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Embaixada da Venezuela no Brasil é invadida: é preciso saber agora quem está por trás dessa ação criminosa (Vídeos)

Se não houver reação por parte das autoridades brasileiras, essa invasão pode repercutir no encontro do BRICS, que começa hoje em Brasília, com a participação de chefes de estado da China e da Rússia, que apoiam o governo de Nicolás Maduro.

Publicado por Joaquim de Carvalho no DCM

Juan Guaidó

A Embaixada da Venezuela no Brasil foi invadida nesta manhã. O encarregado de negócios da Venezuela divulgou áudio em que pede ajuda dos movimentos sociais e dos partidos políticos. “O território venezuelano está sendo invadido”, disse, na mensagem divulgada pela rede social.

Deputados do PT e outros partidos de esquerda se dirigem para o local.E

A invasão da Embaixada da Venezuela no Brasil repete o que ocorreu no dia 10 de novembro na Bolívia, quando a representação diplomática (território venezuelano) também foi invadida.

Em junho deste ano, Jair Bolsonaro recebeu a credencial da advogada María Teresa Belandria Expósito, nomeada representante da Venezuela no Brasil pelo governo de mentirinha de Juan Guaidó.

Ela estaria por trás desta invasão.

Belandria, especialista em direito econômico internacional, é professora da Universidade Central da Venezuela e coordenadora do partido Vente Venezuela, da líder oposicionista María Corina Machado.

O recebimento da credencial não teve efeito prático, mas agora, cinco meses depois, com o mau exemplo da Bolívia, golpistas venezuelanos se sentiram à vontade para a ação criminosa no Brasil.

Se não houver reação por parte das autoridades brasileiras, essa invasão pode repercutir no encontro do BRICS, que começa hoje em Brasília, com a participação de chefes de estado da China e da Rússia, que apoiam o governo de Nicolás Maduro.

É estranho que essa ação terrorista seja desencadeada no dia em que começa esse encontro.

O jornal Valor Econômico informa que a invasão teve a cumplicidade de funcionários da Embaixada, que teriam “desertado”.

À frente desse grupo, estaria um enviado do presidente autodeclarado Juan Guaidó, Tomás Alejandro Silva, “ministro-conselheiro” nomeado por ele.

Os funcionários dissidentes teriam liberado a entrada do cidadão.

Servidores leais a Maduro, como o adido militar, foram para lá, e a polícia do Distrito Federal foi acionada, mas seus comandantes dizem que não podem fazer nada, já que se trata de território estrangeiro.

A embaixadora fake, María Teresa Belandria, se encontra em Washington, onde ela já morava antes de Bolsonaro receber suas credenciais.

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