
A pesquisa mostra claramente que Juliana Brizola ganha força conforme vai sendo mais conhecida. Já enquanto Zucco vê a rejeição aumentar na mesma proporção em que se torna mais conhecido.
Uma pesquisa eleitoral é composta de múltiplas dimensões, mas o fator Rejeição é um dos componentes mais determinantes para medir a viabilidade e o teto de crescimento de qualquer candidatura.
Observando os dados da pesquisa Genial/Quaest (Julho/2026 em comparação com Abril/2026), é possível extrair diagnóstico sobre a relação entre a notoriedade das lideranças políticas do estado e a reação do eleitorado.
Entre a pesquisa de Abril/2026 e a de Julho/2026, observa-se uma tendência clara: diminuiu o número de eleitores que desconhecem os candidatos. À medida que o debate político esquenta e a cobertura pré-eleitoral se intensifica, o eleitor passa a tomar mais contato com os nomes em disputa.
No entanto, o dado mais interessante não é apenas o aumento da notoriedade, mas como essa notoriedade se transforma em intenção de voto ou em rejeição.
2. Dados Comparativos (Abril vs. Julho 2026)
| Candidato(a) | Conhece e Votaria (Abril → Julho) | Não Conhece (Abril → Julho) | Conhece e Não Votaria – Rejeição (Abril → Julho) |
| Juliana Brizola (PDT) | 28% → 33% (+5) | 37% → 34% (-3) | 35% → 33% (-2) |
| Luciano Zucco (PL) | 23% → 25% (+2) | 60% → 55% (-5) | 17% → 20% (+3) |
| Gabriel Souza (MDB) | 11% → 12% (+1) | 77% → 73% (-4) | 12% → 15% (+3) |
| Marcelo Maranata (PSDB) | 4% → 4% (=) | 87% → 86% (-1) | 9% → 10% (+1) |
| Rejane Oliveira (PSTU) | 2% → 2% (=) | 91% → 89% (-2) | 7% → 9% (+2) |
| Cesar Pontes (PCO) | — → 4% | — → 86% | — → 10% |
| Priscila Voigt (UP) | — → 2% | — → 94% | — → 4% |
3. Juliana Brizola (PDT): Mais Conhecimento, Menos Rejeição
O comportamento dos dados em relação a Juliana Brizola revela uma dinâmica de conversão altamente positiva:
- O seu índice de desconhecimento caiu de 37% para 34% (-3 pp).
- O segmento “Conhece e votaria” cresceu significativamente de 28% para 33% (+5 pp).
- A sua rejeição (“Conhece e não votaria”) diminuiu de 35% para 33% (-2 pp).
Análise: Isso indica que, ao conhecerem melhor a candidata, a tendência do eleitorado é de simpatizar e declarar voto nela, reduzindo inclusive a resistência ao seu nome. A familiaridade com Juliana Brizola tem sido um ativo para expansão de sua base.
4. Luciano Zucco (PL): O Aumento da Rejeição com a Maior Notoriedade
Com Luciano Zucco, observa-se o fenômeno inverso:
O número de eleitores que “Não conhece” o candidato teve uma redução expressiva de 60% para 55% (-5 pp).
No entanto, a migração desses eleitores deu-se prioritariamente para a rejeição: o segmento “Conhece e não votaria” subiu de 17% para 20% (+3 pp).
O potencial de voto (“Conhece e votaria”) teve um avanço discreto, indo de 23% para 25% (+2 pp).
Conforme Zucco vai ficando mais conhecido pelo grande público, sua rejeição cresce em ritmo superior ao do seu potencial eleitoral. Isso mostra que o aumento da exposição do candidato tem gerado mais resistência ou polarização do que atração de novos eleitores.
Gabriel Souza (MDB) apresentou movimento similar ao de Zucco: diminuiu seu desconhecimento (de 77% para 73%), com leve ganho de potencial de voto (11% para 12%), mas subida idêntica na rejeição (12% para 15%).
Ser conhecido é apenas o primeiro passo na corrida eleitoral; o tipo de sentimento gerado ao se tornar conhecido é o que define a eleição.
A pesquisa mostra claramente que Juliana Brizola ganha força conforme vai sendo mais conhecida. Já enquanto Zucco vê a rejeição aumentar na mesma proporção em que se torna mais conhecido.
Fotos: Divulgação/Juliana Brizola e Marina Ramos/Câmara dos Deputados