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Jornal Valor Econômico mostra queda de 1,2% na produção industrial, provocada por Governo e empresariado vagabundos e entreguistas

A Industria é fundamental para um país que quer crescer e gerar empregos, por que é ela que “agrega valor”. Agrega por que transforma uma matéria prima como o ferro em aço e daí em produtos como automóveis, vigas para construção, navios, plataformas marítimas, aviões, etc…As REFINARIAS são também industrias de transformação, por que transformam o Petróleo em derivados como Gasolina, Diesel, querosene e gás. E assim por diante. O Brasil tem estas e todas as outras matérias primas em profusão. Por isto que o Setor Industrial tem que ser forte. Para transformar estas matérias primas em produtos. Esta industria da transformação, que pode ser por exemplo a Construção Civil e Construção Pesada, é outra industria fundamental. E foram estes Setores Industriais que ganhavam e continuam ganhando babilônicos incentivos fiscais para que invistam na geração de empregos e no desenvolvimento de novas tecnologias de transformação. Mas aí a Industria da Construção, a Industria Naval e a Industria do Petróleo (Petrobras), receberam dos Governos Lula e Dilma o incentivo para a partir daí o Brasil caminhasse para desenvolver também outros setores industriais e gerasse cada vez mais e melhores empregos pro povo. Foi o que aconteceu. Mas aí veio a Lava Jato, toda preparada nos Estados Unidos, e destruiu estes setores. Diziam que era pra combater a corrupção. Mas quebrar as grandes empreiteiras da Construção significou perdas de mais de R$ 200 bilhões por ano para o Brasil. A tal Lava Jato diz que devolveu R$ 6 bilhões. Esta é uma parte da loucura. A titulo de combater a corrupção, brasileiros destruíram empregos e ganha pão de milhões de brasileiros, que iludidos pelo falso discurso do “combate a corrupção”, aplaudiram.

Mas a coisa é pior quando vem dos empresários. Dos empresários industriais esperava-se que pegassem os incentivos que receberam e investissem em geração de empregos e tecnologia. Mas o que fizeram, foi investir no mercado financeiro e a industria continua declinando.

Empresários como o dono das Lojas Havan pegam empréstimos subsidiados do BNDES e investem em mega lojas que vendem produtos…feitos na China e outros lugares do mundo. Gera meia duzia de empregos de vendedores por aqui e milhares de empregos na…China. E o dinheiro mais forte, o que “agregou valor”, também vai pra China e uma parte fica no bolso do dono da loja a titulo de lucro.

Mas se o dinheiro que veio da”agregação de valor” vai lá pra fora, ele vai diminuindo cada vez mais aqui dentro. E aí o que aumenta é o desemprego e a miséria.

E se eu falei ali no titulo, que o empresário é vagabundo, é por que o papel dele seria investir parte do que ganha em geração de emprego e desenvolvimento de novas tecnologias. Mas o empresário brasileiro (será que há exceções?) não quer trabalhar deste jeito. Eles tem preferido vender os negócios deles pros estrangeiros e virar “gerentes” ou capitães do mato das multinacionais por aqui.

E o Governo é entreguista, por que esta entregando nosso Petróleo aos estrangeiros para que “transformem” em Gasolina, Gás, Diesel e outros derivados lá fora e depois nos vendem de volta mais caro, com este valor da transformação agregado neles. Já o Temer, o governo golpista, mandou reduzir a quantidade de Petróleo Refinado nas refinarias da Petrobras. Hoje as Refinarias da Petrobras, como a REFAP no RS, operam só com 60% de sua capacidade de refino. Isto é golpe para que o Brasil importe a gasolina, o Diesel e outros produtos de multinacionais americanas como a Shell e a Exxon. Este é só um exemplo, como há tantos outros, de que este é um governo entreguista. Podia se falar por exemplo, da entrega da EMBRAER a BOEING. A BOEING vai fechar as fábricas aqui no Brasil e já mudou até o nome do maior Cargueiro Militar do mundo , que é produzido pela Embraer. Deram um nome americano pro avião que o mundo inteiro comprava do Brasil, mas que agora vai comprar dos…Estados Unidos.

Temos que ter urgentemente uma Frente Ampla em Defesa da Soberania Nacional, mas que pense um projeto de resgate urgente da nossa capacidade industrial de transformar as matérias primas, que temos todas em abundância, ou seremos só uma colônia,como já fomos colônia de Portugal por séculos, para eles explorarem nossas riquezas naturais e minerais e transformar elas em valor agregado e geração de mais e melhores empregos pra eles.

