golpe/intervenção militar

Comandante do Exército quer garantias de que não seja criada uma nova Comissão da Verdade

Se lermos nas entrelinhas, quase linhas, a milicada esta prevendo a utilização de métodos passíveis de serem questionados depois. É isto que esta escrito neste título e na matéria da Revista Fórum que reproduzo a seguir. E este humilde blogueiro entende que precisamos focar em preparar a militância e os defensores da democracia para uma árdua luta que vai muito além das eleições, ocorrendo estas ou não. Construir Redes e instrumentos de comunicação, produzindo Informação, contra informação e principalmente, gerando conteúdos capazes de resgatar a consciência da Classe Trabalhadora, única que pode colocar o Brasil nos eixos, por que a burguesia nacional, subalterna e submissa a interesses apátridas, abandonou a nação a própria sorte. Vai o Artigo da Fórum:

General Villas Bôas deixou claro sua intenção durante a reunião do Conselho da República, que discutiu a intervenção militar no Rio de Janeiro

 
  

Durante a reunião com o Conselho da República, nesta segunda-feira (19), o comandante do Exército, general Villas Bôas, disse ser necessário dar aos militares “garantia para agir sem o risco de surgir uma nova Comissão da Verdade” no futuro. A referência do militar é ao fato de, depois da Lei da Anistia, de 1979, ter sido criada a Comissão da Verdade, durante o governo Dilma Rousseff (PT), que investigou casos de tortura e mortes durante o período da ditadura militar. As informações são do blog da Cristiana Lôbo, do G1.

Hoje, a legislação já prevê que eventuais crimes cometidos por militares em ação de trabalho devem ser tratados pela Justiça Militar. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que é preciso não confundir o papel dos militares em ação no Rio de Janeiro com o papel da polícia. “Os militares não vão fazer ação que cabe à polícia”, disse mais cedo.

 

No caso de pedidos de busca e apreensão, por exemplo, o pedido é feito à Justiça, mas quem executa é a polícia. Para o ministro, há confusão sobre o papel do general Braga Neto, porque ele acumula o papel de interventor com o de responsável pela condução da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que está em vigor no Rio desde meados do ano passado.

Sobre eventuais pedidos coletivos de busca e apreensão que serão pedidos à Justiça, Jungmann disse que isso já foi obtido em ações anteriores, inclusive com mandados em aberto. “Mas tudo vai depender da Justiça e é feito com o acompanhamento do Ministério Público”, disse.

Com Juízes julgando por convicções e não por provas, e sabendo-se que as convicções dos juízes tem a ver com a elite da qual saíram em sua maioria, é previsível o que significam os tais pedidos coletivos de busca e apreensão. E isto ainda estamos falando só no RJ. Mas tudo indica que outros também estão na mira para terem a “intervenção militar”. Triste Presente em que vivemos. Hora de resistir e construir os instrumentos que ajudarão a classe trabalhadora e os oprimidos a reconquistar a democracia, a soberania nacional e a soberania popular.

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