
Em uma afronta sem precedentes à classe trabalhadora, o deputado federal gaúcho Sérgio Turra (PP-RS) protocolou formalmente uma emenda que desfigura o projeto original de Redução da Jornada e abre brechas para uma jornada abusiva de até 52 horas semanais.
O projeto absurdo, que já conta com a assinatura de mais de 170 parlamentares bolsonaristas e do Centrão, vai na contramão da proposta defendida pelo Governo Lula e pelas centrais sindicais, que buscam fixar a escala 5×2 (cinco dias de trabalho por dois de descanso) com um limite de 40 horas semanais, sem redução de salário.
A “Emenda da Exaustão” Liderada por Sérgio Turra
Em vez de aliviar a rotina exaustiva de quem move a economia do país, a proposta encabeçada pelo deputado do Progressistas gaúcho legaliza a precarização. Sob o pretexto de “flexibilização” e “modernização”, o texto articulado por Turra e seus aliados esconde armadilhas perigosas:
- O teto das 52 horas: Permite que acordos e convenções coletivas prevaleçam sobre a Constituição para esticar a jornada semanal em até 30%, empurrando o limite dos atuais 44 para impressionantes 52 horas de trabalho.
- Uma década de espera: O projeto congela qualquer redução real de jornada por 10 anos e condiciona a mudança a metas futuras de produtividade — se os índices não agradarem aos patrões, a redução é cancelada.
- Exclusão de setores inteiros: Trabalhadores de áreas consideradas “essenciais” (como saúde, segurança e transporte) ficam completamente de fora de qualquer benefício, mantendo a escala desgastante.
O Contraste: O Governo Lula defende uma transição imediata para as 40 horas semanais na escala 5×2, entendendo que a saúde mental e o tempo em família são direitos inegociáveis. A bancada liderada por Turra, por outro lado, quer o trabalhador na fábrica ou no comércio por mais tempo, pagando menos.
A Bancada Gaúcha Contra o Trabalhador
Se não bastasse o fato de o autor principal do projeto ser do Rio Grande do Sul, uma parte expressiva da bancada federal gaúcha — composta pela extrema direita e por partidos fisiológicos do Centrão — correu para endossar o documento. São parlamentares que viraram as costas para o povo do próprio estado para defender o interesse de grandes conglomerados econômicos.
Grave bem estes nomes para cobrar nas urnas. Estes são os deputados do RS que assinaram a emenda das 52 horas semanais:
Sérgio Turra (PP-RS) é O mentor e autor do protocolo da emenda. Os demais Deputados Bandidos estão na lista a seguir:
O Rio Grande não Aceita a Escravidão Moderna
É vergonhoso para a história do Rio Grande do Sul — terra de tantas lutas sociais e conquistas trabalhistas — ver seus representantes no Congresso Nacional liderando um ataque tão violento contra os direitos do povo. Enquanto o governo federal insiste que a economia moderna exige trabalhadores descansados, saudáveis e com poder de consumo, a bancada gaúcha do retrocesso tenta restabelecer regimes de trabalho que remontam ao século passado.
A proposta de Sérgio Turra é um insulto a cada gaúcho e gaúcha que acorda cedo para trabalhar. A hora é de mobilização total nas redes e nas ruas: exija que os deputados do Rio Grande do Sul retirem o apoio a esse absurdo e votem a favor das 40 horas e da escala 5×2!
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*a escolha foi sua, a escolha será sua; mas, lembre-se, CHAPÉU DE TROUXA É MARRETA!*
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Sabe quem é Sérgio Turra? Ele é filho de Francisco Turra, ex ministro da agricultura de FHC da cota do PP. Sérgio é do PL da bancada do agro empresarial. Aqueles que trabalham três vezes por ano, quando plantam, quando colhem e quando vão pra beira das estradas pedir refinanciamento de dívidas com os bancos públicos. Trabalham muito pouco, mas seus funcionários não, e querem que trabalhem mais. Até 52 horas por semana. E o fim da 6x1ocorra em 10 para que se explore ainda mais o trabalhador.
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Bem isto
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