Manter a vigilância na defesa dos direitos dos trabalhadores e na qualidade do serviço prestado à população exige uma atuação firme, estratégica e coordenada. Na última terça-feira, o SINTERGS (Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Sul) demonstrou, mais uma vez, o seu papel indispensável como vanguarda na proteção das categorias que representa e na resistência contra o desmonte das estruturas públicas gaúchas.
A jornada foi marcada por um duplo movimento estratégico: o sindicato conduziu com sucesso suas próprias agendas institucionais e deliberativas internas e, logo em seguida, somou forças com as demais entidades sindicais em um massivo protesto público unificado nas ruas de Porto Alegre.
As Ações Próprias do SINTERGS: Pressão na ALERGS e Assembleia Geral
A mobilização exclusiva do SINTERGS começou cedo na Assembleia Legislativa do Estado (ALERGS). Diretores do sindicato e servidores de nível superior ocuparam os corredores do parlamento gaúcho para dialogar diretamente com os deputados, pautando e pressionando pelo avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Data-Base.
A ausência de uma data-base definida aniquila o poder de compra dos salários frente à inflação, transformando a reposição anual em uma eterna queda de braço política. O presidente do SINTERGS, Nelcir Varnier, defende que a fixação legal desse mecanismo é a única forma de garantir estabilidade institucional e respeito real aos trabalhadores:
“Temos a convicção de que é preciso resolver, com urgência, a ausência da revisão geral anual — a chamada data-base —. Com uma data-base e um índice de correção salarial aprovados por lei — preferencialmente inseridos na Constituição do Estado —, os futuros governadores saberão que existem compromissos legais e burocráticos com a sociedade, e deverão obedecer, observar e defender essa norma. Caso contrário, teremos mais do mesmo — e os resultados serão os mesmos de sempre.” — Nelcir Varnier, Presidente do SINTERGS.
Dando sequência à sua pauta própria, o sindicato realizou sua Assembleia Geral Extraordinária. O espaço soberano serviu para que a categoria dos servidores de nível superior pudesse debater de forma focada os rumos das negociações com o Executivo, avaliar o cenário político atual e alinhar os passos seguintes de mobilização de sua base.
A Ação Conjunta: O Funcionalismo Ocupa as Ruas em Bloco
Logo após concluir suas atividades específicas, o SINTERGS levou sua categoria para a Praça da Matriz para participar de um momento crucial de solidariedade e articulação política: o Ato Unificado do Funcionalismo Público.
Ao integrar essa ação conjunta com diversas outras entidades representativas do funcionalismo do Rio Grande do Sul, o SINTERGS ajudou a consolidar uma frente ampla contra a política de desmonte do governo estadual. Centenas de servidores estaduais, de diferentes setores, níveis e espectros funcionais, uniram suas vozes em frente ao Palácio Piratini.
Essa demonstração de união coletiva e solidariedade de classe levou para o centro de Porto Alegre as demandas compartilhadas por todo o serviço público gaúcho:
Reposição Salarial Já: O fim do congelamento e das perdas inflacionárias que corroem igualmente a dignidade de todas as famílias de servidores.
Valorização das Carreiras de Estado: A exigência uníssona de que o governo trate o funcionalismo como a inteligência estrutural do Estado, e não como um simples custo contábil a ser cortado.
Defesa do Serviço Público Frente às Privatizações: A denúncia contra projetos de terceirização e desmonte que precarizam o atendimento direto à população gaúcha nas pontas.
O Compromisso Continua
A atuação do SINTERGS nesta semana reafirma que os servidores de nível superior sabem o momento exato de debater suas especificidades técnicas internas e o momento de marchar lado a lado com as demais carreiras do Estado. Diante de ataques comuns às estruturas públicas, a resposta unificada em bloco na Praça da Matriz foi o recado mais forte dado ao governo de plantão.
Sem carreiras fortes, valorizadas e protegidas, o Rio Grande do Sul perde sua capacidade de planejar o futuro, fiscalizar abusos e executar políticas sociais eficientes.
O que você achou da capacidade de articulação e união das categorias em Porto Alegre? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe este texto para fortalecer o debate em defesa do serviço público de forma soberana!
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