CoronaVírus/Vacina

Crescem alertas de 3ª onda da Covid no Brasil e no Rio Grande do Sul

COVID-19 em Porto Alegre: FIOCRUZ aponta tendência de aumento de casos e mortes nas próximas semanas na cidade. Este foi o artigo que publiquei 4 dias atrás. Segue agora um 2º artigo, que repercute a mesma Pesquisa da FioCruz que sinaliza o que pessoas comuns já começam a ver com a reabertura da economia e das escolas sem termos vacinado o suficiente, sem estarmos testando em massa e tomando outras precauções. No RS aliás, a reabertura das Escolas já esta trazendo como consequência a ampliação de casos de COVID e por isto muitos municípios voltam a fechar Escolas, que não precisariam mais estar fechadas se o Governo Federal tivesse orientado testagem em massa e compra e distribuição de vacinas. Mas, pelo contrário, há milhões de testes para COVID vencendo nos Depósitos do Governo, por que sequer foram distribuídos.

Segue na íntegra artigo Publicado na Fundação Perseu Abramo

Com vacinação lenta, chegada do inverno tornará pandemia ainda mais grave no Brasil, a não ser que o país dê um basta à sabotagem de Jair Bolsonaro e adote as medidas necessárias para salvar vidas 

Chegada do inverno será catastrófica com Bolsonaro no comando

O Brasil chegou a uma nova encruzilhada em sua luta contra a Covid-19. Ou dá um basta definitivo à sabotagem de Jair Bolsonaro ou viverá um cenário ainda mais destruidor que o observado até o momento. Nos últimos dias, crescem os alertas de que o país pode ser varrido por uma terceira onda da doença, o que poderá fazer com que, até o fim de agosto, o total de mortos pela pandemia chegue a pelo menos 750 mil, segundo projeção da Universidade de Washington, que trabalha com dados que consideram a subnotificação de casos (para a instituição de pesquisa, o país já ultrapassou a marca de 600 mil óbitos).

O alto risco de o Brasil viver a segunda onda devido à chegada do inverno vem sendo alertado por cientistas há algumas semanas. No começo do mês, o neurocientista Miguel Nicolelis, da Universidade de Duke, alertou em seu podcast semanal para o jornal El País: “Basta lembrar que foi no ano passado, no começo do inverno, que a explosão da pandemia se deu no Brasil”.

Outros cientistas têm feito o mesmo alerta. Em seu mais recente Boletim Epidemiológico, de 13 de maio, a Fiocruz ressalta que, apesar de o país apresentar agora uma ligeira redução nas taxas de mortalidade, a incidência de casos continua em um patamar alto, “o maior desde a introdução do vírus SarsCoV-2 no Brasil”.

Em entrevista ao jornal O Globo nesta terça-feira (18), o estatístico da Fiocruz Leonardo Bastos resume o conjunto de fatores que deixa o Brasil tão vulnerável a uma terceira onda: alto patamar de infecções e hospitalizações, número alto de cidadãos que não contraíram a doença (e, portanto, não produziram anticorpos contra a infecção), ritmo lento da vacina, redução no uso de máscaras e abertura acelerada nos estados que haviam intensificado medidas de distanciamento.

O ritmo da vacinação é preocupante. Também ao Globo, a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) Ethel Maciel ressalta que a terceira onda pode ser freada com a aplicação de mais vacinas em menos tempo. “Temos que vacinar 1,5 milhão de pessoas ao dia, idealmente 2 milhões. E ter cautela na flexibilização das medidas de isolamento”, diz.

O problema é que, depois de sabotar a aquisição de vacinas de todas as formas, seja recusando ofertas de venda, seja atrapalhando a entrada do país no consórcio da Organização Mundial da Saúde, o governo Bolsonaro não tem conseguido vacinar a população no ritmo minimamente necessário.

Segundo painel da Universidade de Oxford, o Brasil conseguiu aplicar o máximo 1,1 milhão de doses num só dia, em 13 de abril. Depois, a quantidade caiu gradualmente, chegando a 429 mil doses em 12 de maio. Resultado: nem 10% da população está totalmente protegido até agora com as duas doses.

É preciso agir

A saída é fazer, mesmo que tardiamente, o que ainda é possível fazer. Continuar a vacinação e adotar o isolamento social de forma coordenada, em todo o país. Como ressaltou Nicolelis, no começo do mês: “Os dados do Reino Unido, por exemplo, mostram que a combinação de um lockdown nacional, rigoroso, com ajuda financeira para a população, aliado a uma campanha de vacinação agressiva, funciona”.

Porém, mesmo sendo, mais uma vez, alertado sobre o grande risco de gerar uma catástrofe em cima de outra já instalada, Jair Bolsonaro segue em sua estratégia de estimular que o vírus se espalhe. Além de promover aglomerações no fim de semana passado, chamou de “idiotas” as pessoas que se protegem ficando em casa.

Se permitir que o atual presidente continue a agir assim, o Brasil, nesta nova encruzilhada, escolherá o caminho de ainda mais mortes, ainda mais famílias destruídas, ainda mais sangue nas mãos de um governo que preferiu se dobrar “à saúde do mercado” do que proteger a vida de seus compatriotas.

Da Redação

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