Depois de quase entregue aos EUA por Bolsonaro em 2020, A Embraer, encerrou o segundo trimestre de 2026 com um marco histórico: a entrega de 65 aeronaves, o que representa o seu melhor desempenho nos últimos 16 anos. Segundo os dados divulgados, houve uma impressionante alta de 48% na comparação com o trimestre anterior. Na aviação comercial, o avanço foi de 100% no trimestre, impulsionado pela eficiência e solidez da companhia no mercado.
Mas esse cenário de sucesso, pujança e geração de riquezas quase virou pó. É impossível não recordar que, sob o governo Bolsonaro, assistimos a uma tentativa agressiva de entregar o controle total da divisão comercial da Embraer para a norte-americana Boeing. Aquele negócio era, na prática, um ato de entreguismo de um dos nossos maiores trunfos tecnológicos. Pior ainda: a Boeing já havia sinalizado aos mercados que poderia reduzir a produção no Brasil. Isso significaria não apenas o esvaziamento da capacidade produtiva nacional, mas a perda dramática de cérebros e a demissão em massa de trabalhadores altamente qualificados.
Felizmente, o negócio não prosperou e a Embraer seguiu sendo brasileira, despontando novamente como referência da aviação mundial. É importante frisar que, embora seja uma empresa de direito privado, o Estado brasileiro ainda detém uma participação significativa e decisiva por meio da chamada “Golden Share” (ação de classe especial). É esse mecanismo que garante ao nosso governo o poder de veto em decisões estratégicas, impedindo que a companhia perca seu vínculo vital com os interesses da nação.
Hoje, presenciamos uma outra visão de projeto de país. Com o presidente Lula atuando como um verdadeiro embaixador da indústria nacional, rodando o mundo para resgatar a nossa credibilidade diplomática e econômica, as portas se abriram para contratos bilionários e históricos ao longo dos últimos quatro anos (2023-2026). A atuação de governança e diplomacia comercial ajudou a consolidar uma carteira de pedidos firmes que já ultrapassa a marca de R$ 100 bilhões contratados.
Entre os principais destaques de venda da empresa para o exterior e para o mercado interno neste período, figuram modelos consagrados que atestam a diversidade e a liderança tecnológica da Embraer:
Jatos Comerciais E175: Teve como grande marco o mega contrato de financiamento via BNDES no valor de R$ 4,5 bilhões para exportar 32 jatos comerciais para a norte-americana American Airlines (EUA), parte de uma encomenda ainda maior da companhia aérea.
Jatos de Nova Geração E195-E2: O maior e mais moderno jato comercial da Embraer consolidou sua presença global. Recentemente, em março de 2026, a LATAM Brasil anunciou uma parceria fantástica com a aquisição de 24 novas aeronaves desse modelo, impulsionando a aviação regional brasileira, gerando empregos de alta renda e melhorando a conectividade nacional.
Aviação Executiva (Família Phenom e Praetor): O jato executivo Phenom 300E se destacou como o grande campeão de entregas no trimestre, atendendo a uma demanda sólida em mercados exigentes como a Europa e a América do Norte.
Defesa e Segurança (C-390 Millennium): A aeronave de transporte militar tático multimissão da Embraer virou um sucesso de vendas internacionais na Europa e na Ásia durante o atual governo, colecionando contratos de exportação firmados com as forças aéreas de países como Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, República Tcheca e Coreia do Sul.
Quando a Embraer exporta, não estamos vendendo commodities brutas; estamos vendendo conhecimento e altíssima tecnologia. São essas indústrias de ponta que sustentam empregos extremamente qualificados e bem pagos aqui dentro, retendo nossos engenheiros e técnicos, além de atrair um volume substancial de divisas internacionais que fortalecem a nossa economia real.
A retomada da Embraer é a prova viva de que o Brasil não nasceu para ser apenas quintal tecnológico de outras potências. Proteger, financiar e estimular nosso parque industrial é, acima de tudo, garantir o nosso futuro.
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