemprego e da desindustrialização do Estado, poderia ter permanecido intacto, vendendo suas plataformas e navios para o mundo. Mas Sartori e seus aliados tucanos, incluindo Eduardo Leite seu sucessor, nada fizeram para preservar o Pólo Naval. Nem um movimento. Só o Prefeito de Rio Grande eu vi fazer esforços para manter o Pólo. Alta e qualificada tecnologia de Construção Naval foi jogada para o espaço. E o argumento era o mesmo: Ah, aquilo era coisa do PT, que quebrou o Brasil. Oii?? . A tragédia começou na entrada do Governo Sartori, por que em 2014 o RS acompanhava o crescimento do Brasil, tanto em termos de Industria como de Geração de empregos. E aí…Buenas…

Lê a matéria do Correio do Povo:

A partir de 2014, há uma fase acentuada de reversão conforme os dados do Ministério do Trabalho. A perda média de vagas de empregos foi de 2,3% ao ano até o final de 2017. 

Indústria de transformação é o setor que mais perdeu vagas no RS

Em oposição, menor corte de vagas ocorreu no Litoral Norte entre 2003 a 2017

Materiais que seriam destinados para as plataformas P-71 e P-72 foram vendidos como sucata

Materiais que seriam destinados para as plataformas P-71 e P-72 foram vendidos como sucata | Foto: Alina Souza

O estudo sobre a Estrutura e evolução do emprego formal no RS e em suas Regiões Funcionais (2003-17), desenvolvido pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria do Planejamento (Seplag), fez um raio-x do emprego e desemprego no Estado no últimos anos. 

Divulgado nesta segunda-feira, o levantamento mostra que os setores da tríade maior empregabilidade, menor qualificação e menores salários, tais como o coureiro-calçadista e o naval, foram os mais afetados a partir da retração econômica enfrentada no País. Esses são exemplos de indústria de transformação, setor que modifica a matéria-prima em algo novo.

A análise feita por pesquisadores do Departamento é baseada em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), de periodicidade anual e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). 

Os empregos nos setores de industriais de materiais de transporte recuaram 32,7%, assim como a indústria mecânica apresentou corte de 22% de suas vagas entre 2015-2017. O setor de calçados, que já havia encolhido, perdeu mais 9,7% da força de trabalho formalmente empregada.

O estudo confirma a desaceleração do emprego, em especial, nas regiões Metropolitana, Serra e Sul. Essa última demonstra um fenômeno diferente das demais áreas do Estado devido à criação de milhares de vagas ligadas ao Estaleiro Rio Grande e ao Porto quando estavam em construção as plataformas P-71 e P-72. No caso do estaleiro, por exemplo, a Ecovix ingressou com recuperação judicial e realizou uma onda de demissões a partir de 2014.  

Indústria de transformação 

Os setores que, em momentos de economia em alta empregavam mais pessoas com baixa qualificação foram os mais prejudicados no pós-2014. Por outro lado, a tendência é de demora na recuperação desses postos de trabalho. “Especialmente na indústria e um pouco nos serviços, é bem comum redução nos setores que pedem menos qualificação”, resume o pesquisador Guilherme Sobrinho.

Também autor do estudo, o pesquisador Tomás Pinheiro Fiori, ressalta que a região de Rio Grande é um exemplo de ascensão e retração muito rápidas. “Tivemos momentos muito distintos ali com a enorme expansão do trabalho na metade dos anos 2000 e depois o recuo em massa dessa indústria com o fim das obras dos estaleiros”.  

Nessa região, os números surpreendem em termos de indústria da transformação. Em 2014, no início da crise econômica, havia 27.951 pessoas empregadas na chamada “região funcional 5” ou Corede Sul, que congrega 22 municípios. Já em 2017, era 18.871 empregos. A variação negativa é de 32,5% e a tendência é de que outras centenas de vagas tenham sido extintas. 

A Serra, ao longo de todo o período analisado, foi uma região que expandiu em termos de quantidade de empregos e população, assumindo assim o protagonismo que anteriormente era da Região Metropolitana. “A questão demográfica na Serra é positiva porque as taxas de natalidade não são ainda tão baixas, há recebimento de pessoas de outras regiões, assim como a indústria metalmecânica ainda tem grande absorção de mão de obra”, sustenta. 

Crescimento, retração e estabilidade no Litoral

Entre 2003 e 2014, o Rio Grande do Sul teve um crescimento constante em termos de empregabilidade. A média anual foi de 3,7%, refletindo-se em todas as atividades. 

Já a partir de 2014, há uma fase acentuada de reversão conforme os dados do extinto Ministério do Trabalho. A perda média de vagas de empregos foi de 2,3% ao ano até o final de 2017. 

Na contramão do fluxo de recessão, o Litoral foi a região que mais variou positivamente no período entre 2003 e 2017, conforme destaca Guilherme Sobrinho. “Essa variação do emprego formal é condizente com a realidade demográfica porque é a região que vem recebendo população do restante do Estado nos últimos anos”. 

A região litorânea, em especial o Litoral Norte, se destaca pelos serviços e comércio. “Como não é uma região de indústria de transformação, caracteriza-se pelo turismo de temporada e moradia de pessoas que se aposentam, é favorável para os serviços e comércio. Embora não há aumento de PIB, as pessoas que vão morar na praia, levam renda que foram geradas em outras regiões, tais como aposentadoria e aluguéis”, complementa Fiori.  

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