Luta de classes

O movimento Mulheres Unidas Contra o Bolsonaro é maior do que isso

O movimento Mulheres Unidas Contra o Bolsonaro solicitou publicar o artigo que no entendimento  blogueiro pode ajudar no debate necessário a esquerda sobre o identitarismo e a luta de Classes. O Artigo é uma resposta ao artigo   O movimento #MulheresContraBolsonaro , os movimentos de junho de 2013 e o perigo de se repetir erros, que republico logo após a resposta do Movimento:

O movimento Mulheres Unidas Contra o Bolsonaro é maior do que isso

O movimento de Mulheres Unidas Contra o Bolsonaro surgiu da união de mulheres e organizações que, se em outros tempos, andariam separadas. O modo de alerta contra o avanço do discurso que prejudica a todos – e assusta muitas de nós – fez com que abraçássemos a frente que está impedindo esse avanço. Somos das mais diversas correntes políticas, teóricas e inclusive leigas. Mães, trabalhadoras, idosas e religiosas que encontraram na internet um meio de se unir a suas iguais quando o assunto se tornou precisamos impedir que este homem, símbolo do despreparo e do ódio, assuma nosso país. Da internet, agora vamos para as ruas. Toda a engrenagem que mantém a sociedade, nós, mulheres, estamos unidas.

Estamos dando este primeiro passo, unindo mulheres com experiência e consciência do seu lugar e agregando a vontade e a preocupação de um grupo muito mais do que nós. É nacional, somos mais de dois milhões e meio, muito plurais, mas com um foco comum: parar o discurso fascista e irresponsável de Jair Bolsonaro. E para isso, mais do que unir a esquerda, precisamos unir todas que vão contra essa ideia.

Uma organização plural está se formando para que o movimento de raízes tão sinceras não se torne, novamente, palco daqueles que se dizem estar conosco mas estão contra nós. Por isso deixamos claro que somos favoráveis a organização política das pessoas. A luta de classes também está em unir mulheres que nunca se identificaram com a política antes e que, pela mais pura vontade de se defender e defender os seus, encontraram nesse momento um espaço e uma forma de se manifestar. Queremos mostrar pra elas que lutar não tem idade ou escolaridade. Que isso é só um passo, que a união contra o candidato Bolsonaro é um ponto de uma grande cadeia de coisas que nos oprimem. Nossas diretrizes políticas podem, muitas vezes, nos colocar em polos opostos. Mas sabemos que agora o risco é outro – e é maior. Não adotamos um discurso autoritário, não impedimos a manifestação política, estamos, inclusive, a lutar por esse direito.

O grande encontro do movimento será dia 29, às 15h. Em Porto Alegre será no Arco da Redenção. Para mais informações clique aqui[colocar link do evento: https://www.facebook.com/events/283212379175299/%5D. Esperamos todas e todos lá!

A seguir o artigo  deste Blogueiro que sucitou a resposta acima, do Movimento:

O movimento #MulheresContraBolsonaro , os movimentos de junho de 2013 e o perigo de se repetir erros, 

O grupo  #MulheresContraBolsonaro cresceu rapidamente, arrastando a esquerda de roldão. Em junho de 2013, também um movimento supostamente por redução do preço das passagens afastou as bandeiras dos partidos e o que se viu foi o pontapé inicial do Golpe que se concretizaria em 2016 com a derrubada do Governo democraticamente eleito. Vão cair nesa esparrela de novo e seguir estranhas minorias que surgem “como por encanto” da internet, se transformam em mega eventos e exaltam o identitarismo, econdendo a Luta de Classes, razão pela qual o mal do fascismo que agora já esta entre nós?  A Luta de Classes existe. E até mesmo Bresser Pereira, Ministro Tucano de FHC nos lembra em artigo de 2015 que ela foi reativada pela burguesia  em 2013 no Brasil, encerrando o pacto existente até então. Tem gente que até agora não entendeu bem o que foi 2013. Só espero que as nossas direções convençam a base militante feminina de que as bandeiras partidárias são o símbolo maior da Classe Trabalhadora em luta e não há nenhum movimento por mais forte que seja que possa superar o papel da Classe Trabalhadora na Luta de Classes. Toda vez que a esquerda foi buscar substitutos ou se dividiu, as tragédias aconteceram.  Então, se é para ir as ruas, que seja com bandeiras que unificam a Classe: #LulaLivre contra o Golpe. E que seja bem vermelha, pra se misturar mas não confundir com as outras que também devem estar lá.

MulheresContraBolsonaro

Aliás, tentaram me convencer de que o tal Grupo foi hackeado e transformado num instrumento do próprio Bolsonaro, mas logo depois devolvido as donas originais do grupo, que agora tem mais seguidores do que tinham antes do suposto hackeamento. Acorda povo!

Quem criou uma Secretaria Especial para tratar dos temas da Mulher foi Lula. E o candidato do Lula é o Haddad. Então, a nosa turma tem lado, tem bandeira e tem candidato. Bolsonaro é só a expressão final e mais grotesca e violenta do mal que vem embutido em outras candidaturas liberais e neo liberais. Se a mulherada abrir mão de nossas bandeiras e das nossas candidaturas, alguma outra candidatura se beneficiará.

Em Junho de 2013 a 1ª intentona das “revoluções coloridas” no Brasil: Milhões saírem as ruas contra um aumento de 20 centavos nas passagens em …São Paulo. Os protestos viraram um canhão para desgastar o Governo Popular e conseguiram, mas não o suficiente para garantir a vitória tucana.

Leia Mais sobre Junho de 2013:

Comunicação e Redes Sociais: Ou a esquerda acorda ou terá um “Déjà vu” de 2013

O Brasil no epicentro da Guerra Híbrida

Lula diz que foi precipitado considerar atos de 2013 democráticos

Falsas “Revoluções” Coloridas – Como Derrubar Governos com ONGs Globalistas

Uma falsa “revolução colorida” como a e 2013 no Brasil, assola a Nicarágua nestes dias

 

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