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Execução de vereadora do PSOL do Rio leva crise política a outro nível (Por Eduardo Guimarães)

 

Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania 
Foi morta a tiros dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na Região Central do Rio, por volta das 21h30 da última quarta-feira (14/3). Além da vereadora, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu.

Uma outra passageira, assessora de Marielle, foi atingida por estilhaços. A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios é execução.

Segundo as primeiras informações da polícia, bandidos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam.

Marielle foi atingida com pelo menos quatro tiros na cabeça. A perícia encontrou nove cápsulas de tiros no local. Os criminosos fugiram sem levar nada.

Carro em que Marielle estava quando foi baleada

A passageira atingida pelos estilhaços foi levada para o Hospital Souza Aguiar e liberada. Em seguida, ela foi levada para prestar depoimento na DH.

Marielle havia participado no início da noite de um evento chamado “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, na Rua dos Inválidos, na Lapa.

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No momento do crime, a vereadora estava no banco de trás do carro, no lado do carona. Como o veículo tem filme escuro nos vidros, a polícia trabalha com a hipótese de os criminosos terem acompanhado o grupo por algum tempo, tendo conhecimento da posição exata das pessoas.

O motorista foi atingido por pelo menos 3 tiros na lateral das costas.

No domingo (11), Marielle denunciou ação de PMs do 41º BPM (Irajá) na Favela de Acari. Segundo ela, moradores reclamaram da truculência dos policiais durante a abordagem a moradores. Ela compartilhou uma publicação em que comenta que os rapazes foram jogados em um valão.

De acordo com moradores, no último sábado (10), os PMs invadiram casas, fotografaram suas identidades e aterrorizaram populares no entorno.

 

É óbvio que Marielle não incomodou – nem incomodava – traficantes – essa será a teoria que a Intervenção no Rio tentará vender.

Quem mandou matar a jovem parlamentar seguramente estava incomodado com a sua militância política. De esquerda. Contra militares e seus abusos.

Claro que o assassinato da jovem pode – e deve – ter sido obra de grupos de extrema-direita independentes e não de militares – apesar de que nunca se sabe… Porém, seja como for, esse assassinato eminentemente político faz a crise política mudar de patamar no país.

Até hoje, a violência entre coxinhas e mortadelas, ou entre militantes de direita e de esquerda resumiu-se a insultos em redes socais e algumas desinteligências em espaço público, mas sem violência real e, muito menos, fatal. Mas, agora…

A Volta dos crimes de sangue causados pela política pode ser considerada um marco neste país. O caso de Marcielle é único ou o é primeiro? Eis a questão.

Claro que, no Rio, a situação social ficou pior em todos os sentidos após a Intervenção, mas as próprias denúncias de Marcielle contra a medida do governo já mostram não só o fracasso, mas o risco.

A tentativa de abafar esse caso é previsível. Isso não pode ser permitido. Esse crime político só será o último se for apurado e os autores severamente punidos. Do contrário, será apenas o primeiro. E não nos esqueçamos de que violência é um jogo que os dois lados podem jogar.

Assista, abaixo, a reportagem da Globo sobre o caso.

[1280×720] Vereadora do PSOL, Marielle Franco é morta a tiros na Região Central do Rio Rio de Janeiro G1from Eduardo Guimarães on Vimeo.

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