
Em março de 2024, este blog publicou um alerta cirúrgico de Arilson Wünsch, presidente do Sindiágua/RS, sob o título “Caso Corsan: Doação de Eduardo Leite e omissão dos órgãos de fiscalização“. (Clique no link e leia)
Wünsch expôs as entranhas de um leilão de participante único, eivado de suspeitas, onde um patrimônio de bilhões foi repassado por valores severamente subestimados.
O aviso era claro: o contrato nasceu precário, sob o silêncio complacente do Tribunal de Contas (TCE/RS) e a inação inicial do aparato fiscalizatório.
O prejuízo previamente anunciado, infelizmente, se consumou e agora castiga a população de ponta a ponta do estado.
A Face Cruel do Monopólio Privado: O Alerta do MPRS
A confirmação definitiva do desastre veio através de uma contundente ação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
Longe de entregar a modernização e a eficiência prometidas pela massiva propaganda oficial do governo do Estado, a Aegea/Corsan implementou uma rotina de abusos tarifários que penaliza os pequenos municípios e a população mais pobre.
Conforme aponta a matéria do MPRS:
Cobrar taxa de esgoto de quem sequer tem rede disponível não é erro técnico; é confisco ilegal.
Emitir faturas exorbitantes baseadas em médias fictícias que obrigam pais de família a escolher entre colocar comida na mesa ou pagar a conta de água é o retrato mais bem acabado da desumanização dos serviços essenciais quando submetidos estritamente à lógica do dividendo privado.
Fim do Subsídio Cruzado: “Cada Município Que Se Arranje”
O aspecto estrutural mais perverso dessa nova era pós-privatização reside na destruição deliberada da solidariedade regional.
Sob a vigência da Corsan pública, vigorava o princípio do subsídio cruzado e da cooperação mútua. O governo gaúcho e a estatal atuavam de forma coletiva: o superávit gerado nos grandes centros urbanos financiava a operação e a expansão do saneamento nos pequenos e médios municípios.
Havia uma rede integrada de proteção técnica e financeira.
Com a privatização, o Estado lavou as mãos. O lema implícito passou a ser “cada município que se arranje”.
Cidades de pequeno e médio porte viraram um “pesadelo contábil” para a Aegea, uma vez que não oferecem as margens de lucro astronômicas exigidas pelo mercado de capitais.
No entanto, o abandono não escolhe tamanho: mesmo em grandes e pujantes polos regionais, como Santa Maria, o poder público e a comunidade se deparam com a mesma intransigência corporativa, desabastecimentos crônicos e tarifas injustificáveis.
Sem o colchão de segurança de uma estatal solidária, o poder local se vê completamente isolado perante uma gigante transnacional do saneamento.
A Reação Municipal: O Exemplo de São Lourenço do Sul
Frente a esse cenário de terra arrasada, algumas administrações municipais começaram a compreender que a passividade custará caro.
Diferente de uma rescisão amigável, a declaração de caducidade ocorre quando o Poder Público extingue unilateralmente o contrato antes do prazo final porque a concessionária faliu no cumprimento de suas obrigações básicas.
Cansado das torneiras secas e do descumprimento sistemático de metas, o município resolveu tomar as rédeas do seu próprio destino para evitar a deterioração completa da saúde pública local.
Trata-se de um exemplo pedagógico de soberania que serve de norte para centenas de outras prefeituras gaúchas que vivem o mesmo calvário.
A Luta na Assembleia e a Pauta da Reestatização
A insatisfação popular e a revolta dos prefeitos romperam os muros da Assembleia Legislativa.
Com a aprovação de oitivas compulsórias da diretoria da empresa, das agências reguladoras e do próprio Governo do Estado, a blindagem política da privatização começou a ruir.
Mais do que apontar falhas operacionais cotidianas, a liderança de Stela Farias na comissão cumpre um papel histórico indispensável: recolocar o debate da reestatização da água no centro da pauta política gaúcha.
O clamor que ecoa das ruas e dos gabinetes municipais repete o que o mundo inteiro já descobriu — de Paris a Berlim: serviços essenciais privatizados fracassam, e a retomada pelo controle público é o único caminho viável para assegurar a dignidade humana.
