
Por Lucio Uberdan*
Se, no primeiro turno, as métricas dos perfis oficiais de Lula e Flávio eram muito similares, inclusive nos últimos 10 dias, período em que os dois ampliaram muito os seus resultados, com ambos apresentando forte crescimento, o segundo turno é radicalmente diferente.
No segundo turno, Lula assume com folga a liderança nas métricas do Instagram. O presidente tem um saldo superior a 300 mil seguidores na comparação com Flávio no período, e o engajamento é mais de três vezes o de Flávio. O resultado é impactante.
O ajuste na linha de campanha de redes sociais é visível tanto para um usuário da rede quanto para quem analisa as métricas. Esse sucesso vem, basicamente, de duas frentes: a prioridade por uma campanha online de agitação e a prioridade pela produção de conteúdo espontâneo.
Se, no primeiro turno, se priorizou uma campanha informativa, com muito foco no design e aquela cara de campanha de publicidade para comercial de TV, no segundo se prioriza uma campanha de agitação, muito focada no conteúdo espontâneo, com “cara de rede”. A segunda opção, claro, entrega mais performance.
A combinação de vídeo selfie tremido (ex.: Lula com a caixa de som no ombro) com a agitação de rede feita por influenciadores, com destaque para o grupo e as ações desencadeadas por Janones, joga a rede de Lula nas alturas e deixa a rede de Flávio comendo poeira.
*úcio Uberdan é um consultor de marketing político e digital, pesquisador de desinformação e diretor da Bateia – Mineração de Dados.
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