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Vergonha: Patrões gaúchos fazem evento para comemorar 27 milhões de desempregados

Trabalhadores vão fazer protesto no mesmo local contra a Reforma que jogou os trabalhadores no desalento e no desemprego e que os empresários comemoram

Sob coordenação do Ministro gaucho que legalizou o trabalho escravo, Ronaldo Nogueira, empresários vão realizar seminário para comemorar a liquidação dos direitos trabalhistas

São as tais Jornadas Brasileiras das Relações de Trabalho

Devem ser o instrumento para que os patrões paguem a Ronaldo Nogueira a liquidação dos direitos trabalhistas no Brasil. Uma vergonha!

Todos ao Ato de protesto convocado para a hora da comemoração dos empesários!

 

O desemprego campeia solto e os direitos trabalhistas foram e os empresários vão comemorar a desgraça dos trabalhadores. E os trabalhadores vão lá protestar!

CUT-RS critica lançamento das “Jornadas Brasileiras das Relações de Trabalho” para defender reforma trabalhista de Temer

CUT RS

A CUT alterou o protesto em função da alteração da data da “comemoração” patronal

 

A CUT-RS criticou o lançamento nacional, ocorrido nesta terça-feira (19) no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, das “Jornadas Brasileiras das Relações de Trabalho”, sob a promoção do Instituto Brasileiro de Cultura e Ensino (Ibec) e a coordenação-geral do ex-ministro do Trabalho e atual presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, deputado golpista Ronaldo Nogueira (PTB-RS).

A iniciativa visa defender a chamada reforma trabalhista do presidente golpista Temer (MDB) e conta com a parceria do governo, confederações e federações patronais, grandes empresas, redes de comunicação e universidades privadas, incluindo várias instituições gaúchas, dentre outras.

Trata-se de conjunto de conferências, que serão ministradas, sobretudo em hotéis, em todo o Brasil para divulgar a narrativa mentirosa dos golpistas sobre a lei nº 13.467/2017, promulgada por Temer em 13 de julho de 2017, às vésperas de completar um ano de retirada de direitos e de desmonte da legislação trabalhista.

O público-alvo do projeto são advogados, juízes, integrantes do Ministério Público e auditores fiscais do Trabalho, responsáveis pela aplicação direta da nova legislação, além de universitários, docentes e pesquisadores de Direito.

No Rio Grande do Sul estão previstas 16 conferências, começando em Caxias do Sul nesta quinta-feira (21), às 12h30, no Personal Royal Hotel. Em Porto Alegre, o evento ocorrerá na próxima segunda-feira (25), às 12h30, no Hotel Sheraton.

Falta trabalho para 27,7 milhões de brasileiros

Na abertura das Jornadas, o ex-ministro que se licenciou do cargo para votar a favor da reforma trabalhista disse que “perder emprego é para o Brasil do passado”. Ele, no entanto, nada falou sobre a promessa não cumprida de criar seis milhões de empregos e ignorou os números do IBGE que desmentem os golpistas.

 

Segundo a Pnad Contínua Trimestral, a subutilização da força de trabalho chegou a 24,7% no 1º trimestre de 2018, atingindo 27,7 milhões de pessoas. Esta é a taxa mais alta da série iniciada em 2012. A pesquisa mostra ainda que o desalento (pessoas que desistiram de procurar emprego) também atingiu os maiores níveis da série, com um contingente de 4,6 milhões de pessoas e uma taxa de 4,1%. A taxa de desemprego no 1º trimestre ficou em 13,1%, atingindo 13,7 milhões de brasileiros. Nada a comemorar!

A série de eventos que percorrerá o país, segundo o ex-ministro, servirá para espalhar a versão dos golpistas. “Sairemos em caravana cívica pelo país, esclarecendo a população sobre a modernização da legislação trabalhista. Temos que acabar com o mito de que o trabalhador perdeu direitos. Desafio a quem quer que seja que me diga um direito que a nova lei tirou do trabalhador”.

Acabar com o mito da modernização trabalhista

“O que precisa acabar é o mito da modernização trabalhista porque tirar direitos de quem trabalha é retrocesso, é precarizar o trabalho para reduzir salários e aumentar os lucros dos donos do capital, é querer voltar aos tempos da escravidão”, afirmou o secretário de Relações do Trabalho da CUT-RS, Antonio Güntzel.

Antonio

“Se essa reforma trabalhista fosse boa, essa gente não iria gastar tempo e dinheiro para viajar pelo Brasil para falar dessa legislação perversa para a classe trabalhadora. Na verdade, essa nova lei desmontou a CLT, limitou o acesso à Justiça do Trabalho e veio para quebrar os sindicatos para acabar com a rede de proteção do trabalhador, o elo mais fraco nas relações entre capital e trabalho”, salienta Güntzel.

Ronaldo Nogueira devia explicar denúncias

Para o dirigente da CUT-RS, Ronaldo Nogueira faria melhor se explicasse ao povo gaúcho e brasileiro as denúncias de irregularidades ocorridas durante o período em que foi ministro do Trabalho no governo Temer. Segundo a imprensa, há casos de falsificação de assinaturas, sumiço de relatórios de investigação, saques suspeitos e pagamentos ilegais.

O ex-ministro teria agido para barrar uma auditoria do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou irregularidades em contratos assinados por ele. Além disso, teria acionado a Advocacia-Geral da União (AGU) para impedir a publicação de um relatório que demonstrava superfaturamento e serviços não executados em dois contratos também assinados por ele.

“O deputado tem obrigação de esclarecer essas irregularidades na gestão do PTB no Ministério do Trabalho, em vez de tentar explicar essa antirreforma, cujos efeitos estão cada vez mais atingindo os trabalhadores com perda de direitos e aumento da precarização”, ressalta Güntzel.

Para o diretor da CUT-RS, “a saída é a revogação dessa legislação nociva para os trabalhadores, conforme o compromisso já assumido pelo ex-presidente Lula, preso político desde 7 de abril, em Curitiba, na tentativa de impedi-lo de ser candidato a presidente nas eleições de outubro próximo”.

 

 

Fonte: CUT-RS com Correio do Povo e Política Distrital

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