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Em entrevista ao Ópera Mundi Zé Dirceu fala da Conjuntura e sugere “giro estratégico” do PT (Assista)

Dirceu afirmou ser necessário uma frente de esquerda para organizar uma frente democrática contra Bolsonaro, “se aliar aos setores que forem contra” o presidente. “Se não acontecer pelas nossas mãos, será pela direita. O clima político mudou e algo está se movendo no país”, declarou apontando que certas “bandeiras sociais” estão sendo tomadas por setores liberais.

Pra quem não quiser acompanhar a entrevista inteira, sugiro que assista a partir do ponto 1:23:00, onde o Zée fala sobre o “giro estratégico”:

Logo após o vídeo, uma pequena descrição da entrevista, publicada no Ópera Mundi

Ex-presidente do PT foi entrevistado nesta segunda pelo jornalista Breno Altman; conversa girou em torno da conjuntura política no Brasil e a situação mundial com saída de Trump

Ex-presidente do PT foi entrevistado nesta segunda pelo jornalista Breno Altman; conversa girou em torno da conjuntura política no Brasil e a situação mundial com saída de Trump

O ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e ex-ministro José Dirceu afirmou nesta segunda-feira (18/01), em entrevista a Breno Altman, durante o programa 20 Minutos, que a urgência nacional deste momento é a saída de Jair Bolsonaro da presidência do país.

Segundo ele, a principal “tarefa” é retirar Bolsonaro do poder, já que, para ele, o presidente brasileiro está “fora de controle”. “Vivemos uma conjuntura agora que nossa principal tarefa é tirar o Bolsonaro da frente, se for isso mesmo de estarmos caminhando para uma tragédia nacional [..] O que vai mudar é a mobilização popular, porque temos o problema da pandemia. O papel nosso do PT é ser a vanguarda da luta pelo Fora Bolsonaro. É uma questão de vida ou morte para o país é tirar o Bolsonaro”, disse.

Dirceu afirmou ser necessário uma frente de esquerda para organizar uma frente democrática contra Bolsonaro, “se aliar aos setores que forem contra” o presidente. “Se não acontecer pelas nossas mãos, será pela direita. O clima político mudou e algo está se movendo no país”, declarou apontando que certas “bandeiras sociais” estão sendo tomadas por setores liberais.

O ex-ministro disse que há uma elite no Brasil que possui uma “dualidade” e que tende a preservar seu status quo e privilégios com uma agenda de reformas não somente neoliberais.

“A agenda da direita não será uma só de reformas neoliberais. Eles não têm como não sustentar que o país precisa de uma outra política científica, educacional e de manter o Sistema Único de Saúde (SUS) e o ampliar. […] Nós não devemos confiar na direita e entregar para que ela acredite no que o Brasil precise, que é superar o Bolsonaro. A esquerda tem que propor isso e sermos direção”, afirmou. 

Venezuela e Cuba

Altman e Dirceu comentaram sobre a posição do PT diante dos governos da Venezuela e de Cuba. Para o ex-presidente do partido, é necessário uma “defesa sem vacilo” pois ambos os países sofrem um bloqueio econômico por parte dos Estados Unidos. De acordo com o petista, é necessário “defender, enfrentar e aceitar esse debate”, podendo “aceitar os erros”.

“Não devemos aceitar essa caracterização de haver uma ditadura na Venezuela porque migrou milhares de pessoas. Qual é o país que suporta o cerco econômico e financeiro? Um país que suporta o nível de sabotagem e de pressão?”, declarou. 

Dirceu também destacou que o bloqueio a Cuba é condenado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por diversos países, criticando a decisão do Brasil, sob o governo Bolsonaro, de votar, pela primeira vez na história, contra a suspensão do bloqueio. 

Joe Biden 

Na entrevista, o ex-ministro também falou sobre a eleição de Joe Biden nos Estados Unidos. Segundo Dirceu, o democrata, que toma posse nesta quarta-feira (20/01), pode fazer uma mudança “radical” em relação ao Brasil. “Não estou querendo dizer que os Estados Unidos vão querer contribuir para a queda do Bolsonaro, apesar de bolsonaristas e os próprios militares estarem falando isso”, disse. 

“Há muitas dúvidas, pois as nomeações que ele tem feito expressam muito o aparato tradicional do Partido Democrata. Há de se conferir, portanto, como os Estados Unidos vão se comportar nas relações internacionais. Há muito o que se discutir, inclusive o capitalismo pós-pandemia”, afirmou. 

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