A sessão de ontem foi muito importante. O ministro André Mendonça foi confrontado, depois de semanas agindo sozinho e controlando a narrativa sobre o escândalo do Banco Master, evidenciando a fragilidade, a ilegalidade e a parcialidade da sua condução.
Do Amigo Gerson Almeida no facebook
Sem nada de concreto em mãos e contra as investigações da PF, alimentou inúmeros factoides, em estreito conluio com conhecida jornalista. Agiu criminosamente para transformar o Lulinha em suspeito número 1; enquanto aquele que extorquiu R$ 70 milhões de Vorcaro e declarou fidelidade para qualquer hora, era blindado a sete chaves.
Mendonça escolheu até as datas para melhor influenciar a opinião pública. Vazou informações contra Moraes; ato contínuo, Michelle diz que ele é “ungido por Deus”. Depois da reação aos vazamentos, faz um vídeo agradecendo aos fiéis e dizendo não ter “medo da morte”, na véspera do 7 de setembro, em que camisas em seu apoio já tinham sido distribuídas. Tudo bem coreografado para tirar o debate do mundo das leis e da Constituição e colocá-lo no terreno da “guerra santa”, no qual os versículos e salmos ocupam o lugar dos artigos e incisos constitucionais.
Deu errado. No embate de ontem, os ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, além do próprio Alexandre de Moraes, deixaram o “rei nu”.
E o que apareceu foi a clara tentativa de repetir o 8 de janeiro e, novamente, tentar paralisar os poderes da república; agora, não por meio da depredação e vandalização, mas corroendo por dentro o devido processo legal. Além de tirar a venda da justiça, que assegura a sua imparcialidade, Mendonça usou lupa para pegar (ou até mesmo inventar) coisas que poderiam beneficiar a ultradireita e evitar a investigação daquilo que realmente importa.
Mendonça agiu para transformar nariz de porco em tomada, perseguindo o filho de Lula, sobre o qual nada há; enquanto escondia as menções aos filhos de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.
Agiu, sobretudo, para proteger, com unhas e dentes, aquele que foi pego com a boca na botija, o filho do Bolsonaro pai, o Flávio.
Realmente, as patifarias de Mendonça são de “corar padre de pedra”, como disse Gilmar Mendes.
Mas, na sessão de ontem, finalmente houve o embate necessário para evitar que essa nova tentativa de golpe tenha sucesso e as investigações sejam feitas até o fim e os verdadeiros culpados paguem o preço.
Mendonça e os bolsonaristas querem parar a PF e paralisar o STF para que os crimes cometidos não sejam realmenteinvestigados e a verdade venha à tona.
É como disse Lula: no governo do Bolsonaro, Vorcaro virou banqueiro; no meu, prisioneiro.
Descubra mais sobre Luíz Müller Blog
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

CurtirCurtir