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Midia quer largar Bolsonaro pelo meio do caminho. Não mesmo! Que embalem o que chocaram e esperem a próxima eleição

A matéria é do Contexto Livre, mas  o titulo acima é meu, pra lembrar que mesmo com maracutaias, tivemos eleições e Bolsonaro foi eleito por que a mídia, aplaudindo Moro, impediu Lula de ser candidato. Aliás, a mídia continua silente sobre Lula, mesmo depois dos escândalos revelados da compra de delações de executivos da OAS para incriminar Lula e pior ainda, os R$ 2,5 Bi que os procuradores estafetas de Moro tomaram da Petrobras num clamoroso assalto aos cofres públicos, evidenciando que a corrupção esta no apresentador do Power Point e não no acusado pelo mesmo. O fruto do golpe contra Dilma e Lula foi a Serpente fascista que a Globo e seu séquito midiático chocaram no ninho tucano. Bolsonaro não é ditador, por que foi eleito, assim como Maduro foi eleito e portanto não é ditador. Mas como querem golpear Maduro, golpearam Dilma, e agora querem golpear até o fruto de sua própria chocadeira. Que o embalem até 2020. É o que determina a democracia. Ou vão de novo apoiar o Golpe Militar? Olha que em 1961 tentaram. Não deu certo. Acabou dando certo só em 1964. E a conta pro Brasil foi cara e trágica. Pelos editorias descritos e escritos a seguir, dá a nítida impressão que as famíglias mafio midiaticas vão apoiar o Golep dentro do Golpe e instalar o General enteguista no Governo. É isto mesmo, produção? Só espero que a esquerda não entre nesta lorota e foque no que realmente interessa: Eles querem liquidar com a Previdência pública e com o que resta de direitos dos trabalhadores e entregar a soberania nacional de mão beijada ao império americano. Eles, inclui o vendilhão General Mourão, de fazer ruborizar milicos como Geisel, que eram ditadores mas tinham um projeto de desenvolvimento nacional.  Leia o Artigo:

IG abandona a missão, detona Bolsonaro, e não sabe mais o que fazer com seu ogro.

