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Saiba por que acabar com a lava jato arrebentaria a velha mídia golpista

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A velha mídia golpista atrelou o destino dela à força-tarefa lava jato.

A fórmula mídia-judiciário surgiu em 2005, ainda no mensalão, quando as empresas de comunicação notaram que um simples despacho virava num passe de mágica uma pauta. As decisões interlocutórias, então, meu Deus!, eram como se fossem orgasmos nas redações. E o melhor disso tudo: a custo perto de zero!

A fórmula mídia-judiciário ganhou o parlamento como o mais novo “elemento” durante o impeachment, em 2016, que, depois de ser usado no golpe de Estado, agora vê-se saturado com a retirada de direitos do povo brasileiro para dar para os bancos.

Faço esse introito porque o Estadão reverbera neste domingo (23) a opinião do vice-presidente da Câmara Fábio Ramalho (PMDB-MG) defendendo um “prazo de validade” para a lava jato.

“O Brasil não vai aguentar isso para o resto da vida. Ela (lava jato) não pode ser indeterminada. Ela já fez o seu trabalho”, diz o parlamentar mineiro que é o substituto imediato de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O vice-presidente da Câmara está coberto de razão. Se passaram doze anos de caça a “mensaleiros” e “lavajateiros” sem que muita coisa tenha melhorado na vida das pessoas. Pelo contrário. Houve uma degradação política e econômica da sociedade cuja faceta mais cruel foi a geração de 12 milhões de desempregados.

O que se depreende é que o combate à corrupção é um fetiche, engodo, picaretagem mesmo de parte da velha mídia, partidarismo do judiciário e malandragem do parlamento.

O que traz felicidade e conforto para os brasileiros é o desenvolvimento, o emprego, a prosperidade de toda a nação. O resto é papo furado, conversa para boi dormir, distração para que banqueiros e rentistas levem bilhões de reais de serviços públicos essenciais tais como saúde e educação.

Como eles levam o nosso dinheirinho “dentro da legalidade”? Ora, aprovando leis como a PEC 55, restringindo investimentos nas áreas sociais pelos próximos 20 anos; introduzindo a condição de trabalhador semiescravo com a reforma trabalhista; e aumentando impostos da gasolina, por exemplo, com o intuito de garantir o superávit primário para o pagamento de juros de R$ 700 bilhões à banca e aos rentistas.

É nisso tudo que a velha mídia golpista “ancorou” sua pauta/razão de existir.

Uma sentença de um juiz é o “Ponto G” para os barões da mídia, que distraem os mais incautos para saquear a dignidade dos brasileiros. Até quando? Só Deus sabe…

Portanto, o fim da lava jato e seu modelo midiático de denúncia, linchamento e julgamento antecipado pelas próprias corporações privadas de comunicação, prisões preventivas ad eternum, delações premiadas, extinção do habeas corpus, etc., também representaria o abreviamento da existência do próprio modelo de sobrevivência econômica da velha mídia golpista. Eis o impasse.

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