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Afiliada da Globo desrespeita acordo e causa prejuízo ao Sindicato dos Jornalistas do RS

Já são R$ 160 mil referentes a taxa negocial, obrigação legal da empresa, que não são repassados para a entidade representativa. Para uma empresa como a RBS, citada por delatores nas maracutaias da operação Zelotes, por corrupção com o objetivo de reduzir multa de R$ 15 milhões junto ao CARF, este valor é uma mixaria. Mas a RBS, capacho gaudério dos Irmãos Marinho, o negócio é quebrar a Entidade de Classe representativa dos Jornalistas. Mas pelo desabafo do Jornalista André Pereira em seu Facebook, este ataque contra o Sindicato e contra a própria legislação vigente, tem o respaldo de vários jornalistas, completamente aderidos ao individualismo que destrói a consciência coletiva da Classe e favorece os ataques tanto dos patrões como do golpista governo Temer, apoiado pela grande mídia com o apoio militante de vários jornalistas sem caráter e muito menos ainda consciência Coletiva. A RBS caminha para ter todos os seus “funcionários” transformados em Pessoas Jurídicas e quem não o for, é provável que seja contratado através do instrumento do “trabalho intermitente”, uma nomenclatura nova para o conhecido trabalho análogo ao de escravo. Triste destino para jornalistas que dão mais valor por aparecer com crachá da RBS do que com a verdadeira narrativa dos fatos, com a qual deveriam estar comprometidos.

O desabafo do André Simas Pereira no Facebook 

RBS NÃO HONRA ASSINATURA NA CONVENÇÃO CELEBRADA COM JORNALISTAS

ESTA postura destrutiva do conglomerado de negócios soma-se à devastação que a lei produzida pela reforma trabalhista penalizará os profissionais e seus sindicatos.

Entretanto, também muitos colegas são responsáveis pela fragilização da entidade que nos representa no embate com os patrões e, como se vê, até mesmo na sobrevida de um ano da Fundação Piratini ou na defesa de jornalista atacado pela violência policial do estado.

Jornalistas, egocêntricos e mal informados sobre suas próprias questões profissionais, vão penar por não defender a ação coletiva que só o sindicato promove, para desfrute de todos, associados e não sindicalizados.

O sindicato vai sofrer também com o punhal da alienação dos colegas que ajudam Temer e a RBS a cravá-lo fundo no peito do trabalhador, mas não vai sucumbir porque nós não desistiremos jamais.

Segue matéria do Site do SINDIJOR:

SINDJORS perde R$ 160 mil com falta de repasse de taxa negocial pelo Grupo RBS

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SINDJORS), Milton Simas Junior, destacou na manhã desta terça-feira, 6 de novembro, que a situação econômica e administrativa da entidade requer atenção e participação de todos. Em entrevista coletiva na sede da entidade, o dirigente esclareceu que o Sindicato foi atacado pelo Grupo RBS no momento em este deixou de cumprir uma cláusula do acordo coletivo em vigor  até maio de 2018. Desde o mês de abril deste ano, com a interrupção do repasse da taxa negocial, mais de R$ 160 mil deixaram de entrar na contabilidade da entidade. “O momento não é de buscar culpados, mas não vamos aceitar que a atual gestão seja responsabilizada por uma ação da RBS, que sequer abre o diálogo”, enfatizou Simas.
Para o dirigente, diante deste cenário e sem os recursos administrados pelo SINDJORS até o início do ano, foi necessário promover uma adequação radical. A entidade ficou sem a contribuição sindical – extinta com a reforma trabalhista – e tinha uma estrutura formada por oito funcionários, assessorias jurídica, econômica e contábil, além de duas sedes (Porto Alegre e Pelotas), serviços e custeio. “A perspectiva é sobrevivermos, a partir de 2018, com uma receita mensal entre R$ 10 mil a R$ 12 mil, provenientes exclusivamente da contribuição de associados. Atualmente, cerca de 550 associados estão em dia e pagam uma mensalidade individual de R$ 28,00 ao SINDJORS”, informou. Por enquanto, a taxa negocial está sendo repassada por outras empresas jornalísticas, o que resulta num montante de cerca de R$ 25 mil a cada dois meses.
O Sindicato está tomando medidas para equilibrar as finanças. A entidade foi obrigada a demitir dois funcionários, que receberão o valor de suas rescisões ainda esta semana. Antes, já tinha desligado a secretária de Passo Fundo e Vale dos Sinos. A venda do imóvel de Pelotas já foi tema de reuniões e intensos debates entre a diretoria e a categoria. A alternativa mais viável é negociação, pois a opção de empréstimos bancários é descartada, em função das taxas de mercado. Simas esclareceu que as despesas com Pelotas (funcionária, encargos, condomínio, energia e telefones) chegam a R$ 2,8 mil mensais, enquanto a receita com mensalidades não alcança R$ 700,00. Muitos profissionais da região fizeram oposição à taxa negocial. “No momento, a sede de Porto Alegre não é alvo de venda, mas nada pode ser descartado se não tivermos a contribuição e outras alternativas que a sustentem”, frisou o presidente.

