Fascismo

Extremistas atiram contra acampamento de Curitiba: militantes foram feridos – Rede Soberania

Da Rede Soberania

Marisa Letícia
Desde que mudou de local, acampamento Marisa Letícia tem sido alvo de constantes agressões por extremistas de direita. (foto: Claudio Kbene)

Pela segunda vez ativistas pró-Lula são atacados com armas de fogo, dessa vez pessoas saíram feridas, pelo menos um militante com gravidade

O sábado, 28, amanheceu com mais uma notícia triste, que referenda as denúncias reiteradas da evidente desconstituição do sistema democrático antes vigente no Brasil. A referência, porém, desta vez não versa sobre os atos de perseguição política e jurídica empreendidos contra Luis Inácio Lula da Silva, mas sim dos expedientes de violência armada praticados por extremistas de direita contra aos ativistas pacíficos que empreendem suas atividades na capital paranaense, mantendo vigília em defesa da libertação do ex-presidente. Nesta madrugada o acampamento que leva o nome da finada esposa de Lula, Marísia Letícia, foi atacado a tiros e dois ativistas saíram feridos no atentado, pelo menos um deles com gravidade, correndo risco de morte. Conforme testemunhas, pelo menos 20 disparos foram desferidos ocntra o acampamento.

Apurações estão em andamento e a Rede Soberania está em contato com colegas da imprensa nacional e internacional que estão trabalhando em Curitiba para levantar maiores informações sobre o caso. A senadora paranaense Gleisi Hofman fez um comunicado em vídeo logo cedo comentando o fato e dando informações sobre o ativista ferido, que foi alvejado no pescoço. “Essa intolerância está levando o Brasil a uma situação lamentável, é uma violência contra os movimentos sociais, que tem se dado na política, ela é resultado desse processo construído de perseguição contra o presidente Lula, contra o PT e contra os movimentos de esquerda”, declarou Gleisi, responsabilizando concretamente quem incita o ódio e a violência pelo ataque desferido contra a militância, desde as instâncias oficiais que se omitem de suas responsabilidades legais em agir contra os agressores que já vem se mostrando desde os atos de hostilização e o primeiro atentado com arma de fogo desferido contra a Caravana de Lula no Paraná.

Gleisi relembrou inúmeras situações de violência que tem sido desencadeadas contra ativistas e lideranças vinculadas ao campo progressita, citando mortes no campo, de líderes camponeses, sindicalistas, indígenas e – a mais recente – o assassinato da vereadora Mariele e de seu motorista na cidade do Rio de Janeiro. Para ela, o campo político também tem responsabilidade, especialmente os políticos que tem agravado os ataques e incentivado a violência em sua linha discursiva.

Por volta das 9 horas da manhã a organização da Vigília Lula Livre emitiu uma nota oficial sobre o atentado, denunciando que desde que a Justiça obrigou a mudança do local do acampamento, retirado das imediações da sede da Polícia Federal, onde Lula cumpre o mandado de prisão, agressões tem sido registradas cotidianamente: “No fundo, é uma crônica anunciada. Desde o dia quando houve a mudança de local de acampamento (17), cumprindo demanda judicial, integrantes do movimento social haviam sido atacados na região. Desde aquele momento, a coordenação da vigília já exigia policiamento e apoio de viaturas, como foi inclusive sinalizado nos acordos para mudança no local do acampamento” expressa a nota.

– Nós desmanchamos o acampamento cumprindo ordem oficial, fizemos a opção de ir para um terreno e seria garantida a segurança -, destaca o presidente do Partido dos Trabalhadores no Paraná, Dr Rosinha. “Agora o que cobramos da Secretaria de Segurança Pública é investigação, que identifique o atirador”, enfatiza o integrante da coordenação da vigília.

A nota emitida pela organização reforça a continuidade das atividades e conclama a militância a portar-se com coragem e determinação contra as agressões sofridas. “Seguiremos com nossas atividades, lutas, programação e debates da vigília. A cada dia vai se tornando cada vez mais impressionante como, mesmo preso, a figura do ex-presidente Lula, a força moral que ganha, as denúncias contra a injustiça de sua prisão, tudo isso causa desespero nos seus algozes”.

 

Atualização: Informações preliminares dão conta que o ativista ferido no pescoço é ligado ao movimento sindical de São Paulo e segue internado no Hospital do Trabalhador em Curitiba. Conforme lideranças locais, o estado inspira cuidados e ainda há risco de morte. Aguarda-se para o início da tarde um boletim oficial da casa de aúde informando mais detalhes sobre seu real estado de saúde.

 

Marcos Corbari | Jornalista

Com informações da Agência PT de Notícias e assessoria da Vigília Lula Livre

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