O preâmbulo ficou maior que a matéria do Valor Econômico que reproduzo a seguir, mas achei importante deixar minha opinião, por que a opinião do Valor Econômico é o dos grandes banqueiros internacionais. Segue a matéria na íntegra:

Queda acende alerta sobre retomada da produção industrial

Por Bruno Villas Bôas e Ana Conceição 10/01/2020 

 A queda da produção industrial em novembro (1,2% em relação a outubro, feitos os ajustes sazonais), além de frustrar as projeções de analistas de uma baixa mais amena no mês, foi um lembrete de que não se deve esperar uma caminho tranquilo para a recuperação do setor manufatureiro.Indicadores disponíveis sugerem nova queda da indústria em dezembro, segundo analistas, com o setor fechando 2019 em baixa de 1,1%. Isso não significa que a tendência de recuperação esteja comprometida. Para eles, 2020 promete uma alta de 2% a 3% do setor, com o aquecimento da economia doméstica.Em novembro, a fraqueza da indústria foi generalizada. Das 26 atividades acompanhadas pela pesquisa, 16 mostraram baixa em relação a outubro. Todas as quatro grandes categorias econômicas ficam em terreno negativo por essa comparação.A queda da produção de alimentos foi o principal destaque negativo de novembro. A atividade recuou 3,3% ante outubro. A produção de carnes (bovina, aves e suína) até cresceu no mês, por causa da demanda da China, mas foi insuficiente para compensar a menor fabricação de açúcar.Segundo Mauricio Nakahodo, economista do Banco MUFG Brasil, a queda na fabricação de açúcar frustrou sua projeção. Ele projetava recuo de 0,6% da produção industrial geral em novembro. A mediana de 33 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data era de queda de 0,7%.“O desempenho do segmento [de açúcar] foi a maior diferença para a nossa estimativa”, afirmou, acrescentando que a queda pode refletir uma acomodação após três meses de altas consecutivas, mas destaca que esperava uma queda menos generalizada entre os segmentos industriais.Outro destaque negativo do mês foi a fabricação de automóveis, o que era amplamente esperado por analistas por causa de indicadores antecipados pela Anfavea, a associação das montadoras. A produção de veículos, reboques e carrocerias recuou 4,4% em novembro, frente a outubro.Além da demanda ainda fraca do mercado argentino, o tombo da fabricação de automóveis seguiu-se a um forte aumento do mês de setembro (alta de 4%), quando montadoras anteciparam suas linhas de montagem para formar estoques para as tradicionais férias coletivas de fim de ano.“Dados já divulgados pela Anfavea mostram que em dezembro o setor registrou novo recuo da produção de automóveis, mas sinalizando algum grau de normalização dos estoques”, disse André Macedo, gerente da coordenação da indústria do IBGE.Com o fraco resultado dos automóveis, a produção de bens de consumo duráveis recuou 2,4% em novembro, frente a outubro. Na comparação a novembro de 2018, o setor ainda cresceu 0,7%. Nos cálculos da MCM Consultores, se o impacto do setor automotivo fosse neutralizado, esse avanço anual seria de 11%.Também houve forte baixa de 1,3% na produção de bens de capital, movimento explicado, em boa medida, pela menor fabricação de caminhões no período. Também pesa a menor produção de máquinas agrícolas, com o aumento dos juros praticados no Moderfrota (programa do governo federal).Para o economista Rodrigo Nishida, da LCA Consultores, a queda da indústria extrativa em novembro (1,7% ante outubro) chamou atenção e contribuiu para o forte resultado negativo da produção industrial do período. Segundo ele, essa baixa não estava no radar dos analistas.Com dados de produção de veículos da Anfavea e da sondagem da Fundação Getulio Vargas (FGV), Nishida estima, preliminarmente, queda de 0,4% na produção industrial de dezembro ante novembro. Se essas projeções se confirmarem, 2019 encerraria com queda de 1,1%, após dois anos de alta.“O segmento extrativo foi, de longe, a maior contribuição negativa para esse resultado”, diz Nishida, acrescentando que sua projeção para 2020 é de aumento de 3% na produção da indústria.Nos 11 primeiros meses de 2010, a indústria acumulou queda de 1,1%. No acumulado dos últimos 12 meses, a baixa é de 1,3% – taxa que se repetiu em quatro dos últimos cinco meses.Após a divulgação da pesquisa, o Banco Safra colocou um viés negativo em sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2019 – a instituição estima aumento de 0,7% no PIB do período sobre o terceiro trimestre.

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