ELEIÇÕES 2018

Uma contribuição do Blog a análise do PT sobre o Resultado das eleições de 2018.

CELULARFazer um balanço do resultado eleitoral sem olhar para o tema da Comunicação, a grande arma da burguesia internacional em tempos de Guerras hibridas e semióticas, por mais que acerte em boa parte da análise, não acertará no primordial. José Dirceu em entrevista falou:

Concordando com o Zé mas complementando, diria que não estavamos lá, e mesmo que estivessemos, não teriamos o conteúdo nescessário para fazer o debate. A Luta de Classes parace ter saido do olhar e das análises do PT. A Luta de Classes que ganhou nova cara com a Revolução tecnológica, que mudou a configuração intestina das classes, em especial da burguesia, reduzida numéricamente a poucos bilhardários apostadores do mercado financeiro internacional e da Classe Trabalhadora, esfacelada pela “uberização” e/ou individualização de parcela significativa dela e a consequente perda de direitos antes claramente coletivos, destinados a Classe Trabalhadora. A “Fase Superior do Capitalismo” agora globalizado e com a concentração do capital nas mãos de cada vez menos gente, desconstituiu boa parte do que antes eram as “burguesias nacionais” e a tupiniquim, então, se jogou de cabeça na nova ordem mundial, aceitando seu papel subserviente e de gerente regional dos negócios do grande capital financeiro internacional. A Globalização vendida e defendida por esta “nova” e numericamante mais restrita e com muito mais capital financeiro acumulado, também trouxe outra narrativa, feita de encomenda pelo capital financeiro para o conjunto de trabalhadores agora individualizados e desprovidos de sua consciência de Classe: o identitarismo. Segundo as pregações de parcelas significativas do Capital financeiro internacional, representados por Jeorge Soros e outros que tais, as fronteiras já não seriam mais nescessárias e o cidadãos já não seriam mais distinguidos por sua nacionalidade e Classe, mas sim pelos grupos específicos sujeitos de também específicos direitos. O PT no governo, se movimentou pelas pautas identitarias, criando inclusive Ministérios para atender estas “identidades” enquanto a Economia contiunuava na mão dos mandatários do capital financeiro internacional. Reservas Internacionais de porte foram construídas para dar lastro a uma economia da qual os trabalhadores pouco usufruíram ou usufruirão, por que nem foram chamados a participar. Em um artigo de 2015, ainda antes do definitivo golpe contra a Presidenta Dilma, o liberal ex Ministro de FHC, Bresser Pereira admoestava: “A Luta de Classes nunca esteve tão viva no Brasil, mas só uma Classe esta lutando“. Isto vindo de um Liberal devia ter acendido a luz amarela no seio da esquerda, mas ainda enebriada por 12 anos de governos petistas onde houveram alguns avanços em direitos, em especial das lutas identitárias, esta não deu atenção nem aos alertas de Bresser e nem aos avisos de Assange e outros sobre a espionagem contra governos petistas e os alertas já dados pela militância sobre o caráter de Classe das mobilizações havidas em Junho de 2013, e que insuflaram ainda mais os identitarismos, levando os seus defensores mais ardorosos a atacarem o Goveno que mais lhes tinha atendido justamente demandas identitárias. Cheguei a junho de 2013. A primeira intentona organizada no Brasil, do que já haviam sido as “revoluções coloridas” no mundo árabe e que destruíram nações inteiras. Comunicação, Semiótica e Guerras Hibridas deveriam ter entrado nas análises da esquerda desde aquela época. A vitória de Bolsonaro, se apresentando como um potencial governo fascista, se utilizando amplamente das Redes Sociais e contrapondo bandeiras morais ao identitarismo desconectado dos reais sentimentos da  Classe Trabalhadora “transformada” pelas novas tecnologias foi retumbante. Deixamos de estar lá onde deveriamos, ao lado da Classe Trabalhadora, diz José Dirceu. Mas não foi só nas eleições. É um processo. E este sucinto artigo não poderia dar conta de toda a análise nescessária, mas tem por objetivo afirmar que não há como compreender a derrota ideológica que a esquerda sofreu se não enxergarmos o papel estratégico da Comunicação nas guerras hibridas incentivadas e financiadas pelo capital financeiro mundo afora, que jogam parcelas de um povo contra outras parcelas do mesmo povo, atropelando e subvertendo culturas e impondo “pós verdades” que ao fim e ao cabo, nada mais são do que a velha máxima de Goebels “repetir mentiras mil vezes as fazem virar verdade no senso comum.
A seguir, alguns links de Artigos sobre o que afirmo neste artigo:

Agentes externos provocaram uma “guerra híbrida” no Brasil, diz escritor

Três didáticos casos de guerra híbrida e bombas semióticas que a esquerda finge não ver

O movimento #MulheresContraBolsonaro , os movimentos de junho de 2013 e o perigo de se repetir erros

O que se passa realmente na Nicarágua? Parece tão igual a 2013 no Brasil…

Comunicação e Redes Sociais: Ou a esquerda acorda ou terá um “Déjà vu” de 2013

Artigos tem o papel de fomentar o debate e não de resolvê-lo. Por isto não tratei do conjunto dos temas que necessariamente tem que ser tratados em uma análise mais apurada dos resultados eleitorais, no entanto das reuniões do PT que tenho participado, entendo que os temas que trago não foram tratados com todo o peso que merecem. No caso da Comunicação, pior ainda, parece que o PT continua achando que ela se Resume a infomação, propaganda e marqueting, mesmo depois da derrota ideológica sofrida para concepções neo fascistas justamente com a ampla utilização das Redes Sociais, como é sabido de todos. A Luta de Classes Existe e o que nó perdemos não foi uma eleição, mas um embate ideológico de Classe.

 

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