 

O Sindicato foi alvo de uma ação do Ministério Público, que abriu o direito de o associado fazer oposição à taxa negocial. Em janeiro de 2017, logo após o fechamento do acordo coletivo de 2016, firmado por dois anos, mais de 100 jornalistas compareceram à entidade para assinar documento em que pediam para não contribuir (ato chamado juridicamente de oposição). A referida taxa é importante para a campanha salarial, que resulta em acordo coletivo que beneficia a todos e não apenas uma parcela. A redução do aporte financeiro nestes casos ultrapassou os R$ 50 mil anuais. “A categoria também é responsável pela saúde financeira do seu Sindicato e não pode apenas ficar com o bônus desta relação”, destacou.

 

Além disso, as grandes empresas jornalísticas demitiram mais de 300 jornalistas, exatamente os mais experientes e que contribuíam mensalmente com a entidade por meio de desconto em folha. Com estas saídas, todos se aposentaram e deixaram de contribuir (inativo é isento). O Sindicato perdeu em torno R$ 6 mil em mensalidades, especialmente de profissionais do Grupo RBS.

 

“O Sindicato terá o tamanho que a categoria desejar. Os dirigentes devem seguir fazendo política, mas dando atenção à formação e a gestão. Nosso desafio é ter uma entidade sustentável e sem prejuízos. A formação é uma alternativa para trazer recursos, provenientes de cursos e atividade de qualificação profissional”, diz Simas.
REDUÇÕES JÁ EFETUADAS

– Fim da verba de representação concedida ao presidente, que era de um piso da categoria.
– Corte de telefones celulares.
– Corte de material impresso, com destaque para o Versão dos Jornalistas.

– Desligamento da TV a cabo.
– Demissões de três funcionários antes da reforma vigorar.
– Rescisão dos alugueis dos imóveis das delegacias de Passo Fundo, Vale dos Sinos e Caxias do Sul . A representação nestes locais continua.

 

O QUE É
CONTRIBUIÇÃO SINDICAL
A contribuição sindical está prevista nos artigos 578 a 591 da CLT. Possui natureza tributária e é recolhida compulsoriamente pelos empregadores no mês de janeiro e pelos trabalhadores no mês de abril de cada ano, independentemente de serem ou não associados a um sindicato. Tal contribuição deve ser distribuída, na forma da lei, aos sindicatos, federações, confederações e à “Conta Especial Emprego e Salário”, administrada pelo MTE. O objetivo da cobrança, um dia por ano, é o custeio das atividades sindicais e os valores destinados à “Conta Especial Emprego e Salário” integram os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

TAXA NEGOCIAL
A taxa negocial, contribuição assistencial, confederativa, é estabelecida por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho e serve para custear a participação do sindicato nas negociações salariais. Estima-se que ela responda por cerca de 30% da arrecadação dos sindicatos.
Prevista no artigo 513 da CLT, essa contribuição é voluntária. Mas em geral o empregado não sindicalizado que não queira contribuir precisa manifestar sua oposição por escrito; caso contrário, a taxa será descontada automaticamente do salário. Essa prática contraria o artigo 545 da CLT, que afirma que descontos de contribuições devidas ao sindicato só pode ser feitos com autorização do trabalhador. A taxa representa três dias de trabalho ao ano, divididas em seis parcelas.

 

Fonte: Imprensa/SindJors

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