A Ganância do Mercado Financeiro nas Bolsas de Valores não combina com Bem Estar Social
A ganância da Aegea encontrou o limite da sobrevivência do nosso povo.
O #Euavisei que bradei exaustivamente neste blog não carrega vaidade, mas sim o lamento de quem viu a entrega do patrimônio do povo gaúcho antecipando a miséria hídrica de comunidades inteiras.
A resistência, porém, começou — nas ações civis do MPRS, na coragem administrativa de São Lourenço do Sul, nas audiências coordenadas por Stela Farias e na mobilização incansável de sindicatos como o Sindiágua.
Saneamento é vida, soberania e saúde pública.
A água do Rio Grande do Sul precisa voltar a pertencer aos gaúchos.
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Em Minas Gerais estamos na mesma toada…
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Triste e desgraçadamente, o povo gaúcho vai sentindo na pele a desgraça patrocinada por esse bolsonarista “cheiroso” Eduardo Leite, pelo seu vice e pré-candidato Gabriel de Souza e pela maioria dos deputados estaduais do nosso estado. Digo desgraçadamente, porque esse calvário está apenas no início. Super-pedágios, super-tarifas nos perseguirão por muitos anos e isso precisa ser posto na conta dessa canalha.
Parabéns ao blog e a todos os que lutam contra esses mal-feitos do Leite e seus asseclas.
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Sim. o Bicho é feio. Mas não é invencível. Vamos eleger a Julina Brizola
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📢 O DINHEIRO É SEU, O VOTO É SEU: NÃO ENTREGUE O NOSSO PAÍS!
Você já parou para pensar de onde vem o dinheiro que constrói os hospitais, as redes de água e a energia elétrica? Vem do seu bolso! Cada vez que você compra um quilo de arroz ou paga uma conta, você paga impostos. Esse dinheiro é público, ou seja, ele é seu e de toda a sociedade. Nenhuma grande empresa colocou um único centavo para criar essas estruturas do zero.
Mas o que acontece depois? Políticos financiados por grupos poderosos escondem suas reais intenções nas eleições. Depois de eleitos, eles entregam o que o povo construiu. Não é “privatização”, é doação. Empresas como a Corsan/Aegea e a CEEE-Equatorial são entregues por valores que não pagam o verdadeiro suor do povo, tudo para gerar lucro para poucos, enquanto o serviço piora e a conta sobe. Eles só lembram de você na hora de pedir o voto. Basta de enriquecimento ilícito com o dinheiro do povo!🇸🇪 O Exemplo que Vem da Suécia
No livro “Por um País Sem Excelências e Mordomias”, da jornalista Cláudia Wallin, descobrimos que na Suécia os políticos não têm mordomias. Eles andam de ônibus, moram em apartamentos pequenos e não levam pensões milionárias para o resto da vida. Lá, a política é um serviço comunitário, não uma profissão para enriquecer.🇧🇷 O Exemplo que Já Tivemos no Brasil
Nós já provamos que o povo sabe governar. Há anos, a experiência do Orçamento Participativo (que começou forte no Sul do país) mostrou que as pessoas mais humildes podem e devem decidir onde o dinheiro dos impostos será aplicado. O dono do dinheiro público é o povo!🗳️ Outubro de 2026: Vote no Projeto, Não na Pessoa!
A nossa Constituição de 1988 e as leis eleitorais dizem que o poder emana do povo. Portanto, fiscalizar e cuidar do dinheiro público é um dever de cada um de nós.
Nas eleições de outubro de 2026, para Presidente, Governador, Senadores e Deputados (Federais e Estaduais), faça diferente: não vote na simpatia da pessoa, vote no PROJETO DE GOVERNO.
E mais importante: o time precisa estar alinhado.
Se o candidato não defende o serviço público e essencial para a vida, ele não defende você. Vamos juntos proteger o que é nosso!
Compartilhe esta mensagem! Consciência e união mudam o Brasil. 🇧🇷
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Baita comentário. É um artigo. Vou publicar e colocar teus creditos como autor. VALEU
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