Fascismo/mídia

Colunista Paulo Germano da RBS exala ódio contra Lula, o povo e a democracia

Não interessa se Lula culpado ou inocente. Ele tem que ficar preso. E não interessa o que o povo pensa. Contra Lula vale a Lei, diz Paulo Germano em artigo impregnado de ódio contra Lula, o PT e o que representam. Este é o conteúdo de artigo do Jornalista Paulo Germano na Zero Hora de hoje, que comento e publico a seguir:
“E Lula, aos olhos de quem decide, é culpado e acabou”, diz Paulo Germano em sua coluna, textualmente. Quem decide pode até estar errado, mas isto não importa nem para Germano e nem pro seu patrão Sirotsky. Nem  a maioria do povo pode ser superior a casta aristocrática do judiciário e aos atores televisivos do Ministério Público e da Polícia Federal. A democracia não tem valor para a RBS, como não tem valor para a Globo. E pra quem acha que Paulo Germano é um dos tais “jornalistas isentos”, tire suas dúvidas no artigo do sujeito, que publico na íntegra, logo abaixo, para não sobrarem dúvidas. Esta justiça “que decide e acabou”, no caso de Lula não respeitou a Lei e nem a Constituição. Mas o desespero dos patrões do Paulo Germano o fazem escrever sandices e atacar a democracia de forma contundente e explícita: “– Ah, mas a maioria  do povo escolheu”, escrevendo de forma jocosa e reafirmando que “o que vale é que foi decidido por quem decide”. Tá tudo no artigo. É só ler o que colo a seguir, sem edição, só o que digitou o colunista da vizinha sionista do Arroio Dilúvio:
Gabriel Renner / Arte ZH
Gabriel Renner / Arte ZH

Lula é um irresponsável. Um imprudente metido a Deus que submete um país de 200 milhões de habitantes aos seus joguinhos de poder. Primeiro, foi com Dilma: o impeachment, embora tenha sido um erro – o certo seria aguardar o fim do mandato –, interrompeu um dos governos mais pavorosos da nossa história, conduzido por uma gestora incompetente que Lula vendeu como competente.

Agora, a desfaçatez se repete com outro embuste: Fernando Haddad. Confirmado como laranja de Lula para concorrer à Presidência, o ex-prefeito de São Paulo teve sua estatura política (ainda mais) encolhida há dois anos, quando perdeu a reeleição no primeiro turno com ridículos 16%. Fez lá um governo criticado até por colegas do próprio PT – embora, igualzinho a Dilma, tenha sido eleito só porque Lula quis.

Mas suponhamos que a população de São Paulo foi injusta. E que Haddad tenha feito uma boa administração. Seria razoável mostrar isso agora, apresentar Haddad ao país, exibir suas façanhas, suas ideias, seus talentos, sua história. Só que a propaganda só mostra Lula, Lula, Lula e Lula. Por quê? Porque não faz a menor diferença se o candidato é Haddad, o Capitão América ou o Zé das Couves: o que importa é mostrar que a pessoa, no governo, não será essa pessoa, será Lula.

Agora, bem, imagine um presidente da República pedindo a bênção para um presidiário toda vez que precisar decidir. Parte da população, com razão, não vai gostar nem um pouco. Grande parte dos deputados também. Do Judiciário, idem. Qual é a chance de um governo desses unir minimamente um país em frangalhos?

– Ah, mas a maioria  do povo escolheu.

Atender aos requisitos para presidir a República não depende da maioria. Depende da lei – e ela diz que um homem preso não pode ser presidente. Você pode achar que a prisão de Lula é injusta, assim como tem gente que acha justíssima. Mas achar uma coisa ou outra não muda nada: só a Justiça pode resolver se alguém é culpado – ou se faz assim, ou ninguém será condenado nunca, porque os advogados vão passar a vida inteira dizendo que seus clientes não fizeram nada de errado.

E Lula, aos olhos de quem decide, é culpado e acabou. Sob qualquer perspectiva que se avalie, uma campanha construída de forma a conceder o poder supremo da nação a um presidiário é uma afronta ao processo eleitoral e um prenúncio de desestabilização. Mas o PT, como se sabe, prefere primeiro se eleger e depois ver no que dá.

Com Dilma, soterrou o Brasil em uma crise sem precedentes. Com Haddad, comprova que o bem do país é o que menos interessa. Importante, mesmo, é fazer da República um laboratório no qual Lula é o cientista louco e o povo é o ratinho que sobrevive como pode.

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