Mulheres/Segurança/Violência

Proteção às Mulheres: CDH do Senado Prepara Votação do PL 1025/2026 e Fortalece o Legado de Paulo Paim para o Rio Grande do Sul e o Brasil

Leia o Projeto na Íntegra ao final do Artigo:

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal se prepara para votar o Projeto de Lei nº 1025/2026, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS). O texto estabelece formalmente a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e buscando dar caráter permanente e legitimidade por lei a estruturas de atendimento que hoje funcionam sob regulação de cada órgão.

O Elo com a Lei Maria da Penha: Da Punição à Consolidação de Redes

A atuação de Paulo Paim na defesa dos direitos das mulheres é histórica. Há quase duas décadas, o parlamentar gaúcho desempenhou um papel central na tramitação e aprovação do texto que deu origem à Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) — reconhecida pela ONU como uma das legislações de enfrentamento à violência doméstica mais avançadas do mundo.

Enquanto a Lei Maria da Penha representou um marco punitivo, de medidas protetivas e de criação de mecanismos de denúncia, o PL 1025/2026 avança para aprimorar e institucionalizar as premissas dessa conquista histórica:

Garantia de Continuidade: Evita que programas de acolhimento sejam descontinuados a cada mudança de governo.

Expansão Territorial: Determina a interiorização do atendimento com a expansão da Casa da Mulher Brasileira e o reforço de unidades móveis para alcançar mulheres em áreas rurais e periféricas.

Integração de Dados: Aprimora a troca de informações entre órgãos de segurança, Judiciário e assistência social para agilizar o cumprimento de medidas protetivas de urgência.

O que moveu o Senador a apresentar este projeto foi a Urgência Diante dos Índices de Violência contra a mulher, que são altos no Brasil, e que no Rio Grande do Sul tem batido recordes assustadores, como é possível verificar pelos números:

Indicador no Rio Grande do SulDados Recentes
Feminicídios ConsumadosO estado registrou 80 casos em 2025. Em 2026, a marca de 40 feminicídios foi atingida em meados de junho — metade do total do ano anterior.
Tentativas de FeminicídioApenas no último ano, 258 mulheres sofreram tentativas de feminicídio no estado.
Processos no JudiciárioOs novos processos judiciais por feminicídio e tentativa saltaram de cerca de 700 para 1.056 ações tramitando no TJRS.
Procura por Medidas ProtetivasO Poder Judiciário gaúcho registrou mais de 52 mil medidas protetivas concedidas em um único ano, demonstrando a alta busca por proteção oficial.

“A imensa maioria das vítimas de feminicídio não possuía medida protetiva vigente no momento do crime. O desafio central é fazer a rede de proteção chegar antes que a violência escale para o desfecho fatal.”

Após a realização de um debate promovido pela Comissão de Direitos Humanos em junho com entidades da sociedade civil, o senador Paulo Paim requereu prioridade regimental para a votação da matéria.

O projeto prevê ainda mecanismos diretos de transparência e controle social, permitindo que a população e movimentos de mulheres fiscalizem a execução de recursos e a efetividade dos serviços prestados.

E se tu chegaste até aqui com a Leitura, dá uma Força pro Blog e pro Blogueiro. FAZ UM PIX:

LEIA O PROJETO NA ÍNTEGRA:


Descubra mais sobre Luíz Müller Blog

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário