
O Resultado do 1° Turno em Porto Alegre: Lula, 48,57%; Flávio, 41,86%. Juliana, 45,74%; Zucco, 43,94%. Para o Senado, Manuela ficou em primeiro lugar em Porto Alegre, com 24,06%; Pimenta teve praticamente o mesmo percentual, com 23,46%.
As causas da nossa derrota nas eleições para o Governo do Estado no RS não devem ser procuradas de “cabeça quente”. Os números de Porto Alegre, todavia, já podem dar indícios de um bom roteiro para uma análise em direção a 2028 e, no imediato, para o nosso movimento em direção ao segundo turno das eleições presidenciais.
Porto Alegre é a maior cidade do Estado, obviamente, cujo prefeito é também um grande indutor da especulação imobiliária e um aliado permanente da extrema direita mais rançosa e agressiva. PT e PDT já governaram a cidade, em separado, com governos de cunho popular, ao modo de cada um dos partidos dirigentes.
Quais foram os resultados de Porto Alegre nas eleições deste ano, no seu primeiro turno? Lula, 48,57%; Flávio, 41,86%. Juliana, 45,74%; Zucco, 43,94%. Para o Senado, Manuela ficou em primeiro lugar em Porto Alegre, com 24,06%; Pimenta teve praticamente o mesmo percentual, com 23,46%.
A diferença entre Juliana e Zucco, em Porto Alegre, só não foi maior porque a sua campanha não atentou para a nova força eleitoral de Lula na capital dos gaúchos.
Nas eleições nacionais para a Presidência da República ocorreu praticamente um empate, com uma leve inflexão para o candidato da extrema direita. Sobre a eleição nacional, mantenho a opinião de que poderíamos ter ganho a eleição no primeiro turno se a nossa campanha falasse mais sobre o futuro e menos sobre o passado: sobre como será o Ministério da Segurança Pública; sobre como os nossos programas sociais e de desenvolvimento econômico acelerado e ambientalmente sustentável — vinculando o Sul ao extremo Norte do país — incidirão para melhorar o duro cotidiano do nosso povo, principalmente nas grandes regiões metropolitanas; sobre como a cultura, a educação, a capacidade de empreender com autonomia ou pela cooperação e uma mobilidade urbana mais amigável poderão tornar as pessoas mais felizes, com mais tempo liberado para o convívio familiar e o uso seguro dos espaços públicos de cultura e lazer.
Penso que a nossa relação direta com o povo deve ser caracterizada menos por uma solicitação de voto agradecido pelo que foi feito e mais por um pedido de confiança parceira, sobre como podemos nos mover juntos para um futuro muito melhor.
A sociedade é outra, o século é outro, os grupos e classes populares são outros — até o fascismo é outro —, hoje turbinado mundialmente contra a democracia e a República por milhões de mensagens de desinformação, medo e ameaças. É um tempo em que os elos globais da vontade organizada, inclusive dos grupos mais conservadores, estão mais presentes nos esquemas da “Ilha Epstein” e no “Esquema Vorcaro” de poder do que na velha mídia oligopólica.
As pessoas vivem cada vez mais no cotidiano e menos na História. E é por aí que devemos pensar em ganhar neste segundo turno decisivo para toda a América Latina.
Descubra mais sobre Luíz Müller Blog
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.