Fascismo/jUDICIÁRIO

O fascismo que contamina o judiciário, destrói a nação, e precisa ser combatido pela união de todos os democratas

Juíza BandidaA desembargadora diz que Marielle foi morta por que tinha relação com o crime organizado, é só mais uma mostra de que o judiciário brasileiro se movimenta por convicções corporativas ou individuais de Juízes. A perseguição contra quem luta pelos direitos do povo é óbvia na fala desta desembargadora contra a Vereadora assassinada, quanto são óbvias as perseguições a Lula e a lideranças de movimentos sociais. Enquanto juízes se refestelam entre suas “convicções”, Polícias Federal, Militares dos Estados e até guardas municipais se sentem livres para atacar a todos os que são diferentes ou lutam por direitos. O fascismo é uma doença social. Na Alemanha das décadas de 30 e 40 do século passado, o nazismo engoliu corações  mentes até de gente de boa índole, enganados pelo mesmo discurso da criminalização da política, da suposta perseguição a corruptos, que sempre são os outros e principalmente os políticos. O discurso da Globo e da Grande mídia tem sido este por anos a fio tem sido o da “corrupção”, da identificação do diferente, da pregação do ódio e da violência. De repente, com o caso Marielle, a Globo muda o discurso e passa a se mascarar d defensora das causas da vereadora. Mas nunca a vereadora teve um segundo para defender suas bandeiras na Globo e nem os trabalhadores e os pobres terão este direito. O Conluio que chocou e liberou as serpentes do fascismo, continua a alimentá-lo. E agora procura semear a divisão entre os que querem combater o fascismo e reconstruir a democracia brasileira. É preciso uma ampla unidade, uma Frente Anti fascista, que trabalhe a conscientização do povo brasileiro, sob pena da narrativa vitoriosa da Globo e da classe dominante continuar avançando, ou sob o simples discurso, ou como fica evidente agora no caso da vereadora, pela imposição do medo através da violência nua e crua, respaldada pelo sistema judiciário já completamente dominado.

Segue artigo do   ·no TIJOLAÇO

A manifestação da desembargadora Marilia Castro Neves, dizendo que a vereadora Marielle Franco estava “engajada com bandidos”, que ” eleita pelo Comando Vermelho” e  que tem  “certeza de que seu comportamento” foi “determinante para seu trágico fim” não é apenas um sinal dos tempos de ódio, que merece ser repudiado por qualquer pessoa que tenha um mínimo de respeito à vida humana e, também, aos mortos.

Ela deve ser chamada a explicar com base em que  faz essas afirmações e, se não tem informações para fazê-as senão o que leu “no texto de uma amiga”, responder cível e criminalmente por isso. Além, é claro, do processo administrativo que deve sofrer no Conselho Nacional de Justiça.

Sequer cabe discutir o que ela diz: ou explica porque o disse ou terá de se admitir ter sido uma leviana. E mesmo a segunda hipótese basta para sofrer sanções, porque não é possível que alguém que emite opinião pública sobre assunto tão delicado com tamanha irresponsabilidade seja capaz de julgar pessoas.

O mais grave é que a relativa inação do Judiciário, até agora, mostra que a desembargadora não é apenas uma pústula na Justiça. É apenas a ponta de um iceberg que aqui se apontou: a cumplicidade de parte da magistratura com a manutenção dos esquemas subterrâneos que envolvem a falta de segurança pública, dos quais, muito provavelmente, partiu a ordem de matar Marielli.

Não se está falando aqui de cumplicidade material – embora haja sobre isso, casos conhecidos – mas de cumplicidade moral com a cultura do extermínio legitimado. A dona Marilia não é uma mocinha tresloucada, em favor de quem se possa invocar a ingenuidade de repetir bobagens. Foi a desembargadora depois de quase 20 anos exercendo a função de promotora de Justiça. Imagina-se, pelo teor de ódio irresponsável que exala, com que critérios.

No Facebook, como era de se esperar, ela manifesta seu “apoio incondicional” (incondicional, para quem tem a lei como condição, já mostra muita coisa) a Sérgio Moro e diz que “honra” a sua toga. Estanha Justiça onde honrar a toga é vilipendiar por um “ouvi falar” a memória de uma mulher assassinada.

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