Do Contexto Livre

Em pouco mais de dois meses do atual governo, a mídia conservadora e ligada às elites, que por causa do ódio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por medo do PT, apoiou a candidatura de extrema direita de Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto, caiu em si de que sua aposta foi uma fraude. Em editoriais fortíssimos, os maiores jornais do país, O Globo, o Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, dispararam duras críticas contra Bolsonaro e seu governo, ou melhor, a falta dele. Em todos uma linha comum: que Bolsonaro deixe as redes sociais, desça do palanque que ainda acha que está e comece, de fato, a governar o país. As revistas semanais Veja e IstoÉ, que chegam às bancas neste final de semana, também questionam em suas capas o decoro por parte de Boslonaro em função da postagem do vídeo obsceno feita por ele nas redes sociais como forma de rebater as críticas de milhões de foliões durante o Carnaval.
Para o jornal o Globo, “o desastrado tuíte do presidente Bolsonaro, com cenas pornográficas do carnaval de rua, recebeu o merecido repúdio e deflagrou incontáveis análises sobre quais seriam as motivações do presidente”, ressalta o editorial. “Bolsonaro precisa descer de vez do palanque, arregaçar as mangas e trabalhar com afinco para executar o que prometeu na campanha”, diz o texto mais à frente. “Ser presidente exige postura e também trabalho duro”, ressalta o editorial do jornal da família Marinho.
Nesta quinta-feira (7), a Folha de S. Paulo já havia publicado um editorial intitulado “Governe, presidente”, onde ressaltava que o atual governo age feito criança e está recheado de ministros que prezam mais o cunho ideológico do que uma administração voltada para os interesses do país.
“O governo infante, ademais, demonstra dificuldades precoces no modo de lidar com um Congresso Nacional que bateu na eleição o recorde de fragmentação partidária. Ministros que agradam ao círculo ideológico, como o da Educação e o das Relações Exteriores, exibem estrepitosa inapetência técnica”, diz o texto.
“No Brasil, um presidente da República há 66 dias no cargo tem mais a fazer do que publicar boçalidades e frases trôpegas numa rede social”, destaca o editorial do jornal da família Frias.
A julgar pelo editorial “Quebrando louças” publicado hoje pelo jornal Estado de S. Paulo, Jair Bolsonaro é um ogro e o pior governante do planeta – ou o pior que já existiu em qualquer momento da história. O jornal também condenou a fala em que ele afirmou que democracia e liberdade só existem quando os militares permitem. “Em Davos, precisou de seis minutos para mostrar sua incompetência administrativa. Com os fuzileiros navais, não precisou de mais de quatro minutos para revelar sua face autoritária e sua ignorância cívica”, aponta o texto.
Confira, abaixo, a íntegra:
Vai mal um país cujo presidente claramente não entende qual é seu papel, especialmente quando não consegue dominar os pensamentos que, talvez, lhe venham à mente
Chega a ser comovente o esforço de comentaristas para encontrar nas destrambelhadas manifestações do presidente Jair Bolsonaro algum sentido estratégico, como se fizessem parte de um plano racional de comunicação.
Desde seu grotesco discurso de posse, atulhado de arroubos e bravatas ginasianas, já devia estar claro para todos que Bolsonaro nunca se viu na obrigação de medir suas palavras e gestos, adequando-os à sua condição de chefe de Estado. Ao contrário: a julgar pelo comportamento muitas vezes grosseiro e indecoroso de Bolsonaro, o presidente provavelmente se considera acima do cargo que ocupa, dispensado dos rituais e protocolos próprios de tão alta função. Até à disseminação de pornografia pelas redes sociais ele tem se dedicado, para estupefação nacional e internacional.
Se estratégia há, é a de deixar o País apreensivo a cada novo tuíte ou discurso presidencial, pois nunca se sabe o que virá. Bolsonaro parece imaginar que foi eleito para dizer o que lhe vem à cabeça, sem se importar com os estragos – e seus assessores que se esforcem para tentar reduzir os prejuízos decorrentes de seus excessos.
Mas há casos em que nem mesmo o mais habilidoso ministro é capaz de remendar. Como explicar, por exemplo, o discurso de ontem do presidente, durante cerimônia no Corpo de Fuzileiros Navais do Rio, quando ele disse, com todas as letras, que “democracia e liberdade só existem quando as Forças Armadas assim o querem”? Será necessário um grande malabarismo retórico para não considerar esse discurso como explícita manifestação de um pensamento irremediavelmente autoritário, de quem acredita que a democracia é apenas um favor dos militares aos civis. Para o presidente da República – é o que se conclui –, a democracia e a liberdade seriam meramente circunstanciais, pois dependeriam não da força e da solidez das instituições democráticas e da honestidade de convicção dos homens que ele próprio chefia, e sim dos humores dos quartéis.
Vai mal um país cujo presidente claramente não entende qual é seu papel, especialmente quando não consegue dominar os pensamentos que, talvez, lhe venham à mente. Como chefe de Estado, Bolsonaro tem a obrigação de saber que todas e cada uma de suas palavras nortearão o debate político nacional, seja no Congresso, seja nas ruas, e terão consequências também no delicado campo da economia. O presidente deve ter consciência de que não é mais candidato, condição que lhe permitia incorporar o personagem histriônico e falastrão que seus fanáticos seguidores apelidaram de “mito”. Deve entender que sua retórica truculenta e polarizadora pode ter sido muito útil para viabilizar sua candidatura presidencial, mas é péssima para agregar apoio político para um governo que começa sem base visível no Congresso.
Antagonizar foliões do carnaval nas redes sociais, como fez Bolsonaro de forma imprópria e estouvada, divulgando um vídeo pornográfico a título de “expor a verdade”, provavelmente não agregará um único voto dos tantos necessários para aprovar no Congresso os projetos de real interesse do País. Nem mesmo alguns de seus mais sinceros apoiadores aprovaram a grosseria, razão pela qual os assessores presidenciais se viram na contingência de soltar uma nota oficial para tentar explicar o inexplicável, obviamente sem sucesso.
O bom senso sugere que não se deve esperar que Bolsonaro de repente compreenda seu papel e se transforme num estadista, capaz de, em poucas palavras, guiar as expectativas do País. Diante disso, a ala adulta do governo parece ter decidido trabalhar por conta própria, tentando reparar os danos da comunicação caótica e imprudente de Bolsonaro – desde os prejuízos econômicos causados pelo despropositado antagonismo público do presidente em relação à China e aos países árabes, até a dificuldade de arregimentar apoio a uma reforma da Previdência na qual Bolsonaro parece não acreditar. Pelo que se viu até aqui, todo o esforço que alguns de seus auxiliares estão fazendo para que o presidente desastrado não quebre toda a louça será inútil. Bolsonaro está ficando cada vez mais rápido e certeiro. Em Davos, precisou de seis minutos para mostrar sua incompetência administrativa. Com os fuzileiros navais, não precisou de mais de quatro minutos para revelar sua face autoritária e sua ignorância cívica.

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