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Tem algo muito errado quando um Estado gasta mais com polícia que com professor

Com 3 vezes menos servidores que a Educação, folha da Segurança é 10% maior no RS

A chamada acima é do Correio do Povo para a matéria que reproduzirei após meu comentário.

Não tenho nada contra policiais ganharem bem. Pelo contrário. Mas tenho muito contra quem acha que professor tem que ganhar menos da metade do que ganha um policial. Aliás, pra que tanta polícia? Outro dia vi um Deputado falando que descriminalização e legalização das drogas, cobrando sobre elas impostos significativos, reduziria em muito a necessidade de policiais nas ruas, já que boa parte da violência esta associada justamente ao tráfico de drogas, que municia também o tráfico de armas. E diga-se, não era nenhum deputado de esquerda. Mas isto é assunto pra outro artigo.

O objetivo do governo e da grande mídia ao publicar estas disparidades, que aliás aumentarão se o pacote criminoso de Eduardo Leite for aprovado, por que ele pretende pagar menos ainda aos professores, embora passe a ideia de pagar mais para os professores que ganham o piso, mas na verdade só vai cumprir a lei que não cumpre até agora.

O Piso do Magistério hoje é de R$ 1.260,00 e o teto de R$ 3.780,60 . O governo vai “subir” o piso para R$ 2.557,00 mas o Teto vai ficar em …R$ 3.887,00. Ou seja, o teto sobe só alguns reais. Aliás, este Teto salarial dos Professores do RS, é menor que o Piso dos Professores em Estados como o Maranhão, que tem uma arrecadação de pouco mais de 10% do que arrecada o RS. Uma vergonha para o RS.

E mais vergonhoso ainda é o que o Eduardo Leite quer estabelecer de Teto Salarial para a Polícia: R$ 27.919,00 para os Coronéis(ultimo quadro possível na Polícia) Hoje estes sujeitos já ganham a bagatela de R$ 17.367,00. (Os dados eu tirei da matéria da Rádio Guaíba, que publico após este comentário)

Sei que não é só no RS que acontece esta barbaridade de se gastar mais com polícia e repressão que com professor e educação. Mas mostra no mínimo que o Estado em que vivemos esta doente. E mais doente ainda esta o RS, por que quer aprofundar ainda mais esta diferença, ao invés de diminuí-la, aumentando o Salário dos Professores.

Mas se consideramos altíssimo o Teto Salarial da Polícia, que Leite quer elevar para quase R$ 28.000,00, muito pior são as absurdas isenções fiscais a empresas, que passam de R$ 9 Bilhões por ano, como anuncia a grande mídia. Com estes R$ 9 bilhões daria pra pagar em dia e dar aumento para todos os servidores, em especial os Professores, que são os Estaduais que menos ganham em todo o Brasil. Sem falar na fiscalização sobre Sonegadores de Impostos. Aliás, entre os que recebem isenções, há muitos que ainda por cima sonegam.

Só falta agora o Eduardo Leite instituir também um Imposto sobre as Grande Pobrezas, como fez Bolsonaro ao passar a cobrar Imposto para desempregados.

Estamos voltando a barbárie. E Bolsonaro, Guedes e Eduardo Leite querem pagar muito bem a quem vai protegê-los contra os bárbaros que vão gerar ao impedir o acesso a Educação e saúde de qualidade ao povo.

No RS fica flagrante que o Estado do jeito que esta, serve pra defender o interesse dos ricos e os pobres que se explodam. É a Luta de Classes. Só falta os trabalhadores, incluindo os servidores públicos e professores, acordarem pra vida.

Segue a matéria da Guaiba/Correio do Povo sobre a qual escrevi o comentário acima:

Professores devem evitar embates com colegas por considerar que reajuste da Segurança é justo e que servidores da área são aliados.

Pacote de reforma na carreira de servidores foi enviado pelo governo à Assembleia
Pacote de reforma na carreira de servidores foi enviado pelo governo à Assembleia | Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

O salário de servidores da Segurança Pública e da Educação passou a ser tema de comparações a partir do envio dos projetos de reforma administrativa do Estado. Segundo levantamento do Correio do Povo, na edição desta segunda-feira (18), a folha da Secretaria da Educação exige 29,85% do total investido para pagamento de salários. As matrículas vinculadas à Secretaria da Segurança, enquanto isso, somam 38,98% do gasto mensal com a folha. A diferença é mais significativa quando é apresentado o número de servidores. A Educação totaliza 186,5 mil servidores, correspondendo a 61,36% do funcionalismo. Já a Segurança tem um número quase três vezes menor, 67,3 mil pessoas (22,15% dos vínculos). Os números são do mês de agosto.

Montagem sobre foto de Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

Novas remunerações

A remuneração do magistério deve ter pouca variação caso as mudanças do plano de carreira sejam aprovadas pela Assembleia. Hoje, os salários da categoria variam de R$ 1.260,20 a R$ 3.780,60, no regime de 40 horas semanais. Com o projeto, o valor recebido por professores em início de carreira seria de R$ 2.557,70. Já educadores de nível mais alto receberiam subsídio de, no máximo, R$ 3.887,30.

Entre os militares, a variação deve ser maior. Soldados entram na carreira ganhando R$ 4.689,23 e só têm aumento quando passam a ser sargentos (R$ 5.904,93). O teto da carreira é o posto de coronel, que hoje ganha R$ 17.367,45 de remuneração básica. Com o projeto do governo do Estado, o piso para soldados seria mantido, mas os valores crescem a cada graduação atingida. Um sargento passaria a ganhar R$ 7.751,88. Por fim, coronéis receberiam R$ 27.919,16.

Reação entre servidores

Conforme o Correio do Povo apurou, representantes do magistério não querem focar nas diferenças salariais entre as áreas da Educação e da Segurança Pública. Os professores consideram os colegas como aliados no embate contra o pacote do Piratini e avaliam que os reajustes à Segurança são uma medida justa de valorização.

O projeto que trata das mudanças nas carreiras do magistério é o que precisa de menos votos para ser aprovado na Assembleia. Encaminhados como projeto de lei (PL), a medida necessita de maioria simples entre os deputados presentes no plenário, com quórum mínimo de 28 parlamentares. Já os projetos que reestruturam as carreiras na Brigada Militar, Polícia Civil, Susepe e Instituto-Geral de Perícias são projetos de lei complementar (PLCs). Os textos precisam de maioria absoluta, ou seja, pelo menos 28 votos entre 55.

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