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Entregadores de Ifood, Uber e Rappi fecham avenida Higienópolis por melhores condições de trabalho

Do Esquerda Diário

Dezenas de trabalhadores de aplicativos de entrega de comida como UberEats, Rappi e iFood, fizeram um protesto na tarde desta terça-feira (4). O grupo fechou parcialmente a avenida Higienópolis, em Londrina. Segundo um trabalhador, eles lutam por maior remuneração dos serviços de transporte.

Além de terem que utilizar o próprio veículo e trabalharem sem nenhum vínculo empregatício e sem nenhuma segurança, a remuneração ainda é extremamente baixa.

Eles também afirmam que os prazos de entrega são curtos, o que faz com que os profissionais tenham que trafegar em alta velocidade, se expondo ainda mais aos riscos do trânsito das grandes cidades, informou o motociclista.

“Eles fizeram promessas para muitos pais de família que o negócio ia ser bom. E agora está todo mundo na mão deles”, afirmou um deles. A categoria exigia o início de uma negociação com representantes dos principais aplicativos.

Esse tipo de trabalho extremamente precarizado, como motoristas e entregados de aplicativo, está em cada vez maior expansão no Brasil e no mundo, já que, o desemprego está **** e os direitos trabalhistas cada vez mais negados à população.

A Justiça, para proteger empresas nas quais os trabalhadores chegam a pedalar até 12 horas seguidas, lançou mão de um “argumento”, se é que pode ser chamado assim, muito comum em tempos de precarização brutal do trabalho: trabalhadores sem vínculo empregatício são donos de si mesmo.

Para a juíza Shirley Aparecida de Souza Lobo Escobar, 37ª Vara do Trabalho de São Paulo, os direitos trabalhistas que dia a dia são retirados, para aumentar a taxa de exploração contra os trabalhadores e garantir o lucro dos capitalistas, são formas “romantizadas” de entender as relações de trabalho.

Diariamente, ocorrem acidentes com esses empregados que, como não são nem considerados funcionários, têm que arcar sozinhos com custos, quando não perdem a vida.

A maior inovação que esses serviços por aplicativo trazem é justamente flexibilizar ainda mais a relação de trabalho entre empregados e patrões, permitindo que os donos de aplicativo como Ifood, Rappi, Ubber, etc., que nem mais donos dos meios de produção são, lucrem absurdos em cima do trabalho precarizado de seus “colaboradores voluntários”, “empreendedores” ou qualquer outro jargão liberal para ocultar a exploração, isentando os capitalistas das mínimas responsabilidades trabalhistas e maximizando seus lucros.

Comentário do Blogueiro: para falar sobre um livrinho chamado Discurso da Servidão Voluntária, que talvez ajude a compreender o que e por que se passa na cabeça de jovens que se dispõe a detonar sua estrutura óssea, sua musculatura e a saúde em geral para trabalhar pra um sujeito que inventou um aplicativo que qualquer hacker razoavelmente qualificado pode fazer e que custaria muito pouco. Diga-se que esta gurizada ganha R$ 5,00 por entrega e andam em média 3 Km para fazer uma entrega. Então, para ganhar R$ 50,00 por dia eles tem que pedalar em média 30 Km, o que nem atletas profissionais do ciclismo, preparados para isto, fazem.

Discurso da Servidão Voluntária

Discurso da Servidão Voluntária é um discurso de autoria de Étienne de La Boétie, publicado originalmente após sua morte em 1563.[1] O texto foi elaborado depois da derrota do povo francês contra o exército e fiscais do rei, que estabeleceram um novo imposto sobre o sal.[2] A obra se mostra como uma espécie de hino à liberdade, com questionamentos sobre as causas da dominação de muitos por poucos, da indignação da opressão e das formas como vence-las. Já no título aparece a contradição do termo servidão voluntária, pois como se pode servir de forma voluntária, isto é, sacrificando a própria liberdade de espontânea vontade?[3] Na obra, o autor pergunta-se sobre a possibilidade de cidades inteiras submeterem-se a vontade de um só. De onde um só tira o poder para controlar todos? Isso só poderia acontecer mediante uma espécie de servidão voluntária.[4] Ele afirma então que são os próprios homens que se fazem dominar, pois caso quisessem sua liberdade de volta, precisariam apenas de se rebelar para consegui-la.[5] Étienne afirma que é possível resistir à opressão, e ainda por cima sem recorrer à violência – segundo ele a tirania se destrói sozinha quando os indivíduos se recusam a consentir com sua própria escravidão. Como a autoridade constrói seu poder principalmente com a obediência consentida dos oprimidos, uma estratégia de resistência sem violência é possível, organizando coletivamente a recusa de obedecer ou colaborar.[6] (Extraído da Wikipédia)

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