Greve

Um semana decisiva para a luta contra o golpe e contra prisão de Lula

A semana que se inicia nessa segunda-feira, dia 24, é talvez a mais importante desde que o movimento contra o golpe realizou suas primeira manifestações ainda em 2015. Isso porque, após a queda de Dilma Rousseff, o País passa por um momento particular do ponto de vista da luta e da polarização política. É desse ponto de vista que devem ser compreendidas as mobilizações que seguem: a greve geral do dia 28, o ato de 1º de maio e a ocupação de Curitiba do dia 3.

Com o desenvolvimento do golpe, que tornou cada vez mais claras intenções dos golpistas que promovem uma série de medidas impopulares, a situação política evolui para uma radicalização e uma ofensiva por parte da esquerda. Enquanto os coxinhas, intimidados pela total impopularidade dos golpistas, praticamente saíram das ruas, a esquerda não só desenvolve cada vez mais sua mobilização como aumenta a politização do movimento. Essa politização e radicalização podem ser facilmente medidos pela gigantesca adesão à proposta de ocupar Curitiba contar a prisão de Lula. Ou seja, uma mobilização muito política e frontalmente contra o Judiciário e o aparelho repressivo dos golpistas.

Mas é preciso ter claro que a direita, embora esteja relativamente desmobilizada, procura usar com ainda mais violência suas instituições para estrangular a reação da esquerda que apenas aumentou. Por isso o aumento enorme da campanha contra Lula, a enormidade de direitos democráticos básicos que estão sendo destruídos pelo Judiciário e muitos outros sintomas importantes, como a ameaça de prisão do presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, simplesmente por ter convocado os militantes a organizarem o ato em Curitiba.

Os atos que se iniciam essa semana com a greve geral do dia 28 serão decisivos porque podem marcar uma virada na situação política. Uma enorme mobilização nos três atos poderá obrigar os golpistas a recuarem, pelo menos momentaneamente. Por outro lado, um ataque como, por exemplo, a prisão de Lula sem uma reação à altura poderá desencadear um aumento da ação repressiva do Judiciário e uma ofensiva maior dos golpistas contra o povo.

Por conta disso todos os militantes contra o golpe devem se concentrar na mobilização. Essa semana deve ser entendida como decisiva para os rumos do País. É preciso jogar todas as forças para transformar cada um desses atos em grandes atos contra o golpe, mobilizando nos bairros, fábricas e escolas. No meio disso tudo, o Partido da Causa Operária, que já é considerado a vanguarda do movimento contra o golpe, realizará sua 27ª Conferência Nacional, nos dias 29 e 30 de abril, que também servirá para organizar o partido para essa nova etapa política que se aproxima.

Parar o País no dia 28! Realizar um 1º de Maio contra o golpe! Ocupar Curitiba no dia 3 de maio com a palavra de ordem “não vai prender!”.

Do Diário da Causa Operária

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