Porto Alegre

MEU RECADO DE SEGURANÇA (Por Adeli Sell)

rua-da-praia

Por Adeli Sell*

Diz o ditado que o “seguro morreu de velho”. Eu diria que nesta modernidade líquida pouco se poderia falar de segurança. Mas como a segurança é uma busca incessante do Homem, não devemos nos omitir.

A cultura da insegurança nos faz vacilar diante das possibilidades de ousar em nossos empreendimentos, em especial na área da gastronomia. As pessoas, antes de qualquer coisa, vão continuar se alimentando, podendo mudar de hábitos e o volume de gastos em alimentação fora do lar, mas a comida sendo essencial vai ser vendida e comprada.

Assim, usem um periscópio para saber que rumo tomar neste mar revolto. Vão descobrir que atende por OUSADIA.

Pisando na rua, as pessoas ficam tensas e amedrontadas pela INSEGURANÇA.

O primeiro passo da segurança é a calçada arrumada e sem buracos. Depois os pontos de luz. Vem em seguida a faixa de segurança. Nada de lixo jogado, nem camelô mercadejando na calçada e onde passa o cadeirante. São coisas que temos que exigir soluções da Prefeitura.

Depois, só então vem a força pública, o soldado da Brigada. Sem o devido efetivo, sem armamento, sem condições, a Brigada vive de enxugar gelo, mas mesmo sendo trágico deve continuar a se postar onde for possível com as forças que tiver.

Em alguns movimentos que ajudamos a construir pela cidade afora, a maior parte tem tido resultados, quando as entidades sejam do comércio e serviços, sejam comunitárias, sejam as pessoas tomaram parte deles. Não seria função nossa doar nada para as forças da ordem, mas temos que fazer. Mas mais do que isso, temos que informar e denunciar, seja pelo 190, pelos grupos de whats, seja com outros meios. Fazer Boletins, perder um pouco de tempo, mas agir sempre. E sempre coletivamente. Bandido e insegurança não se enfrentam com o jeito deles, sós ou de forma violenta.

É hora de a gente pedir iluminação, as coisas públicas arrumadas e cuidadas, mas tomar as praças, as ruas, os parques. Fazer eventos, inclusive com venda de comidas neles. O tema da bebida já está em estudo.

Ademais, temos que derrotar esta ideia tacanha de horário de funcionamento de estabelecimentos. Não é horário que muda. Ou dá segurança. O papo sobre Diadema já mostrei vastamente que é uma farsa. Não foi horário que ajudou a mudar a situação deles. Foi a ação dos agentes públicos e das pessoas.

Queremos que nossos estabelecimentos legais funcionem sem restrições, que se combata sim as falcatruagens que existem e não se pode esconder. Mas o bom não pode pagar pelo ruim.

Meu recado de segurança é antes de tudo ATITUDE, OUSADIA, TOMADA DE POSIÇÃO.

Vamos nos mexer. Parados seremos atropelados.

Viva a vida em sociedade.

Chega de clausura.

Adeli Sell é escritor e vereador em Porto Alegre.

No Site da ABRASEL

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