Redes Sociais

Repúdio a Bolsonaro e apoio ao #19J têm adesão de 80% dos internautas. Mas será que basta??

Há uma mudança de qualidade nas redes sociais no Brasil: a esquerda furou sua bolha e hoje o repúdio ao genocídio e o apoio às manifestações contra Bolsonaro já tem adesão de 80% dos internautas“, é a constatação do Brasil 247 diante dos números da Pesquisa que publica e que reproduzo a seguir.

Mas como respondi a uma postagem no Twitter:

O Bolsonarismo segue uníssono, embora recuado, mostra a pesquisa. O Lado de cá no entanto, embora uníssono numa data, não é uníssono nos temas que defendem e que já serviram de divisão na hora das candidaturas que dividem votos e até de “fuga para paris” para evitar o uníssono na data certa

No pequeno artigo do 247, apenas destaquei umas frases do pesquisador que julgo importantes para que meus leitores também refletirem, olhando também para o cenário das Redes montado pelo mesmo pesquisador e sempre chamando a atenção para o tema da “narrativa” não expressar necessariamente o fato dado, como foi por exemplo o caso do famoso “#EleNão, que foi uma coisa de fato mas cuja narrativa, feita pela direita em seus grupos, venceu de longe as muitas narrativas indenitárias ali contidas.

Segue o pequeno mas esclarecedor artigo do 247:

O pesquisador Pedro Barciela, especialista em análise de redes e monitoramento voltado para temas político-eleitorais, constatou que o repúdio ao genocídio promovido pelo governo Bolsonaro na pandemia e o apoio ao 19J furou a bolha da esquerda e tem adesão de 80% dos internautas. Ele indica que o antibolsonarismo “cumpre um papel muito próximo ao que um dia foi o antipetismo: ele fomenta a criação de alianças contranaturais e intensivas entre setores que antes eram marcados estritamente por alianças sociopolíticas”.

Veja o cenário das redes montado por Barciela e a seguir sua análise: 

mapa

A avaliação de Barciela:

A revolta causada pela marca de 500 mil mortos enterrou a narrativa de que se tratam de manifestações “apenas partidárias”. As manifestações contra Bolsonaro e seu governo foram ampla maioria, com mais de 80% dos usuários se manifestando contra o genocídio em curso no Brasil.

É interessante observar como o antibolsonarismo hoje cumpre um papel muito próximo ao que um dia foi o antipetismo: ele fomenta a criação de alianças contranaturais e intensivas entre setores que antes eram marcados estritamente por alianças sociopolíticas. (Destacado pelo Luiz Müller Blog)

A ideia de “contranaturais” se aplica a união de atores não politicamente conectados ao redor de temáticas específicas que, por si só, não produzem filiação. (Destacado pelo Luiz Müller Blog)

O campo antibolsonarista representou mais de 80% dos usuários divididos em uma série de agrupamentos. O bolsonarismo, por sua vez, segue isolado em um único cluster, formado pelo núcleo do bolsonarismo. No mais, reforço o fato de que a triste marca de 500 mil mortes jogou uma pá de cal na narrativa de que “eram apenas movimentos partidários”, fazendo com que atores que até então não haviam se posicionado voltassem sua atenção para o genocídio em curso no Brasil.

Via Brasil 247

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