Uncategorized

Quando a Luta pela Legalidade nos faz chorar ao sentir a falta que ela nos faz

Assisti ontem o filme “Legalidade” de Zeca Brito. Me emocionei a ponto de chorar. O povo gaúcho na Praça da Matriz a defender o Palácio mesmo diante do iminente ataque aéreo. O ataque aéreo sendo desmontado pela ação corajosa dos Sargentos da Aeronáutica que furam os pneus dos aviões encarregados do bombardeio, o contundente discurso final de Brizola em Defesa da Constituição e da Soberania Nacional que conquistou até o General comandante do 3º exército a época e fez o mesmo disponibilizar as tropas ao comando do Governador, pela Constituição e pela Soberania. Tempos heroicos aqueles. Zeca Brito, o Diretor, pode tomar inclusive licença poética para falar da jornalista do Washington Post, espiã, que com ardis deveras conhecidos se infiltra no Palácio mas acaba ganha para a Revolução que parecia brotar ao Sul do Brasil sob o comando de Brizola. É o que Brizola aparentava para os americanos. Brizola, um Chê Guevara dos pampas, que ousou enfrentar o Império ao Estatizar a Empresa de Energia Elétrica e a Empresa de Telefonia e que novamente ousava enfrentar o império, agora de armas a mão e com o apoio do povo gaúcho e parcela significativa do povo brasileiro. Jango não era da mesma estirpe aguerrida. Mais negociador, negociou o momento mas não conseguiu conter a marcha dos traidores e dos sabotadores da pátria. Em 1961, Brizola, o povo, a Brigada Militar e o 3º exército contiveram a “onda” golpista. Mas ela ficou ali contida pelas negociações e pactos que ao povo não aparecem e voltou com toda força em 1964, respaldada por uma máquina de comunicação que fazia virar corações e mentes, até mesmo dos que haviam participado daqueles heroicos dias de agosto de 1961. Chorei varias vezes durante o filme. Não sei se foi em homenagem aos heróis e heroínas tão bem mostrados pelo Filme de Zeca Brito ou por esta estranha sensação de “estou vendo este filme de novo”. As tecnologias são outras. Os transmissores já não são mais os de Rádio. São celulares nos bolsos de cada cidadão. Mas a Luta é a mesma. É de Classes e é do Império do Mal contra constante busca da humanidade pelo Bem Viver que seja coletivo, de todos, e não de meia dúzia de abastados membros da elite, que no fim são só serviçais bem pagos da casa grande. Talvez eu tenha chorado durante o Filme, por que em 1961 tínhamos Brizola resoluto de metralhadora na mão, fazendo o derradeiro discurso pelas ondas da rádio, simbolizando aquele tempo. Já hoje num Déjà vu, Lula preso ILEGALMENTE, emitindo discursos avassaladores em Defesa da Soberania Nacional, da Democracia e da Constituição ferida. Ao fim da exibição, a platéia aplaudiu e pra minha surpresa, gritou quase uníssona “Lula Livre”. Fico me perguntando se Lula não é um pouco do aguerrido Brizola, mas com uma pitada negociadora da Jango. Mas só aprofundou minha convicção de que o lulismo é a continuidade histórica do velho trabalhismo, queiram ou não queiram os trabalhistas e os petistas.

Obrigado Zeca Brito por reacender a luz da Esperança. Não há Democracia e nem participação popular sem Soberania Nacional e sem a necessitaria LEGALIDADE que estabeleça…ou restabeleça.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s