Brasil/economia

Para FGV, Brasil está em “estagflação” e a economia não cresce como seria “possível e necessário”

Notem o “Possível”, destacado na matéria do Valor Econômico, que reproduzo a seguir. Seria possível, como esta sendo em outros países, como a China, se tivéssemos um Presidente e uma gestão comprometidos com o Brasil.

Estagnação econômica com inflação alta são receita de uma tragédia que tende a aumentar a pobreza, a miséria e a fome no país que produz muito alimento mas sequer alimenta seu povo e agora vai perdendo uma a uma as Industrias que agregam valor as riquezas minerais e alimentares que possuímos, ou possuíamos, por que estas também começam a ser surrupiadas da Nação diante da subserviência títere do Governo Central.

Leia a matéria do Valor Econômico e tire suas próprias conclusões:

Entidade projeta recuo de 0,2% do PIB no primeiro trimestre e vê economia em desaceleração


A recuperação mais forte do varejo e dos serviços observada em janeiro e fevereiro deve amenizar o recuo previsto para a atividade no começo do ano, mas a situação econômica segue piorando no país. A avaliação é do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), que vê um quadro de estagflação no curto prazo.

Na edição deste mês do Boletim Macro, antecipada ao Valor, o Ibre/FGV revisou a projeção para o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, que deve cair 0,2% sobre o último trimestre de 2020, feitos os ajustes sazonais. A estimativa anterior era de redução de 0,5%. Os dados de março, porém, já mostram recuo expressivo no varejo e nos serviços, tendência que deve continuar em abril, destaca a entidade. “No curto prazo, temos um cenário de estagflação, com piora na atividade econômica e no mercado de trabalho, mas com uma inflação muito pressionada, rodando bem acima da meta do Banco Central”, apontam Armando Castelar, coordenador de Economia Aplicada do Ibre/FGV, e Silvia Matos, coordenadora técnica do Boletim Macro, na abertura do documento.

A situação das contas públicas e a evolução da pandemia são outras fontes de preocupação, acrescentam os pesquisadores, e ainda há muitas incertezas sobre a disponibilidade de vacinas no segundo trimestre. “Não surpreende, portanto, que os ativos brasileiros sigam tão desvalorizados, não acompanhando a recuperação que se vê nos mercados internacionais há algum tempo”, observam Castelar e Silvia.

Os dois economistas notam que, enquanto as últimas semanas confirmaram um ambiente favorável para o crescimento da economia mundial, com destaque para os países desenvolvidos e a China, o Brasil caminha em sentido contrário.

Por ora, o Ibre mantém as previsões de alta de 3,2% do PIB em 2021 e de 2,4% em 2022, mas Silvia e Castelar ressaltam que a expansão estimada para este ano será inferior ao carregamento estatístico deixado por 2020, de 3,6%. Já para o ano que vem, o crescimento esperado está em linha com a herança estatística projetada. “Ou seja, a recuperação brasileira está muito aquém do que seria possível e necessário.”

Para a coordenadora, a segunda onda prejudicou uma trajetória positiva que ainda poderia estar em curso. “Não estou dizendo que estaríamos sem fraturas e desafios à frente, mas teríamos uma visão mais otimista do que o momento atual”, afirma a economista, observando que as medidas de isolamento impuseram uma segunda rodada de deterioração à situação já fragilizada de empresas e famílias. Na seção sobre atividade do boletim, Silvia e as economistas Marina Garrido e Mayara Santiago apontam que, com o recrudescimento da pandemia, o ritmo lento de vacinação e a perda do poder de compra das famílias, devido à fraqueza do mercado de trabalho e ao choque inflacionário, a expectativa para março e abril é de piora em todos os setores.

Em uma prévia com dados coletados até 14 de abril, os indicadores de confiança do Ibre/FGV recuperaram parcialmente as perdas expressivas observadas em março, mas as sondagens sinalizam perspectivas não muito animadoras para os próximos meses, afirmam os pesquisadores Rodolpho Tobler e Viviane Seda na seção do documento sobre os índices de sentimento.

Em quesito especial aplicado no mês passado, cerca de 25% dos consumidores que moram em grandes capitais afirmaram que têm dívidas em atraso.

Nas faixas de menor renda, esse percentual atingiu 44,4% das famílias, destacam Tobler e Viviane. Para eles, esses dados sugerem que a nova rodada de auxílio emergencial pode ajudar a enfrentar a crise, mas não será suficiente para diminuir o endividamento acumulado desses consumidores.

Já do lado das empresas, apesar do sinal positivo da prévia, os economistas observam que a percepção sobre o momento presente segue bastante afetada pelas medidas restritivas à circulação. “Para voltar ao caminho de recuperação da confiança é preciso a continuidade e aceleração do programa de imunização e medidas que ajudem as empresas e os consumidores a se manterem ‘vivos’ até ser possível retornar a um processo de flexibilização e recuperação da atividade”, comentam Tobler e Viviane.

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