Educação/Rio Grande do Sul

Comunidade escolar mobiliza-se contra a imposição do modelo cívico-militar na EEEM Santa Cruz

Na manhã desta sexta (29), educadores(as), alunos e ex-alunos da EEEM Santa Cruz, além de representantes do 18° Núcleo do CPERS e da União dos Estudantes de Santa Cruz do Sul (UESC) mobilizaram-se, em frente à escola, contra a imposição do modelo cívico-militar na instituição. O ato deve ocorrer ainda pela tarde, a partir das 18h.

A mobilização foi organizada em meio à votação que definirá o futuro da instituição de Santa Cruz do Sul, uma das escolas do estado ameaçadas pelo governo Leite (PSDB) com a implantação do programa criado pelo governo Bolsonaro.

Após pressão, os estudantes escolhem se a instituição deve ou não aderir ao modelo já que a comunidade escolar não havia sido consultada anteriormente.

Há seis meses o deputado federal Marcelo Moraes (PTB) discutia com Eduardo Leite a possibilidade de implantação do modelo cívico-militar na EEEM Santa Cruz. Mas o caso só se tornou público algumas semanas atrás.

A adesão ao programa de escolas cívico-militares demonstra que Leite e Bolsonaro seguem alinhados sem qualquer projeto para atacar os reais problemas da educação.

Cada aluno de colégio militar custa ao país três vezes mais do que quem estuda em escola pública regular. São R$ 19 mil por estudante, por ano, gastos pelo Exército nas 13 escolas existentes.

O investimento anunciado pelo governo federal – de R$ 1 milhão por escola – será destinado ao salário dos oficiais da reserva. É o Estado que precisará bancar uniformes e a qualificação dos espaços.

Caso opte por brigadianos reformados, a destinação dos recursos se inverte. Em todo caso, o projeto onera os cofres públicos em um contexto de crise financeira e sucateamento da educação.

Leite se curva ao autoritarismo e compromete a autonomia das escolas, a gestão democrática e recursos do Estado em um projeto inútil e demagogo.

O programa institui a presença de oficiais da reserva ou brigadianos reformados no interior das instituições para “resgatar princípios como disciplina, ordem e valorização dos símbolos da pátria”.

Não há problemas em formar fileiras para cantar o hino nacional. Mas o fetiche da disciplina cívica não salvará jovens das drogas ou da violência urbana. Nem elevará o nível de ensino. Lugar de militar é na caserna e de policial é na rua.

Escola é para quem tem formação para educar, não para reprimir.

Com Informações do CPERS SINDICATO

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