Eleições

Valor econômico: Alas Militares reconhecem que Lula foi quem mais valorizou as Forças Armadas

“…Ala de oficiais pondera que os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula valorizaram as Forças Armadas, inclusive na reestruturação das carreiras, sobretudo salarial. Simultaneamente, a gestão lulista deu aval à retomada de programas estratégicos, como o programa aeroespacial, que havia sido negligenciado pelo governo tucano.”

O titulo é meu, mas o artigo é do Valor Econômico. As dificuldades da campanha em função das diatribes do General candidato a Vice são citadas. Mas lá pelas tantas aparece outro motivo da dificuldade da campanha de Bolsonaro ser unanimidade dos militares: O parágrafo acima mostra isto. Pois então… As Forças Armadas vão querer ter de volta seu papel preponderante na retomada da democracia com Lula e Haddad ou vão se jogar em outra intentona golpista militarista, como propõe o General cujos bonecos já aparecem na rua com a faixa presidencial ao peito?

Segue a matéria do Valor Econômico:

Militares bolsonaristas reconhecem dificuldades

Por Carla Araújo e Andrea Jubé | De Brasília
A poucos dias das eleições, neste domingo, militares de diversas patentes, incluindo alguns que fazem parte do ciclo de aconselhamento de Jair Bolsonaro (PSL), acreditam que o presidenciável enfrentará dificuldades, por conta do “clima de vale tudo”, mas que pode chegar fortalecido para a segunda etapa da disputa. A estratégia da “missão”, dizem, é minimizar o desgaste de notícias negativas, que inclui cessar declarações polêmicas do candidato a vice, Hamilton Mourão (PRTB), que expôs divergências na equipe, principalmente em relação à condução da economia.
“É momento de sensibilidade e não de agir de peito aberto, principalmente pela qualidade dos opositores e a perspectiva de perda de privilégios”, diz um general próximo a Bolsonaro. “Vão tentar tirar o foco dos problemas centrais do Brasil, distraindo a sociedade com discussões secundárias de gênero, homofobia, mulheres”, completou.
“No segundo turno as coisas ficarão mais equilibradas e Bolsonaro também disporá de tempo na TV, essencial para que possa se defender e, ainda, mostrar o desastre que foram os governos do PT”, afirmou um militar.
Militares de diversas patentes acreditam que Bolsonaro seguirá favorito, apesar do que classificam como “perseguição da imprensa”. A maior parte, entretanto, reconhece que as declarações recentes do vice Mourão, como o fim do 13º salário, foram “estapafúrdias” e não contribuem neste momento da campanha.
Ex-secretário Nacional de Segurança Pública e próximo a Bolsonaro, o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, por exemplo, foi um dos que tentou minimizar as declarações de Mourão e disse que elas “dão margem para que se faça todo tipo de distorção, de acordo com a conveniência política do momento”. “O momento é muito delicado para quem está liderando. Os que vem atrás são franco-atiradores sem qualquer responsabilidade. É tempo de vale tudo. Tem que ter sensibilidade para ser claro e não deixar margem a interpretações”, declarou ao Valor.
Militares salientaram ainda acreditar numa força adicional nessa reta final de campanha, o apoio de alguns “movimentos importantes, como das igrejas evangélicas”. Apesar de evitar holofotes e preferir manifestações reservadas, militares da ativa e da reserva têm trabalhado ativamente pela candidatura de Bolsonaro nos bastidores por meio de grupo privados de mensagens.
Na cúpula das Forças Armadas o desconforto com a ascensão de Fernando Haddad nas pesquisas não será manifestado de forma explícita. Uma ala de oficiais pondera que os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula valorizaram as Forças Armadas, inclusive na reestruturação das carreiras, sobretudo salarial. Simultaneamente, a gestão lulista deu aval à retomada de programas estratégicos, como o programa aeroespacial, que havia sido negligenciado pelo governo tucano.
Há, entretanto, indisposição com Dilma Rousseff, sobretudo no tocante ao acordo firmado com a Ucrânia para lançar foguetes produzidos no país do Leste Europeu da base de Alcântara, no Maranhão. Agora, o governo Michel Temer atua para rescindir esse contrato.

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