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Ao Vivo, Programa da Rádio de Porto Alegre ataca Vacina, joga confusão na sociedade e xinga Dória (Áudio)

Clique e ouça o vergonhoso áudio dos radialistas Vitorino e Marconi da Pampa

O conteúdo do áudio não deixa dúvidas . Além de dizerem que a Vacina da SINOVAC não é aplicada na China, dizem que Dória teria recebido propina para levar a CORONAVAC para o Instituto Butantã. Assim, fortalecem a campanha de Bolsonaro e dos negacionistas contra a Vacina e aí apelam descaradamente para a mentira. E não vale dizer que foram “enganados”. Bastava dar uma olhada na Internet pra ver que quilo que parecia mentira era mentira mesmo. Até paginas ligadas a grande mídia mostraram a falcatrua.

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O que precisa é que O Ministério Público tome medidas contra estas gentes que utilizam o poder que tem por estarem falando numa concessão pública para fazer uma ação destas contra a Saúde Pública da Cidade e da Nação.

Precisamos de todas as vacinas e o mais rápido possível. E Concessões Públicas, como são Radio e Televisão, tem que estar ai pra ajudar o povo e não confundir e muito menos tomar lado numa guerra política que é contra a saúde do povo.

Segue matéria do Boatos, Com Citada pelo Whats que postei acima

Sinovac pagou propina para Doria trazer vacina ao Brasil, mostra Washington Post?

A informação caiu como uma bomba nas redes sociais, especialmente, no Facebook, no WhatsApp e no YouTube. A notícia pegou muita gente de surpresa. Porém, ao contrário do que aponta a publicação, a história não é real.

Como a publicação cita uma fonte confiável (o jornal Washington Post), o nosso primeiro passo foi checar a fonte. Porém, ao lermos a matéria, descobrimos que a situação não é bem assim e, na verdade, o que aconteceu foi que diversas pessoas começaram a misturar várias narrativas para tentar ligar o governador João Doria à propina da vacina CoronaVac.Publicidade

A matéria do Washington Post usada para sustentar a história de hoje não fala nada sobre o laboratório Sinovac tentar subornar o governador João Doria. A reportagem, na verdade, fala sobre um caso antigo de suborno envolvendo o CEO e fundador do laboratório Sinovac, Yin Weidong, e um oficial responsável pela regulamentação de vacinas na China, Yin Hongzhang. O caso veio à tona e foi julgado somente em 2016. Na época, o Washington Post relatou que o CEO da Sinovac teria confessado pagar uma quantia de dinheiro entre os anos de 2002 e 2011 ao oficial da agência reguladora da China para acelerar as certificações de diversas vacinas da Sinovac. Após o julgamento, de acordo com o site Business Inquirer, o oficial da agência reguladora foi condenado a 10 anos de prisão. Enquanto isso, o CEO do laboratório foi inocentado.

Se isso não bastasse, lá pelas tantas do texto, o Washington Post cita que, apesar do problema do suborno, o laboratório Sinovac não está envolvido em escândalos relacionados à segurança das vacinas. Além disso, o site também destacou que não existe nenhuma evidência de que as vacinas aprovadas na China apresentassem problemas ou falhas.

E apesar da preocupação demonstrada na matéria do Washington Post, os testes com a vacina CoronaVac seguem. Os dados preliminares sobre a eficácia do imunizante devem ser divulgados apenas em janeiro. Isso porque os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento da vacina precisaram esperar até que o número mínimo de voluntários dos testes se infectasse com a doença (eles ainda não sabem se os infectados pertencem ao grupo que recebeu placebo ou o imunizante). Isso só ocorreu no final de novembro de 2020.

Ou seja, a reportagem do Washington Post citada na história, na realidade, fala sobre um caso antigo de suborno envolvendo o laboratório Sinovac e a agência reguladora da China, sem ligação direta comprovada com João Doria ou com a vacina CoronaVac. Mais do que isso, não há evidências de que as vacinas aprovadas com propina apresentassem qualquer problema de ineficácia.

Ao buscarmos por mais informações sobre o assunto, não encontramos nenhuma prova de que houve algum caso de suborno na produção da CoronaVac ou na comercialização entre o laboratório e o governo de São Paulo. Não há sequer possíveis informações sobre isso em outras fontes confiáveis.

É importante ressaltar que, mesmo com a vontade do laboratório e do governador, a vacina precisa ser aprovada pela Anvisa para poder ser utilizada. Ou seja, subornar um governo estadual não seria lá uma grande ideia (na realidade, seria bem ruim, já que outros processos federais seriam necessários até a liberação – e a vacina poderia ser recusada em alguma dessas etapas).

Já sobre os conteúdos utilizados como provas da história de hoje, o vídeo, que mostra o jornalista Alexandre Garcia lendo uma nota da Anvisa, nada tem a ver com o caso. A nota da agência, na realidade, apenas rebate a informação de que a Anvisa teria recebido dados da Fase III dos testes da CoronaVac. Além disso, explica o procedimento para a aprovação de um novo imunizante no país.

Sobre a declaração de João Doria, a fala não possui nenhuma relação com propinas ou subornos. Na oportunidade, o governador de São Paulo falava sobre o plano de vacinação contra a Covid-19 no estado, estabelecendo datas. E bem, é claro que todos os governantes estão em busca de uma solução rápida para a situação, seja por motivos políticos (já que as eleições estaduais estão próximas), seja por motivos econômicos. Ou seja, a pressa não é nenhuma particularidade de João Doria.

Em resumo: a história que diz que o laboratório Sinovac teria subornado o governo de São Paulo para liberar a vacina CoronaVac e o jornal Washington Post teria denunciado todo o caso é falsa! A matéria usada como prova, na verdade, fala sobre um caso antigo envolvendo o laboratório Sinovac e a agência reguladora da China. Tudo teria acontecido entre 2002 e 2011 e o suborno tinha como objetivo acelerar a aprovação de diversas vacinas no país. Porém, não há evidências e muito menos provas de que as vacinas tiveram algum problema ou foram ineficazes. A reportagem não cita o governador João Doria e muito menos relaciona o caso antigo com a compra da vacina no Brasil. Se isso não bastasse, as outras “provas” apresentadas pela história de hoje sequer possuem relação com o assunto. Ou seja, a história não passa de balela.

Um pensamento sobre “Ao Vivo, Programa da Rádio de Porto Alegre ataca Vacina, joga confusão na sociedade e xinga Dória (Áudio)

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