Educação/Rio Grande do Sul

Faltam centenas de professores e bibliotecas em escolas estão fechadas denuncia o CPERS

Neste início de ano letivo, sindicato já contabiliza a falta de 343 professores
Neste início de ano letivo, sindicato já contabiliza a falta de 343 professores

Um levantamento parcial realizado pelo Cpers, contando com dados de 227 escolas estaduais, mostra um quadro preocupante no início do ano letivo do Rio Grande do Sul: faltam professores e funcionários.

O Levantamento de Necessidades das Escolas Estaduais foi lançado no dia 2 de março e conta com informações coletadas via formulário on-line preenchido por diretores e funcionários de escolas. “Embora a amostra represente menos de 10% do total de instituições, os dados já permitem vislumbrar um quadro caótico. O ano letivo iniciou com falta expressiva de recursos humanos, carências estruturais graves, fechamento de turnos e turmas e enxugamento generalizado”, afirma o sindicato dos professores.

O sindicato já contabiliza a falta de 343 professores. Além disso, há carência de 338 funcionários e 190 especialistas. O levantamento também registra mais de 100 escolas com bibliotecas fechadas, 76 sem laboratório de informática operacional e 89 com problemas estruturais ou obras pendentes.

Conforme o secretário estadual de Educação, Faisal Karam a falta de bibliotecários na rede púbica gaúcha se dá em razão da a falta de condições para que os profissionais sejam contratados. “O Estado não possui bibliotecários. O que tínhamos sempre eram professores fazendo complementação de carga horária dentro da biblioteca, não trabalhando com o aluno. Ficando sentado em uma cadeira à espera de alunos. Isso não inviabiliza nem fecha bibliotecas. Pelo contrário. O professor que quer trabalhar com a biblioteca, leva seus alunos e faz a sua aula dentro da biblioteca. O Estado não tem hoje condições de abrir um concurso público. Não tem como ter 2.467 pessoas, tendo uma em cada biblioteca”, diz Karam.

Conforme o gestor, a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) trabalha para iniciar um processo de seleção por meio de concurso público que também irá contemplar a contratação de bibliotecários. “Estamos buscando alternativas para isso. Mas nada inviabiliza que o professor pegue sua turma e leve para a biblioteca. Isso é uma questão de disciplina do próprio educador”, afirma.

A respeito da carência de professores, o secretário afirma que quem solicita os educadores é a direção da escola para a coordenadoria regional. “Isso vai para a coordenadoria que pede para a Seduc a liberação. É assim que funciona. Se a escola não pedir o professor, a secretaria não sabe. A ação é da direção da escola.”

O secretário também criticou a realização de atividades extracurriculares que, em sua visão, não agregam pedagogicamente e tiram professores das salas de aula. “A escola tem de aproveitar todo o recurso que tem disponível. Não adianta ter professores em projetos de horta, projetos de pets. Queremos saber que tipo de projeto é feito na escola, qual o resultado pedagógico para o aluno. Sempre coloco um exemplo: fazer horta, qualquer um faz. Não quero que tenha horta na escola, que o aluno aprenda a plantar alface, repolho, não interessa. Quero que ele tenha a horta e essa horta interagindo com Matemática, com Português, com Física e Química. Não somente preparar a terra, botar a alface e regar. Isso ele faz em casa. Não precisa de professor para isso”, aponta.

Do Jornal do Comércio

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